Poemas de Caminho

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(Salmos 37:5)


💝 Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e o mais ele o fará.


Eu amo esse salmo e creio que Deus tem um propósito para cada ser.

⁠O Caminho, o Cansaço e a Obra de Deus.

João 4.4-7: "E era-lhe necessário passar por Samaria. Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber."
Observem que Jesus estava cansado do CAMINHO, mas não da OBRA do Pai.

É normal se cansar DO caminho, da religião, do institucionalismo, do clericalismo, dos religiosos, dos donos de igreja, das perseguições, das reuniões enfadonhas que não resolvem nada, dos cultos áridos, das politicagens, da superficialidade de muitos crentes e mais um monte coisa!
Às vezes algumas pessoas me perguntam: “porque você perde tempo com tudo isso?” “Ninguém se importa!”

Minha resposta é que mesmo cansado de tudo isso, continuo trabalhando pelo Reino de Deus, pois meu coração continua apaixonado pela obra, apesar do cansaço do CAMINHO.

Assim, de Jesus (O Caminho), nunca me cansarei, mas DO caminho, ah... esse a gente se cansa sempre!

Pense nisso e ótima semana!
No caminho Daquele que É O Caminho, Marcelo Rissma.

Saudades

Saudade é uma distância
que o coração se recusa a medir.
É olhar para o caminho percorrido
e descobrir que alguma parte de nós
ainda mora onde tudo começou.
Saudade é a voz de quem amamos
atravessando os anos em silêncio,
é um olhar guardado na memória,
um portão, uma despedida,
um “Deus te abençoe”
que o tempo nunca conseguiu apagar.
Partimos porque tínhamos sonhos,
mas ninguém nos contou
que alguns sonhos carregam ausências.
E seguimos…
entre conquistas e lembranças,
aprendendo que vencer também dói
quando não podemos abraçar
quem nos ensinou a sonhar.
Hoje compreendo:
quem parte não deixa tudo para trás.
Leva consigo os afetos, as raízes,
os gestos e as vozes.
Porque saudade talvez seja isso:
o amor quando já não cabe no presente
e decide morar para sempre
dentro de nós.

Roleta russa
Forte você é...
Percebo você tremendo,
vacilando,
titubeando...
no caminho da vida se equilibrando.
Corda bamba...
Campo de guerra, barreiras fortemente armadas por sacos de areias sociais,
o frio da lápide... dias desnorteados, completamente imorais.
Não amedronta, e precoces lançam-se ao fim, à morte... pronta está desde agora sua lápide.
Roleta russa, desatino, jogam dardos envenenados em suas mãos frágeis
O ferro, o berro, o sangue...
o homem ainda menino
Vejo você sofrendo...
lutando...
se adaptando.
Roleta russa...
Cada dia uma agonia.
vida perdida, triste e vazia.
Forte você é...
a luz a cortar o escuro da janela...
na vida você está pro que der e vier...
pra tudo o que se esperar dela.

Uma boa nova


Caminho pela noite fresca sob os reflexos de luz na calçada, nas paredes, nas árvores: figuras modeladas pela minha crença. O que serão essas ilusões? Que verdade guardam? Por que me projeto sobre a realidade e a modelo com as minhas mãos? Por que a necessidade de crer quando a liberdade está roçando as solas dos meus pés?

As pedras no caminho
Vindas da dor
Serão guardadas com carinho
Pelo amigo do amor

Os seres nulos


Caminho pela rua velha e escura, como de costume, mas, esta noite é diferente. Posso perceber a vida, os seres em toda a parte. Sob os meus pés, as lajes de pedra, acima de mim, os prédios se elevando no céu cinzento. As árvores se estendendo para me proteger, os postes, segurando a calçada, os homens a gritar no breu, sem nada, sem rumo. Quem me dera eu fosse antes alguém que pudesse ordenar a vida que se esvai, se eu vivesse a redimir o quanto se chorou por não haver consciência daqueles que ninguém nunca deu valor.

Fria noite


Caminho pela rua à noite. A luz mortiça se refletindo nas lajes. Ó meu querido papel que aceita tão docemente a minha mágoa, o que não encontramos na noite, lar do sonho e da imaginação? Enquanto abro caminho na névoa, os espectros tomam forma, passam por mim protegidos pela escuridão. O escuro contém algo que eu perdi, que não me deixa encontrar. Foi a luz do dia, a clareza e a certeza da compreensão. A certeza da morte ao final. O breu do meu sonho cria vagos lampejos de nebulosidades. Durmo e vivo num mundo em que não há memória, que não tem passado nem futuro, ele existe sem termos consciência. Não quero, não posso voltar, a noite me seduziu e me tomou como posse. Só quero imaginar e isso acontecerá.

Prisão


No caminho para casa, as lajes do chão sobem para sustentar os meus pés, conforme a minha crença e o meu desejo. Eu quero chegar logo e não presto a atenção em nada que possa aumentar o tempo que me leva ao destino. Uma moto passa raspando por mim, é algo que inventei para apimentar a noite. Não há medo, os meus passos são suaves, eu nem os noto. Aqui em casa se juntou o desejo do conforto com a certeza tola de ter atingido o objetivo. A magia do mundo termina quando eu tenho medo. O medo me faz pobre, velho e mesquinho.

Pedras

As pedras nunca perguntam nosso nome.
Elas apenas estão espalhadas no caminho, acumuladas nos bolsos invisíveis da vida, empilhadas no peito quando o dia pesa demais.

Há pedras que tropeçam a gente. Pequenas, traiçoeiras, quase invisíveis. São as palavras mal ditas, os olhares que ferem sem tocar, as ausências que chegam antes da despedida. Outras são enormes, do tamanho de um não definitivo, de um sonho interrompido, de uma porta fechada por dentro.

Aprendi cedo que pedra não escolhe quem encontra. Rico ou pobre, descalço ou de sapato caro, todo mundo tropeça. A diferença está no que se faz depois da queda.

Tem gente que senta na pedra e faz dela morada. Constrói casa de lamento, coloca cortina de desculpa, serve café de amargura. Vive ali, endurecendo junto, confundindo peso com destino.

Mas há quem recolha a pedra com cuidado. Observe seus cantos, sinta sua aspereza, reconheça o machucado que causou e sigui. Algumas viram degraus. Outras, fundação. Algumas, quando lançadas longe, ainda fazem barulho ao cair, como se protestassem contra a própria inutilidade.

As pedras também guardam memória. Sabem onde a gente caiu, onde sangrou, onde quase desistiu. Por isso doem tanto quando reaparecem no mesmo trecho do caminho. Elas lembram: você já esteve aqui.

E mesmo assim, seguimos. Com os pés calejados, com a alma aprendendo a pisar melhor. Porque, no fim, o caminho não é feito só de chão liso. É feito de pedras que nos ensinaram equilíbrio, força e escolha.

Talvez a vida seja isso:
não a ausência de pedras,
mas a arte de decidir
quais carregamos,
quais usamos para subir
e quais deixamos onde estão
para que não sejamos nós
a endurecer primeiro.

*O PAPEL DE CADA UM*


Provérbios 22:6: "Ensina a criança no caminho em que deve andar..."


Ensina quem? Os pais.


Mas hoje o que eu vejo é pai terceirizando a criação.
Manda pra escola e fala "se vira".
Aí o filho chega sem limite, sem "bom dia", sem noção.
Dá trabalho, desrespeita, desafia.
E o professor que aguente.


Professor não é pai.
Não pariu, não criou.
Professor é mestre.
Tá ali pra repartir saber, não pra corrigir falta de base.


Se a criança não respeita os pais dentro de casa, não vai respeitar o professor na sala.
A conta é simples.
Cada um no seu quadrado: pai educa, escola ensina.


_Van Escher

“Filtro ativado.
Que toda mentira disfarçada não me encontre.
Que se perca no caminho
antes de bater na minha porta.”

Van Escher

Verdade que toma o caminho.
A esperança vivemos nao mesma orientação que seguimos.
Temos que ser o que eles querem sejamos, que pense o que eles querem que pensamos.
Mesmo nas possibilidades a probabilidade e insurgencia da revolução.
Manipulação surge com várias opções...

Coma a vontade seja fiel ao seu caminho.
Sua fé é seu credo moral...
Alienação da existência sempre endeusar seres animados.
E esses seres animados dera vida ao ser iluminação e fanático.
Sera voz da razão ate suas convicções sejam quebradas numa permuta de escolhas e sempre razão sera obstáculo para verdade que resiste em viver.

Não tenho espírito nem alma...
Sou apenas olhares no vazio,
Distante de tudo caminho sempre haverá um amanhã.

Dimensões
Por Celso Roberto Nadilo


Translúcido caminho sempre jogando em quaisquer beirada...
Fosse a foices dos esquecimento.
Ainda assim seria interessante olhar..

sonhos dos nossos futuro.
num caminho de luz ate escuridão.
Andamos ate que pousamos o primeiro passo no desconhecido..
E aonde caminhamos pelo astros da imensidão, somos luzes no breo da ignorância.


buscamos perguntas e respostas diante do desconhecido.
A guerra nos atraza em aapiral de um abismo de destruição.
E abnegação destes fatos so demonstra a fragilidade para o qual devemos ter responsabilidade e dignidade de compreender a derradeira verdade.


A vida floresce e morre. ..
Nos instante da existência somos sonhos do criador...

Novo caminho da garoa...


Num suposto sonho de telema...
As ondas são valores éticos e místicos
Até que horas passem num voo de momentos...

A engrenagem mental e seus nutrientes...
Seus dentes de aço são o caminho de ilusão e a ironia trás respostas e perguntas.
Outras engrenagens surgem para ter uma ligação carmica para o qual caminhos são criados.
Para o sincronismo cultural no qual a virtude das massas se desenvolve.
E eixo primeiro tem conhecimento que é um pássaro nas ruínas da sociedade.
E a compreensão inata é apenas um Retentor intelectual que vaza suas experiências e conceitos para uma esfera politizada.

Virtude de um caminho para as estrelas,
num ser fulgurante de atos sonsos e divergentes.
Nos espelhos quânticos, os ecos atrozes de linhas temporais distintas
ressoam no espaço e no tempo da continuidade...
​Fecham-se os olhos na solitude dos astros.
Nas páginas de um diário reflexivo,
seres pujantes se exploram no limiar das almas aniquiladas."
— Celso Roberto Nadilo