Poemas de Amigos Amantes
NAVEGANDO
Deito-me em águas mansas
Navego no mar da esperança,
Tenho a suave calma dos amantes
Depois de saciada a sede em tua cama.
Antevejo a felicidade sonhada,
Rendo-me ao desejo acontecido,
Tenho no corpo uma vontade
De abrigar teu contorno todo dia.
Quando estás distante
Guardo toda dor do mundo,
No vazio que a vida toma
Que encontro não estando junto.
Não te afaste por longo tempo
Já não sei viver sem nossos momentos
Choro tua ausência no meu dia,
Busco no teu amor a minha alegria.
Assim vou navegado ao teu encontro
Querendo-te nos meus braços para sempre
Todo dia, toda hora, em todos os momentos.
MÁRCIA ROCHA
10/12/2009
Pacto:
Somos amantes anonimos disfarçados em versos...
Não tire a máscara agora...
Pode se reconhecer...
Não quis escrever sobre o namoro entre duas pessoas, entre dois amantes novos ou antigos, tive vontade de escrever sobre o medo que impede você de amar...
O medo é como um dragão, fantástico em seu poder de destruição e mágico pelos segredos e lendas que o rodeiam. Ele é paralisante, quando permitimos, alimentando nosso presente com as decepções do passado.
Há vários tipos de medo, mas este em especial impede a criação de vínculos reais entre duas pessoas e uma entrega autêntica na relação.
Este medo faz do compartilhar a vida e a intimidade com alguém algo por demais temido.
VINHO DOS AMANTES
O silêncio dos amantes
É um vinho do sabor a paixão
Mas a tolerância é o vinho dos fortes
A reação impulsiva é a embriaguez dos fracos
E a razão que me prende ao seu doce sabor
São os delírios envoltos num só querer
Talvez só quer que sejas tu só quer que seja eu
Vinho do sangue quente da paixão sentida
Mesmo assim pregada ao pecado da luxuria
Nesta cruz só nossa deste calvário distante
De onde emerge a luz da felicidade de quem aguarda
A mais linda história repleta de tantas surpresas
O silêncio é dos amantes deste néctar dos deuses
Sempre tolerante entre os fortes e fracos amantes ou não.
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AMOR DOS AMANTES
(Poema em homenagem pela passagem das nossas bodas de prata)
Vem, meu corpo te espera
Agonizante por amor!
Para sentir teu cheiro
Cheiro gostoso de menina-flor
Eu quero ter nesta vida
Enquanto vida tiver
Seu beijo, seu sorriso
Esse corpo de mulher
Vem, devora-me incessantemente!
Vem, vamos viver
Esse amor deslumbrante
Para eu sonhar em teus braços
Esse amor dos amantes!
LUA
Dona dos lobos, irmã das estrelas
Guia dos amantes, bola de luz brilhante.
Por quê de dia te escondes, se na noite és tão bela?
Por quê dias estás cheia e noutro minguante ?
É sobre o mover da terra ou da maré ?
É sobre cair e continuar de pé ?
Ou deve ser visto com o olho da fé?
Sergio Junior
quando os amantes se despedem
Novas histórias vão se encontrar
Novos beijos, abraços, carícias eternos
Amantes nao vêm o fim
O FIM ESTA NO FUTURO
Tudo se forma em círculos.
O caminho não é uma linha reta
Andamos em círculos
Em novas paisagens
Com novas pessoas
O caminho é uma linha reta
Quando estamos só
O recomeço sempre vem
não sabemos quando
O RECOMEÇO ESTÁ NO FUTURO
Que amor é esse
Que aflinge os amantes e os heróis
Que faz Medeia se vingar
E Jasão seu tesouro abandonar?
Que amor é esse
Que inspira Homero a narrar
Que o leva a seus poemas criar
E uma história a se perpetuar?
Que amor é esse
Que faz os deuses se alegrar
Que faz os ventos soprar
E Helena uma guerra criar?
Esse amor é aquele que desafia o tártaro
Que atravessa os mares e os perigos
Que faz Ulisses a Ítaca retornar
e seu amor reencontrar.
Ó deusa da lua, que refletes nos corações dos homens, inspiras amantes que se deleitam num leito que jamais possuirão.
Foste criada para iluminar as noites perdidas na selva, és guardiã dos homens, presente até nos dias mais sombrios.
Com teus raios reluzentes, iluminas os caracóis dos teus cabelos, a hélice do DNA que ele pesquisa.
Reino Plantae: teus olhos são verdes, como a natureza, como a floresta. Preserva-te, pois és semente e eternidade.
A formalidade que se cria entre os amantes se torna obstáculos para um sentimento que não quer se calar.
O segredo é um peso á um coração que se enche de esperanças e se mostra esperançoso.
As curvas sob a blusa despertam desejos de filamentos em meu corpo e atormentam meus pensamentos.
Há duas tristezas comuns na sociedade contemporânea.
Uma é a separação dos amantes. A outra, a união dos que não se amam. Penso que a última seja pior que a primeira.
Porque nesse último caso, temos a vitória da conveniência sobre o amor, da carência sobre a esperança, e do medo sobre a fé.
Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, poupe-me ao menos dos amantes da espetacularização.
Não temo os tropeços, as tempestades ou a morte — nem minha, nem dos meus — pois nenhum destes barulhos consegue ser mais ensurdecedor que o espetáculo feito deles.
Há cálices que não doem pelo amargor do conteúdo, mas pelo coro que se forma ao redor deles.
O tropeço ensina, a tempestade depura, a morte silencia — todas cumprem um papel sagrado no trato da alma.
O que fere é o aplauso, o holofote aceso sobre a dor alheia, a pressa em transformar cruz em palco e lágrima em argumento.
Quem caminha com fé não pede a ausência da noite, mas a dignidade do escuro.
Não implora pela fuga da provação, mas pelo recolhimento necessário para atravessá-la.
Há dores que só frutificam no segredo, há processos que se perdem quando exibidos.
O espetáculo rouba o sentido; o silêncio, ao contrário, devolve profundidade.
Por isso, minha súplica parece-me justa: se o cálice não puder ser afastado, que ao menos não venha acompanhado da plateia.
Que a dor seja escola, não vitrine.
E que o barulho venha do céu, não dos que confundem compaixão com curiosidade e fé com entretenimento.
Amém!
Na minha estante de menina tem cores brilhantes,
nobres amantes e esquina.
Depois de certas manhãs, certas manhas de menina.
Saia e alcinha.
O que é saudade além de um remédio ao mesmo tempo doce e amargo, que somente os amantes conseguem aprecia-lo plenamente, pois quando a pessoa amada está longe:
-Ele turva a sua visão, nada mais tem graça sem ela;
-Ele faz o mundo parar, pois não temos mais vontade de fazer nada;
-Ele faz o altera tempo, pois cada dia longe dela equivale a anos de solidão;
Agora quando a pessoa amada retorna:
-Ele turva a nossa visão: pois nada mais tem graça perante a beleza dela;
-Ele faz o mundo parar, pois cada sorriso ou cada beijo faz o mundo parar e te leva ao paraíso;
-Ele altera o tempo, pois anos ao lado da pessoa amada parecem dias;
Em resumo saudade é o remédio que alimenta as almas dos amantes.
O pior dos amantes é aquele que só ama depois que perde seu grande amor.
Ah, esse sofre, esse chora, esse só se alimenta de dor.
Vive de lembranças que mas parecem feridas,
Abertas e em carne viva.
Vive da espera, da incerteza e da solidão.
Esperando pelo tempo, o único remédio para seu coração.
Aos amantes bregas
Quem não sabe
se é romântico ou é brega
pro deboche
é sinal que ainda confunde
Roberto Carlos com Reginaldo
Rossi.
Soneto de Amantes Proibidos
Vida feita de desencontros
para uma complexa razão de se ver
de alegria a tristeza encontra
um simples querer.
Uma vida complicada,
de razão nenhuma.
Um amor de quase nada,
duas mãos viram uma.
Desejo feito no olhar
Um carinho quer sentir
Motivo esse de cantar.
Um lugar a sós pra ficar
Palavra calma de ouvir
Sonho lindo de amar.
Dos amantes que tive voce foi o mais tentador
mesmo que eu não escutasse as suas palavras
NÃO CONSEGUIRIA RESISTIR ...
