Poemas de Amigos
"amigos"
Não se deixe levar pelas chamadas “amizades”. Muitos que hoje sorriem ao seu lado desaparecerão no primeiro tropeço, na primeira queda, no primeiro momento difícil.
Quando você errar ou precisar de ajuda de verdade, vai perceber que quem fica de pé ao seu lado não são aqueles que chamam de “parceiro”, mas sim quem sempre te amou de verdade: seu pai, sua mãe, sua família.
Amigos de verdade não somem quando as coisas ficam difíceis. Eles seguram sua mão, te levantam e caminham com você, mesmo quando o mundo inteiro virar as costas.
Valorize quem realmente se importa com você.
Aprendemos sobre amizade com pessoas que nunca cultivaram amigos.
Aprendemos sobre relacionamento com pessoas que cultivam relacionamentos fracassados.
Aprendemos sobre sucesso com pessoas que se consideram fracassadas.
Aprendemos sobre fé com pessoas que julgam e punem.
Aprendemos sobre riqueza com pessoas falidas.
Aprendemos sobre coragem com pessoas que vivem com medo.
Aprendemos sobre liberdade com pessoas que vivem presas á opinião dos outros.
Aprendemos sobre virtude com os mentirosos.
Você não consegue ver? Está tudo errado!
Quem nos ensinou errado, aprendeu errado. E sofre como você.
É você quem deve quebrar todas essas falsas crenças, falsos conceitos que lhe foram impostos e criar os seus próprios conceitos sobre tudo.
Seja um questionador, seja o diferente do grupo.
Você já viu um grande grupo se iluminar? Não! Porque a iluminação só pode ser atingida na individualidade.
Não seja o igual. Não seja mais um infeliz!
Descubra quem é você de verdade e curta essa pessoa incrível que está aí dentro, sob camadas e camadas de conceitos errados de outras pessoas.
Leia, duvide, questione e recrie as “regras”. Viva com base nas suas próprias normas.
Seja a ovelha azul da família! Simplesmente seja! Seja feliz!
"Leve o tempo que precise na escolha de um amigo, seja ainda mais tardio para mudar de amizade."
— By Coelhinha
TROVÍSSIMA
Querido amigo e confrade
É Athylla Borborema:
Cultivar nossa amizade
Não é sacrifício, é lema!
Lembro como era bom compartilhar minha felicidade com os amigos, falar pelos cotovelos sobre alegrias que soavam até ofensivas àqueles que não entendiam o que se passava no interior de um corpo em festa. Eu costumava ser uma alegoria ambulante. Agora a festa terminou, os copos estão espalhados pelo chão, os pratos sujos, silêncio absoluto, ficou o vazio devorador de uma solidão impossível de ser contada.
E amai, amigos meus! Amai em tempo integral, nunca sacrificando ao exercício de outros deveres, este, sagrado do amor.
O que mais nos dá força em nossos amigos é saber que mesmo que não seja necessário, nós sempre podemos contar com eles!
Claro que sobrou um carinho, uma amizade, uma graça. O mesmo que tenho pelo resto da humanidade que julgo digno de alguns minutos do meu tempo. Mas tudo aquilo, meu Deus, tudo aquilo que era maior do que eu mesma, maior do que o mundo, que me soterrava, que me transportava pra outra realidade, que fazia meu corpo inteiro doer tanto de tanto sangue inchado que passava por ele, tudo aquilo, nossa, acabou. Já era.
Alguns amigos meus são os mesmos do passado e outros, não. Eu não tenho muitos, mas tenho bons amigos. Se eu contar, realmente, não devem passar de cinco. Mas têm outros.
Fiz muitos amigos nos últimos anos, gente do bem que posso contar a qualquer hora. E também conheci muita gente que se diz amiga e que só sorri quando quer, só empresta o ouvido quando quer, finge preocupação e na hora em que você vai desabafar diz que não quer confusão para o lado dela. Isso é amizade? Não, não é. Mas hoje eu sei, ainda bem.
Não passe muito tempo longe de seus amigos.
Não deixe eles perceberem como a vida é boa longe de você.
Então chegou o outro. Primeiro por telefone, que era amigo-de-um-amigo-que-estava-viajando-e-recomendara-que-olhasse-por-ele. Se precisava de alguma coisa, se estava mesmo bem entre aspas. Tão irritante ser lembrado da própria fragilidade no ventre do janeiro tropical, quase expulso do Paraíso que a duras penas conquistara desde sua temporada particular no Inferno, teve o impulso bruto de ser farpado com o outro. A voz do outro. A invasão do outro. A gentil crueldade do outro, que certamente faria parte do outro Lado. Daquela falange dos Cúmplices Complacentes, vezenquando mais odiosa que os Sórdidos Preconceituosos, compreende? Mas havia algo — um matiz? — nessa voz desse outro que o fazia ter nostalgia boa de gargalhar rouco jogando conversa fora com outras pessoas de qualquer lado — que não havia lados, mas lagos, desconfiava vago —, como desde antes daquele agosto desaprendera de fazer. Ah, sentar na mesa de um bar para beber nem que fosse água brahma light cerpa sem álcool (e tão chegado fora aos conhaques) falando bem ou mal de qualquer filme, qualquer livro, qualquer ser, enquanto navios pespontavam a bainha verde do horizonte e rapazes morenos musculosos jogassem eternamente futebol na areia da praia com suas sungas coloridas protegendo crespos pentelhos suados, peludas bolas salgadas. Respirou fundo, lento, sete vezes perdoando o outro. E marcou um encontro.
Perdi vinte em vinte e nove amizades, por conta de uma pedra em minhas mãos e aos vinte e nove com retorno de saturno, decidi começar a viver.
"Uma das funções principais de um amigo consiste em sofrer, sob uma forma mais doce e simbólica, os castigos que desejaríamos e não podemos infligir aos nossos inimigos."
Para muitos, a amizade só é válida quando há benefícios em seu favor. Quando os benefícios se acabam, a amizade também acaba. Porque, para tais pessoas, o que vale não é a própria pessoa, e sim o que ela tem a oferecer.
Amigos nada mais são que anjos que Deus disponibiliza para caminharem conosco durante essa vida repleta de momentos confusos!
