Poemas de Adolescência
Há pessoas que ficam presas na infância e adolescência vendo e guardando coisas do passado sob a desculpa de nostalgia, acabam sendo irresponsáveis e atrasando a própria vida.
E eu que pensava que a vida seria generosa comigo depois de sofrer tanto na infância e adolescência. Não foi.
Na minha adolescência eu era um jovem sem personalidade própria. Então um amigo meu, ao observar a minha interação com os meus outros amigos, chamou-me no canto e relatou-me que eu deveria ter mais personalidade própria nas minhas ações.
Foi assim que nasceu o cidadão mais Kamorrista que existe na terra.
Em tempo de adolescência se concluiu uma grande separação. Se separou, motivo havia, ainda que familiares, causa de vida que entendo melhor resolvida pela vontade de ganhar. Não muito tempo depois, embora um tempo de velhice, uma nova separação, feita também pela liberdade, mas novamente por força bruta. Hoje, gerações à frente ainda somos perfeitamente forjados com grilhões. Gritar é pouco, cada área o seu jargão, assim desejo melhor que separar, melhor que ressignificar, seja a arte de compartilhar.
Do berço à adolescência as pessoas deveriam ser educadas conjuntamente para serem autônomas e colaborativas.
A adolescência estacionava o olhar entre as varandas da rede onde o mundo tomava dimensões que o tecido bordava, a quietude das coisas embalava uma canção de ninar naquela insanidade de brisa e grilos e os ruídos que a natureza produz; sonhava um mundo sob os cachos dos cabelos e o milagre das coisas boas viria na voz grave da mãe, que cantava uma oração misturada ao cheiro de café matinal. A aranha tecia sua teia para as noites longas a catar aliens e objetos não identificados que se prendiam a seus fios pegajosos; entre as frestas das telhas entrava um facho de luz que não doía nada, mas diziam mísseis apontados pra Washington e Moscow. Os meus cachos protegiam a testa, o medo que pudesse transparecer da guerra fria se perdia no meu jovem entendimento e na minha gentil ignorância; o meu olhar atravessava o tecido da rede, a aranha atravessava a noite, os misseis atravessavam os pesadelos tornando real a profecia do apocalipse; Londres, Nova Iorque e Paris vaporizavam os gases de ogivas letais; "não concluir meu último poema" era um grande arrependimento; Priscila jogando peteca na calçada era uma grande preocupação; não morreremos de infarto era uma constatação. Esta ansiedade estressante ditava o ritmo do cotidiano, mas tia Matilde, a professora de história ainda mencionava tratado de Tordesilhas, a colônia, o trabalho escravo e tudo o que nos fora usurpado pela coroa portuguesa. No final da tarde Priscila cantarolava Jerry Adriani, os pescadores bebericavam, entre uma, e outra história fantástica de pescarias inimagináveis; a aranha devorava suas presas, os armadores rangiam os meus medos embalados na rede, protegidos pelas varandas e as fantasias da minha adolescência
Quando as pessoas perceberem que suas atitudes na adolescência,trarão reflexos no futuro,só refletirão sobre isso quando ficarem velhos e lamentarem o que não fizeram lá trás!
Os ventos que sopram sobre o nosso rosto envelhecido pelo tempo, não nos fazem voltar à adolescência, mas, nos faz lembrar que para frente é o caminho e, que a nossa marcha será apenas para o infinito.
Eu Sofria Tanto Querendo Namorar os Errados na Minha Adolescência...e Hoje Eu Sou Tão Grata a Deus Por Ele Não Ter Permitido.
É melhor ser castigado na infância e adolescência como filho. Do que ser punido na juventude como bandido...(Patife)
Quando a gente é criança nosso caminhar é leve e inocente pra chegar à adolescência, e quando chegamos lá começamos a acelerar os passos e quando chegamos à idade adulta começamos a desacelerar e nem notamos a velhice chegar e nossos passos ficam presos num tempo que ficou pra trás.
Adolescente n se cansa de fazer besteira entra numa vida de asneiras ,mas porque uma vida de asneiras n resolveria a situação,só mostraria o contrario do muito acredita ser vão o que é vão mesmo é viver um local onde ninguém te entende
Eu me lembro de ter 14 anos, de estar nesse corpo me sentindo sem controle sobre o que estava acontecendo.
Quando criança, o hipersensível constrói um mundo de fantasias porque percebe uma realidade que o fere e lhe provoca angústia e medo. Na adolescência, sente-se incompreendido e sozinho porque não encontra com quem compartilhar suas emoções. Na maturidade, ele também sofre nos relacionamentos amorosos: nunca está satisfeito com as demonstrações de afeto do outro, mostra-se inseguro, monopolizador, carente e ciumento.
Os seres humanos não amadurecem como os animais. Eles ficam adultos, mas alguns permanecem na infância ou adolescência. Amadurecer é uma opção.
O meu verdadeiro eu, o meu verdadeiro meu sempre esteve e estará muito acima de todas as possíveis e diferentes aparências que só existem para nos confundir e camuflar. Eu sei exatamente o que quero e sei bem onde está.
