Poemas da Terra
Bendita serei na cidade e além,
Bendito será o que as mãos contêm.
A terra dará o seu fruto fiel,
E o céu derramará maná como mel.
O céu não esqueceu Suas palavras,
nem a Terra silenciou Sua voz.
A promessa ainda pulsa viva,
entre cada batida de fé em nós.
Silêncio…
A terra segura a respiração,
os céus se alinham em preparação.
Anjos em prontidão,
os justos em vigilância,
e o trono — em expectativa santa.
Choraram na terra, no vale e na dor,
mas nunca sozinhos… o Cordeiro os olhou.
Cada pranto, cada clamor escondido,
foi guardado no céu — não foi esquecido.
Na presença do Trono, agora estão,
sem medo, sem sombra, sem aflição.
A dor que pesava foi retirada,
a alma cansada, enfim, aliviada.
Às vezes, crescer
é deixar a terra onde tudo começou,
é ouvir a voz suave do Céu dizer:
“Filha (o), aqui já não é mais solo pra florir.”
Não é só arrepio na pele,
nem lágrima que cai do nada…
É o céu tocando a terra,
é glória santa derramada.
Não é emoção passageira,
é presença que transforma.
Presente nas fronteiras
seja no ar, terra ou mar,
sou eu o teu amor que
vai pelo mundo te guiar.
Ter o mesmo caminho
para nós não é preciso,
não nos basta o jardim
a paixão e o imprevisto.
Sou a flor do amor que
capturada em silêncio,
não cesso de florescer
todos os dias por dentro.
Mesmo que teus olhos
se distraiam com lendas
e com bailantes estrelas,
de ti sou a ilustre habitante.
Meu amor que aqui está
é a tua fonte de inspiração:
com astúcia e atenção
trama ir por pura perdição.
Te fazer ainda mais vivo
é a minha única ambição,
e ser bem maior do que
a Lua na tua constelação.
Prevejo que as mais altas,
duras e distantes fronteiras
serão por ti todas superadas,
somos almas predestinadas.
A Lua Vermelha em nossa
terra não tem sido normal,
um prelúdio alertado do Mal
que os avisados deveriam
ter acatado o limite natural,
e ainda quero crer
que o Bem vence o Mal;
Não há nada que me faça
esquecer que só o amor
a existência importa no final.
Eles não tiveram a chance
de um minuto de paz
para na vida parar para pensar,
A maior lição aprendida
com o Cemitério dos Impérios
foi a sagrada hora de parar;
A tempestade vai passar
e o sofrimento irão superar.
Nós temos nas mãos tudo
para nossos destinos
ao passado não regressar,
Quando os poderosos
despejarem sobre nossas
cabeças os seus infernos
e levarem a crueldade
extenuante os mais frágeis,
Não devemos nos igualar
com quem está por cima
e a vida não vão nos devotar.
Não podemos nos entregar
ao abismo da ferocidade,
O importante é plantar flores
e a paz entre nós cultivar,
não viemos aqui para chorar,
Reunir esforços para obter
os frutos da tranquilidade,
tudo na vida pode melhorar.
O ódio e a intransigência
fizeram nesta terra cifra:
trezentas mil vidas,
terrível insensatez Pátria.
A insensatez marcha
e anda prendendo
líder popular que exigiu
para o povo água:
Só não posso fazer nada,
nesta América Latina
onde a indiferença
fixou tragédia e moradia.
Só não posso saber
nem mesmo quantos
estão presos por imigração
e dos filhos pequenos
estão cumprindo pena
sem nenhuma culpa
nos campos de concentração.
A injustiça numa Nação
marca e anda mantendo
injustamente na prisão
um General e uma tropa
honrada e patriota,
eu como poeta não posso
fazer absolutamente nada.
Convencionado está
que a América Latina
virou terra insone,
A noite mais longa
de nossas vidas não
passará tão cedo:
não ando dormindo
porque estou medo.
O nhanduti do destino
levou os paraguaios
a marchar pelas ruas,
eu vejo isso da terra
do inconsciente coletivo.
O autoritarismo cresce
enfadonha, enlouquece
e o neocolonialismo
está nos consumindo,
e os chilenos resistindo.
O tempo está passando
sofrido, pesado e lento
neste lugar onde a morte
não anda quase comovendo,
Tenho versos para dividir
com os exércitos e o tempo;
e sigo pedindo a liberdade
da tropa e do General
com insistência e verdade.
(Porque onde dói o coração
do povo o meu continua sofrendo).
Na terra e continente
onde a vida tem sido
todo o dia por hábito
por muito banalizada,
e quando se trata de lei
muito mal pensada
por aqui fazem
questão de não entender:
Que até após vetada
a tamanha desgraça
foi aos ventos espalhada
para os cães ou para
quem quer que seja,
(viver por aqui não
tem deixado ninguém
muito bom da cabeça)
uns querem nos impôr
de forma impensada a vacinação.
Na Pátria Grande não
se faz mais justiça
como antes,
os revolucionários
seguem presos
e os controversos foram soltos,
Os tribunais há mais
de cento e setenta
dias fechados,
e eu que me queixo
todo o santo dia
pela Pátria vizinha,
pedindo liberdade
para um General preso de consciência
e para uma tropa como fosse a minha.
Numa porção da minha
terra que anda enamorada
do autoritarismo por todos
os lados já até tem lei
proibindo cachorro de latir.
Todo o dia a nossa lucidez
está sendo danificada.
Não há como descrever
o quê vem ocorrendo
nesta Pátria do Condor,
o General e revolucionários
estão presos injustamente.
A inocência segue insultada.
A liberdade que para uns
foi concedida de forma
seletiva cento e dez vezes,
ela não alcançou militares,
policiais e petroleiros.
A inocência segue sem
descanso castigada.
As perguntas de todos são
as mesmas que as minhas,
há muita gente desaparecida,
houve até subtração de sigla,
e não é mais surpresa a falta de justiça.
Em terra que dizem
que há mais generais
do que aviões,
Só me resta lamentar
o quê vejo nas
páginas dos jornais.
Só se sabe é que
a fada da pandemia
foi bailar até no quartel.
A grande realidade
é que ainda estão
fechados os tribunais,
Do General preso
injustamente e da tropa
ninguém sabe mais.
Só se sabe é sobre
os pensionados
que foram maltratados.
Não há ninguém que
não se queixe que
está desde março
sem notícia alguma,
Ecoou pela fresta
que um militar que
era pastor foi
achado enforcado
e que há silêncio inalterado.
Do mais distante sótão
e de quem preso como
o General está em Fuerte Tiuna
até agora não há
resposta de vida alguma,
E lendo sobre mortes estranhas:
(o contexto total preocupa).
Só se sabe mesmo é que
há um pedaço do continente
que anda mal-assombrado
e por um pesadelo embalado.
Há por aqui nesta
minha terra um
museu de grandes
novidades que foi
previsto pelo poeta,
Estamos sentindo
como ele pesa
em nossas carnes.
De tanto extremismo
todo o dia vigiar
os meus olhos
andam exaustos
por sobrevivência
neste momento
que buscar a calma
é a urgência
até a curva abaixar
na América Latina
e pelo mundo afora.
Falta ainda muita
serenidade
na minha terra
e por todo o lado,
Quem está sofrendo
mais os efeitos
é quem está
menos capitalizado.
Falta clareza para
uns discernirem
aquilo que não é
furar o isolamento
para abusos não
virarem uma onda
popular de tormento
por toda a região,
e para vir aumentar
o sofrimento e a dor
da nossa população.
Ninguém suporta
mais aturar o peso
de tramas, bloqueios
e falta de paz,
Que por aqui querem
que aceitemos como
conviver com eles
como normais fossem.
Ainda estou nos panos
roxos das janelas
frontais colombianas
morrendo de medo,
fome e de desgosto
por este sofrido povo;
E na força da minha
gente das favelas
desinfetando caminhos
e auxiliando como
irmãos o povo do asfalto.
Vendo tudo por uma tela,
contando histórias
de sobrevivência,
a espera da liberdade
de gente que abraçou
de maneira heróica
a própria consciência:
Uma tropa e um General
preso há mais de dois anos
(injustificadamente),
uns como ele que presos
jamais deveriam ter sido,
e não devem continuar
porque criticar nada
tem a ver com desestabilizar.
Na Pátria do Condor
_terra de traições_
tem acontecido
rotineiramente o pior:
aprisionado civis,
militares e mantendo
um General preso
injustificadamente;
E como sempre
a tal rotina fazer
a nossa gente vítima
de mil conspirações.
Nesta quarta-feira
de trevas evidente
em tenebrae fomos
traídos por gente
que não se importa
se no final da história
sobreviveremos até
o final desta curva;
Se faltar respirador
será culpa da tua
omissão covarde
e do Senado da República,
Que por antecipação
o peito ecoará
como cantava o poeta:
- Que país é este?
A cada dia aqui
só ocorre aquilo
o quê me aborrece.
Em strepitus de infinita
preocupação,
Versos que são como
velas que de tristeza
pouco a pouco
vão se apagando na Igreja
por um continente
que não se une
pela própria sobrevivência,
e nem para libertar
os presos de consciência.
Desta terra que
se encontra
em isolamento
social coletivo,
Não estou
em isolamento
social afetivo,
Não me considero
caso perdido,
pois não vivo
imersa no egoísmo.
Convivo com
o tal sentimento
do mundo que
move cada poeta
a se dar pelo povo,
Caiu a chuva
e eu em silêncio
com o meu peito
com gratidão
pela presença
do Exército
aqui no município,
Sobrevivo com
o tal sentimento
do mundo que
move cada poeta
a se dar pelo povo,
Presente nos passos
dos bolivianos
em plena fronteira
e que não foram repatriados
por causa da conhecida
serva do Capeta,
este é mais um episódio
de lesa-humanidade
para lembrar daquele
inferno de mulherzinha;
Presente nos passos
de cada latino-americano
pelo mundo espalhados,
oração, esperança
e coração por
um mundo curado,
livre de doenças
e de ardis pelas mãos
de autoproclamados,
E assim vou a cada
minuto vou pedindo
a justa liberdade
para o General que
está preso injustamente
desde o dia treze
de março do ano
de dois mil e dezoito,
há pouco mais de dois
anos passando sufoco.
Suramérica é terra
Cheia de conspirações
Sanções e tramas,
Estamos sem saber
Quais serão os nossos
Próximos passos.
Pesam sobre o céu
Do meu país as nuvens
Da mentira não aliviando
As nossas escolhas,
Não importa o resultado,
As projeções não são boas,
Segue o povo hipnotizado.
Quando um preso grita
E se põe em greve de fome
Coloca a Igreja de joelhos
Porque está correndo
Risco de perder a vida:
Ele se chama Jorge.
Desequilibrado bastião
Verde-oliva com o dedo
Apontado na cara
Do Poder Judiciário,
É imperativo fingir
Que nada foi falado,
Não sabemos qual
Será o resultado,
Para nós resta o
Óbvio e temerário.
Percebo que a longa
Noite de resistência
Ainda não começou,
E já puniram líderes
E comandantes
De todas as Forças,
Tornando-os assim
Presos de consciência.
Foto: Sam Wheeler
#Ecuador #Solidaridad #DerechosHumanos
Uma cruel
emboscada
aos guajajara
na santa terra
de araribóia
matou um líder;
se ninguém
nada fizer
a brutal roda
da morte
não vai parar.
Sem nos dar
conta somos
todos índios,
prendam antes
que seja tarde
os assassinos,
até a audaz
voz global
querem censurar.
O mapa já está
demarcado
pelo veneno
da tua língua,
o fogo da tua
maldade
e a lama
do teu coração,
Não pararei
de pedir por aí
a libertação
da tropa,
de um General
e por todos
os Homens
bons de coração.
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