Poemas da Terra
Saudades da Terra Natal
No lombo cansado do vento errante,
Segue o violeiro, eterno viajante.
Nos dedos a mágoa, na alma o trovão,
O violão chora em triste canção.
As cordas sussurram memórias antigas,
Das tardes douradas e vozes amigas.
Da praça pequena, do rio ao luar,
E do cheiro da terra ao sol descansar.
Estradas compridas em poeira e nada,
Levando distante a saudade calada.
Mas o som do violão insiste em dizer:
“Volta, violeiro, ao teu renascer.”
A lua que brilha no céu do sertão
Não é como aquela da sua canção.
O frio da noite, o calor do sonhar,
Tudo conspira pra o peito apertar.
E assim ele segue, sozinho a tocar,
Com a alma perdida, tentando encontrar
No eco da música, na brisa que vem,
Um pouco da terra que o faz refém.
Ó doce morada, que o tempo guardou,
Espera teu filho, que nunca te olvidou.
Pois na melodia que o vento conduz,
A saudade é a chama que ao lar o reluz.
Moisés era um líder mais manso da terra. Jesus era um líder manso e humilde de coração. Logo, a mansidão não é um sinal de fraqueza e sim uma centelha da grandeza de Deus.
José Guaracir
E de repente nós florescemos
Logo no verão,
Logo na impossibilidade,
Na terra árida...
Nos achamos.
꧁Fala A Terra Ao Humano꧂
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Que epidemia sois vos; disse um dia a Terra ao Humano.
Como me deixara eu a este ponto ser enganada?
Eu, um todo que gira e rodopia.
Eu, que a vos sustento com meu ar, água e alimento.
Eu, um planeta de beleza e cor, que Deus me criou para shelter de vos ser, para vois teres onde plantar e criar alimentos para os teus criares e tanto mais.
Eu, Terra para dar e manter Vida na base da paz e do amor, mas acima de tudo com respeito por todo e qualquer ser que em mim saiba habitar.
Por tais requisitos simples e justos, juro que acreditei Tu vires a ser o maior dos meus amores. Sim Tu Ser Humana, que capacidade tendes para tanto fazer, dar e receber. No entanto, fostes vós que igual me quiz sem nada me deixar e dizendo ser em nome do amor.
Tais palavras o Humano ouvira calado da Terra que ainda em seu poder mantém, mas que nunca conseguirá por amor a destruir.
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Tc.31012025/012
,Eu sei que o dia virá
Quando minha visão desta terra for perdida
E a vida se despedirá em silêncio
Eu terei partido em silêncio
onde os sonhos moram
Mas a brisa ainda sussurrará através das árvores
A viagem de uma jornada, uma alma libertada
Para abraçar o desconhecido, eternamente
CRISTO É AMOR
Você que aqui na Terra
Um dia viveu como nós
Você por quem eu chamo todos os dias
E não ouço sua voz
Eu sei que você me ouve
Mas eu não posso te ver
Creio em você, Amigão
Que um dia irei vencer
Aqui sempre procuro
Seguir os seus mandamentos
Tentando amar sem ser amado
E passando por sofrimentos
Essa multidão que caminha
Trazendo consigo uma cruz
São meus amigos que me ajudam
A seguir-te, meu Jesus
Às vezes, sou humilhado
Por amar-te tanto assim
Mas, se não fosse você
O que seria de mim?
Se não fosse você
Será que existiria alguém
E esses que me criticam
Viveriam no mundo de quem?
Você que não acredita em Cristo
Talvez não saiba enxergar
O brilho que tem as estrelas
E a beleza do mar
Amigão, eu não sou santo
Como todos podem ver
Mas não entendo por que perguntam:
"Cristo, quem é você?"
Sei também que você é
O pai que nos criou
Filho do Dono do mundo
Que é Deus, Nosso Senhor
Dizem pra onde você foi
Sei que está no céu junto a Deus
E não esquece nem um minuto
Desses que são filhos seus
Sua cruz ficou na Terra
No corpo de cada cristão
Para honrarmos a sua palavra
E amarmos nosso irmão
Ainda quer que você volte
E eu sei que um dia vem
Pra dizer que és filho de Deus
Nascido lá em Belém
Você virá para nos salvar
Desta vez não serás crucificado
Vai levar quem o amou
E seguiu os seus mandados
Quem fez o bem sem olhar a quem
Quem fez justiça e não usou covardia
Jesus o convidará
Para sua moradia
Amigão, peço desculpa
Se o seu nome descrevi
Sou um poeta comunitário
E disse tudo o que senti
Tenho em meu corpo uma cruz
Que é o símbolo do Senhor
Sou amigo dos amigos
E digo: "CRISTO É AMOR!"
Edvaldo José / Mensagens & Poesias
Brasil, Terra Abençoada
Moro em um lugar de imensa perfeição,
Chamado Brasil, terra sem comparação.
Tem praias deslumbrantes, florestas encantadas,
E uma culinária que dá gosto de provar.
Ó terra abençoada, de paz e amor,
Brasil querido, de imenso valor.
Mas o maior tesouro não é ouro nem prata,
É o povo brasileiro, isso eu não troco por nada.
Para eles, não há tempo ruim, Sempre
disposto a te ajudar. E pode ter certeza que
se você precisar, com eles pode contar,
pois mesmo sem ter muito, fazem questão de ajudar.
Generosidade aqui não falta,
Um Brasil que pulsa em cada coração.
Ó meu Deus, muito obrigado,
Por ter nascido neste solo tão sagrado.
Uma terra tão querida, tão cheia de luz,
Onde a maior riqueza é o coração de cada vida.
Eu sou o rei da minha terra
Enfrentando tempestades de poeira
Eu vou lutar até o fim
Criaturas dos meus sonhos - levantem e dancem comigo!
Agora e para sempre
Eu sou seu REI!
HOMO SAPIENS OU HOMO FABER?
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“A humanidade habita o planeta Terra desde 2,4 milhões de anos atrás, através das diversas espécies humanas que já existiram. O Homo sapiens, de sua parte, constitui a única espécie humana que sobreviveu até os dias de hoje, uma vez que espécies anteriores – como a do Homo erectus e a dos homens de Neandertal – já se extinguiram há muitos milhares de anos. Os Homo sapiens existem há 350 mil anos. À parte as singularidades desta espécie, os seres humanos de todos os tipos que já existiram compartilham um aspecto que os faz diferirem dos demais animais. Eles produziram, ao longo da sua história, diferentes tecnologias que lhes permitiram mudar radicalmente o mundo à sua volta.
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Deste modo, se é nota característica do acorde humano o intelecto altamente desenvolvido (o fator sapiens) – ao menos quando o comparamos aos demais animais presentes em nosso planeta –, o fator faber é outra das notas mais importantes da singularidade humana. Os seres humanos são capazes de construir instrumentos e desenvolver tecnologias, bem como de transformar radicalmente o ambiente à sua volta ao criar um mundo onde natureza e artificialidade se entrelaçam. Por outro lado, é sempre importante se ter em vista que as notas ‘sapiens’ e ‘faber’ do acorde humano se interpenetram: produzem uma relação, ou um “intervalo””.
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[BARROS, José D’Assunção (org.). História Digital. Petrópolis: Editora Vozes, 2022. p.12-13].
SOL E CHUVA
No horizonte, o sol se ergue,
seus raios dançam sobre a terra,
a vida desperta, cores se intensificam.
Mas a chuva, em sua sabedoria,
desce suave, alimenta as raízes,
traz frescor, renova o ar.
Doce contraste entre luz e sombra,
um abraço de opostos,
onde a vida se equilibra,
e a esperança floresce em cada gota.
Meu coração é teu
Amor da minha vida
Dengo que Deus me deu
Tipo terra prometida
Meu coração é teu
Teu e de mais ninguém
Cuida do meu amor
Que ele vai muito mais além
Europa, Levanta-te
Europa, levanta-te! Não és apenas terra e mar,
não és apenas mapas e tratados,
és o fogo que atravessou os séculos,
és a soma dos sonhos e dos ideais,
és as vozes que clamaram por liberdade
e não se calaram diante da tirania.
Que cada pedra do teu caminho recorde
o sangue e o suor dos que ergueram catedrais,
dos que navegaram sem medo,
dos que escreveram versos de esperança
e leis de justiça.
Não és um só povo, és muitos.
Não és uma só língua, és mil.
Mas falas com uma só voz
quando a liberdade é ameaçada,
quando a igualdade é negada,
quando a fraternidade é esquecida.
Juntos somos mais.
Mais do que reinos e bandeiras,
mais do que fronteiras desenhadas por guerras antigas.
Somos a luz de Atenas,
a coragem de Roma,
a razão de Paris,
o espírito de Lisboa,
a força de Berlim.
Os tiranos nos temem porque não estamos sós.
Eles sonham com muros,
mas nós construímos pontes.
Eles querem silenciar-nos,
mas a nossa voz ecoa em todas as línguas.
Europa, levanta-te!
Ergue a tua bandeira não como arma,
mas como promessa:
enquanto estivermos juntos,
nenhum homem será escravo,
nenhuma nação será acorrentada,
nenhum direito será negado.
O futuro não pertence aos que dividem,
mas aos que unem.
E unidos, seremos sempre livres.
Sertanejo, raiz profunda,
Em terra de sol e ventania,
Com a força da natureza,
Constrói sua própria mania.
Sob um céu estrelado e imenso,
A esperança sempre renasce,
Nas mãos calejadas pelo trabalho,
A vida segue, não se avexa e nem se esmurece.
Mulheres de coragem
Mulher que planta sonhos na terra dura,
rega com lágrimas e colhe ternura.
Mulher que tece a vida com linhas tortas,
mas faz delas caminhos, faz delas portas.
Mulher de sol e tempestade,
de riso aberto e serenidade.
Carrega o mundo em gesto singelo,
faz do pouco um amor tão belo.
Hoje é teu dia, mas sempre é tempo,
de exaltar tua força, teu brilho, teu vento.
Mulher que não para, mulher que reluz,
que enfrenta a vida e segue em luz.
Feliz Dia Internacional da Mulher.
POSTAL
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Carrego comigo um postal...
Lembrança da minha terra:
minha paisagem natal!
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Debruçado sobre a Baía,
ou de braços estendidos
(não sei bem assim ao certo),
um Cristo de Pedra abençoa
o resto do mundo em pessoa.
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Anoiteceu no retrato...
Casas e ruas cintilam:
só há luz, não há maltrato.
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As misérias se apagaram;
pobrezas não há mais
(sutilezas fotográficas).
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O morro tem um colar
de barracos que são pérolas,
a avenida tem formigas
coloridas que são gente,
e a sombra deita em praias
assoalhos diferentes.
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Carrego comigo um postal...
Anoiteceu na gravura
que a perícia de um fotógrafo
fez de um momento imortal.
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No retrato em que nasci,
não há seres infelizes;
só há luzes de mim sorrindo,
e ondas no mar suspensas.
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Toda coisa ruim sumiu:
a câmara filtrou tudo
na beleza de um postal!
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Aonde vou
carrego comigo o postal...
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Mal se forma uma conversa
sobre pátrias e valores,
exibo aos estrangeiros
a beleza de um postal.
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– um pouco envergonhado –
... não faz mal.
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[José D'Assunção Barros.
Publicado na revista Nós, vol.10, nº2, 2025]
O lavrador espera o precioso fruto da terra aguardando-o com paciência. Assim é o líder promissor ao saber que o desempenho de sua liderança será fértil e produtivo.
José Guaracir
*"POEMA DA FORMIGA E O TAMANDUÁ"*
Em uma terra quente e seca,
Uma formiga pequena, mas corajosa, se via.
Ela estava sozinha, mas não se rendia,
Quando um tamanduá, com olhos famintos, se aproximava.
O tamanduá, com sua língua longa,
Tentava capturar a formiga, com uma mordida forte.
Mas a formiga, com sua força e astúcia,
Lutava com todas as suas forças, para não ser devorada.
Ela se escondia, em uma rachadura,
E o tamanduá, com sua língua, tentava alcançá-la.
Mas a formiga, com sua velocidade,
Escapava, e o tamanduá, ficava frustrado.
A luta continuava, por horas e horas,
Até que o tamanduá, cansado e faminto, desistia.
A formiga, vitoriosa, saía da rachadura,
E continuava sua jornada, com coragem e determinação.
Essa formiga pequena, mas corajosa,
Mostrou que mesmo os mais fracos, podem ser fortes.
E que a luta pela sobrevivência,
Pode ser vencida, com coragem e determinação.
Aos que Virão: V
A Terra não é herança, é empréstimo. Nossas mãos a rasgaram, envenenaram rios, sufocaram o ar com fumaça de ambição. Construímos desertos onde havia florestas; trocamos o canto dos pássaros pelo ronco de máquinas. Em nome do “progresso”, escrevemos o obituário de espécies inteiras.
Cuidado com a mentira de que destruir é desenvolver. Quem vende a natureza em pedaços não traz riqueza, traz dívida e vocês pagarão o preço. Os oceanos engasgam de plástico, o clima enlouquece, e o solo, exausto, já não nos sustenta e tudo isso enquanto aplaudíamos contas bancárias inchadas e corações vazios.
Não repitam nosso erro: a ganância veste terno, assina contratos, mas seu fim é canibal, ela devora montanhas, seca nascentes, envenena o amanhã.
Se ainda restar verde em seus olhos, protejam-no. A resistência começa quando se enxerga a vida como sagrado, não como recurso, plantem árvores onde deixamos cinzas; resgatem os rios que aprisionamos em concreto.
A natureza não pede perdão ela devolve, com juros, cada ferida. Salvem-se salvando-a. O futuro não é uma linha reta; é um círculo quebrado. Refazê-lo ou enterrá-lo: a escolha, agora, é de vocês.
