Poemas D um Homem Perdidamente Apaixonado
Se o dia está cinza,
feche os olhos...
veja luz dentro de si,
olhe para os céus,
e veja que Deus
olha por ti.
queria
que minha mãe
soubesse
que
não adianta
limpar
tanto
a casa
de fora
se
a casa de dentro
continua suja.
ESSE RIO QUE EXISTE AGORA
Esse rio que existe agora
tão diferente na lida,
será o mesmo d'outrora,
da nossa infância querida?
Esse rio que existe agora
d'água suja, poluída,
será o mesmo d'outrora
ou é outro rio sem vida?
Esse rio que existe agora
sem ter mais força no ventre,
será o mesmo d'outrora
ou corre morto somente?
Esse rio que existe agora,
sem árvores em suas margens,
será o mesmo d'outrora
ou será uma miragem?
Esse rio que era tão limpo,
d'água pura, cristalina,
não sacia mais a sede
desta terra nordestina!
Esse rio que era tão cheio
de tilápia e de pial,
por que está assim deserto?
Nos responda o homem mal!...
CACIMBA D’ÁGUA DOCE
Oh cacimba d’água doce!
Quem foi que te conheceu?
Quem teve esse privilégio?
Quem de tua água bebeu?
Oh cacimba d’água doce!
D’água pura, cristalina,
Tu eras, com mor certeza,
Uma dádiva nordestina.
Oh cacimba d’água doce!
Sem sapo, rã ou caçote,
Carregada na cabeça,
Numa lata ou num pote.
Oh, cacimba d’água doce!
Quero beber de tua água,
Numa caneca cheiinha
Quero afogar minha mágoa.
Oh cacimba d’água doce!
Vem saciar minh’ vontade,
Quero sentir teu sabor,
Matar a minha saudade!
Oh cacimba d’água doce,
Da melhor água bebida!
Vem saciar esta sede
De minha infância querida.
As estações
Quando caem as folhas de outono
É sinal de que surgirá em breve
Uma doce primavera Um novo tempo, uma nova estação
São os ciclos da vida, celebrando
O tempo divino da existência
Repara na chegada da primavera
Das flores que desabrocham
Anunciando mais uma etapa da vida
Repara na beleza dos pássaros
Que voam livremente, é o Tempo de chegada e de partida.
Em cada destino na trajetória de cada existência Haverá uma certeza no caminho
Foi no tempo em que se propôs
A liberdade de escolher Viver a tua própria vida. Uns dizem que é a sina que se
Destina, outros dizem que é apenas o livre arbítrio Porém sendo o tempo
O maior aliado das vitórias E das derrotas, segue confiante
Pois a caminhada é constante.
Porque furtivas teu querer ?
Não sei ao certo o porquê
Só sei que não é mais a mesma coisa
Desculpas sempre tens
Para dizer que está tudo bem
Percebo que não
Algum mal me tem
Pareço louco
Mas estou zen
Não sei se foi algo que fiz
Ou que falei e não devia
Ou então é um agravante que desconheço
E no vacilo do tempo, desfaleço
Encontrastes então um outro
E para assim não me enganar
Afastou-se de mim
Temo não querer voltar
Será que estou sendo egoísta
Querer-te só pra mim
Mesmo sabendo que não devo
Voltando ao 19 e o triste fim
Um dia espero
Te ter denovo
Fazer diferente
E essa prática
Insurgente
Esquecer
Se lembrares de mim
Em algum vago pensamento
Olhe para a lua, por um momento
Estarei pensando ti,
Ao observar as árvores, no balançar do vento,
O por do sol,
Todo encantamento,
Que não tenha sido passageiro
E que a paixão não se 'esvá' ligeiro.
A fé que alcança, que reinventa e renova
As acrobacias pra sobreviver de cabeça erguida
No dia a dia, na simpatia
Propagando o amor com muita expectativa
Por onde ando, nessa grande cidade em minha cabeça, vivo a relembrar nossos belos momentos juntos, das risadas em que compartilhamos dessa sensação de viver o amor.
De um sorriso a me encantar, de olhar para você e me imaginar em um futuro contigo ah como e bom amar.
De anda pelas ruas e em ti pensar, de sentir seu perfume e logo sensações boas me dar, de encarar a vida de uma forma diferente de pensar, de uma nova visão da realidade me adaptar.
em minhas veias sinto o amor passar, ele fluindo e pedindo para lhe encontrar, obrigado por essa sensação em min despertar !
Sabe aqueles dias que parece que nada segura?
Acordo e a primeira coisa bate
Bebi demais, falei demais, contas demais
Não sei se passo de...
Hoje pensei em te dizer tanta coisa
Vi alguém que lembra você na rua
Penso demais, tanto demais, já não sei mais
DISRUPTIVO!!!
Que provoca ou pode causar disrupção; que acaba por interromper o segmento normal de um processo.
Que tem capacidade para interromper ou alterar; que rompe!
nega
não apresso mais
arriei a armadura
cansei do jamais
d’alma em candura
paz...
tudo vai à frente
a sorte lá traz
o silêncio presente
e o tempo voraz!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2019
Cerrado goiano
E as vezes nos perguntamos: o que é a vida? O que faço dela?
Algumas perguntas surgem dependendo do momento na qual nos encontramos
E a resposta não temos de imediato, e ao longo do tempo vamos nos deparando com as respostas.
Acho que a vida é esse caminho que temos que seguir, sempre em frente, as vezes deparamos em uma encruzilhada, as vezes tendo que voltar um pouco mais atrás para poder nos encontrar e ver aonde nos deixamos, aonde deixamos os nossos sonhos, as nossas alegrias e a nossa própria realidade.
Para seguir esse caminho que é a vida ao longo desse percurso muita coisa nos acontece e em cada estação acredito que uma nova visão nos é dada conforme o que vai nos acontecendo, o que vai nos tirando o que vai nos acrescentando, seja coisas, pessoas e situações.
As vezes a vida é tão complexa cheia de curvas, entroncamentos e ribanceiras, as vezes tão simples, estrada reta, plana e vistosa.
A vida é uma visão que cada um tem de si que cada um tem quando se olha para o seu interior, a vida pode ser colorida ou sem cor, pode ser florida ou deserta, pode ser alegre ou triste, isso vai depender de como você se olha e se entrega para ela.
(Alessandra C.)
Não estou pedindo uma segunda chance
Estou gritando com toda a minha voz
Me dê razão, mas não me dê escolha
Senão eu cometerei o mesmo erro outra vez
O toque sinuoso foi escaneado pela película da sensibilidade, nostalgia num canto retrô, gotículas de orvalho caiam sobre meus fios de cabelos ao sopror. As palavras iam, voltavam, encantavam, como o toque de uma borboleta sobre minha face.
Os olhos brilhavam como as estrelas do céu, a voz, a vibração da canção, estórias de uma vida em estações, conduzida pelo estro, o verve coexiste em minha visão, em minhas mãos, em meu coração.
Meras ações transfiguradas em escritos, perversos, inversos, uma ambiguidade, uma antítese. Enxerguei em tons de azul a neblina que encobria a paisagem da viajem sem fim.
As nuvens dialogavam comigo, eram como um obra de Van Gogh ou um escrito de Drummond. O vento balanceava as cortinas vinho tinto, a música rolava ao som de Bon Jovi, a guitarra recitava em versos o que eu não podia datilografar.
As tintas jorradas ao ar, ao mar, num balançar de ondas, quebradas, completas, simples e compostas, além do que os olhos podem enxergar, assim és tu, assim sou eu!
A exposição os excessos contrapõe a lógica de uma mente dividida .
As discordâncias, é o declínio de uma conciencia coletiva ...
A coletividade não é formada por opiniões baseadas em sistemas que escraviza a mente e flagela o corpo .
Só permite entrar em sua mente o lhe é melhor sem impor a outrem suas regras..
Marcio melo
Se hoje ele tem alguém, é porque houve uma brecha...
...a porta ficou aberta.
Só que você chegou de novo, e agora está preparada!
Encare e traga seu marido de volta!!!
Amigo(a)
Preste atenção
Risonha é a prenda
Especialmente no Natal
Não balances em acreditar
Deus sempre Dá-nos presente
Amor de Cristo é forro dessa dádiva.
Mudar finalmente: ser água límpida de nascente.
Virar rio azul que deságua
no mar e chegar ao destino:
oceano sem mágoas, imensidão repleta de navios. Ser um grande e feliz menino.
Esquecer aquele reles, inútil, sujo e triste fiozinho d'água
que invejava o caudaloso rio.
MINHA ABELHA RAINHA
Estou condenado
A deitar na sua cama
Depois da noite ardente
Eu, vitima da sua trama,
x
Meus testiculos fincados
En tuas garras tão longas
Me prendem tão sutilmente
Que tu até me assombras
x
Me sinto tão desertado
Por isso evito o suspiro
Tu injetas o veneno
que vagarosa expiro
x
Vc abelha rainha
EU, jaz finado Zangão.
Por amar o amor teu
Fui vítima do seu ferrão.
TEXTO: Irineu Dias
