Poemas Corpo

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Entre Palavras e Ventos -Gêmeos


Gêmeos nasce com dois rostos,
duas almas num só corpo leve,
feito vento que muda de rumo
mas nunca esquece o que escreve.


É verbo, é riso, é pensamento,
é curiosidade em movimento,
mente ágil, sempre alerta,
porta aberta a todo momento.


Virtudes pulsam sem descanso:
inteligente, comunicador,
versátil como poucos sabem,
leva conversa onde for.
É criativo, entusiasmado,
tem sede por aprender,
com olhos que brilham fácil
ao ver o mundo acontecer.


Mas também traz seus espinhos
instável, disperso, inquieto,
seu afeto pode ser brisa
ou sumir no próximo teto.
Inconstante no sentir,
impreciso no prometer,
às vezes fala demais
sem pensar no que dizer.


Foge do tédio como da dor,
pode parecer sem direção,
vive em mil mundos ao mesmo tempo,
mas nem sempre cabe em um coração.


Gêmeos: alma em dualidade,
magia feita de contradição.
Encanta, confunde, provoca
é poema em construção.

Meu corpo já percorreu léguas, meu sangue escorreu em cachoeiras e afundei no mar onde avistei praias balançando insistentemente.
Senti o sol dourando minha pele, o amor aquecendo meu coração, e fui convidada a bailar como as sereias.


Já não ando só. Eu ouço as batidas do coração, levo o colarde contas na mão e repouso na palha.
Observo o lindo véu esvoaçante: as botas carmim (pra combinar com o batom e as unhas), as flores pra colorir e perfumar o meu dia me distraem em deleite egóico.


E está tudo bem!
Viver é bom!
O tempo passa rápido, continuo deitada, estou com medo, deixei aquela armadura depois do chá...
Cochilo.


Procuro, por toda parte, mas não
sei se realmente quero ver.
Adormeco novamente.
A vida cíclica e descontrolada me atropelou mais uma vez. Estou
sangrando, dói: percebo que
continuo perdida.


Ajoelho. Sinto despertar algo aqui
dentro. Enquanto os olhos tentam
descansar, meus pés inchados
recebem massagem, meus cachos: cafuné.
Tenho colo pra chorar sem pressa,
sem julgamento.


A fé me faz companhia, sou sua morada.
Escolho sentir, permanecer e agradecer.
Recebo o amor, eu sou o amor em
cada célula do meu corpo luminoso.
É mais uma lunação, outro recomeço e eu estou aqui sentindo muito.
Eu sinto muito.

E amar o mundo, o universo profundo,
O corpo desnudo do ser e a energia dos frutos,
O processo de se autoconhecer...
É amar o útero

Cuidar de si não é um luxo, é uma necessidade.
Seu corpo e mente precisam de carinho para florescer.
Quando foi a última vez que você deu um tempo só para você?

"Quero navegar em teu corpo ao compasso do teu gemido sedutor.
Descobrir, com desejo ardente, cada detalhe dessa imensidão que é você.
Perder-me no labirinto dos teus encantos, em uma viagem sem volta,
e amar-te loucamente, minha doce menina Diane."

"Há um tipo de cansaço que não vem do corpo,
nasce do acúmulo de tentativas que nunca chegam ao sim.
De portas que se fecham antes mesmo de serem tocadas.
A vida vai negando em silêncio,
como quem repete a mesma resposta até que o coração aprenda a desistir.
Cada frustração vira peso,
cada expectativa, mais um nó difícil de desfazer.
Seguir adiante deixa de ser coragem
e passa a ser apenas hábito.
Um movimento automático, sem entusiasmo, sem brilho.
Não é vontade de parar,
é exaustão de insistir.
Um desejo mudo de descanso
de um mundo que cobra demais
e devolve de menos".

Muito provocante, sensualidade em demasia, poesia excitante em cada linha do seu corpo, além de seus movimentos libertos que rimam com o atrevimento de sentimentos fervorosos, demonstrando uma personalidade excêntrica, um fogo impetuoso,

que traz harmonia na sua naturalidade, cuja intensidade é abundante, sendo dessa maneira, merece uma leitura imersiva, desprovida de pressa, ainda que seja limitada, tirando o máximo do que ela tem para oferecer,

alcançando até as entrelinhas de algumas de suas páginas durante uma noite difícil de esquecer, onde o prazer se propaga a partir do seu florescer, usando o toque para ler o seu corpo e o querer sincero para aquecer fortemente a sua alma.

🎵 Voto Incônscio


Vejo a face sofrida desse povo,
que tem o corpo surrado
e a miséria nas mãos.
Trazem no peito a dor da fome,
na batalha da vida nada lhes basta.


Esse rosto sofrido, banhado por lágrimas,
essa marca que o tempo não apagou,
um povo semimorto, tratado qual animal,
por miseráveis políticos profissionais.


Ouço promessas e falas desses
ignóbeis homens,
que têm em seus planos serem herdeiros do poder.
Na hora do voto eles falam da fome,
mas depois de votar, tanto faz você morrer.


Bordam suas mentes com fachadas e mentiras,
suas máscaras escondem toda ignorância.
São discípulos de mercenários e suas ganâncias,
pobres preguiçosos, com seus corpos letais,
se intitulam ordeiros, mas rejeitam a paz.


Vejo um povo sofrido e sem horizonte,
que vive num submundo, dentro de barracos.
Não conseguem ir além da fome,
e caem aos pés da miséria, vestidos de trapos.


Eles criam suas próprias leis,
eles são reis,
de uma elite imunda,
que tenta nos injetar a inconsciência profunda.
São loucos, dotados de alarvia,
somos prisioneiros de uma falsa democracia.


Bordam suas mentes com fachadas e mentiras,
suas máscaras escondem toda ignorância.
São discípulos de mercenários e suas ganâncias,
pobres preguiçosos, com seus corpos letais,
se intitulam ordeiros, mas rejeitam a paz.


Eles criam suas próprias leis,
eles são reis,
de uma elite imunda,
que tenta nos injetar a inconsciência profunda.
São loucos, dotados de alarvia,
somos prisioneiros de uma falsa democracia.

A Caneta, o Corpo e o Andar

Dizem que, quando a pessoa se aposenta, a caneta começa a falhar. Não quebra de uma vez, não. Primeiro falha o traço, depois a tinta rareia, até que um dia a caneta já não escreve mais ordens, assinaturas, decisões. E, curiosamente, quando a caneta para, some também a gaveta onde ela ficava guardada. Tudo perde lugar.
A aposentadoria, se não for cuidada, é isso: um esvaziamento silencioso. Não do tempo , porque tempo sobra , mas do sentido. A pessoa deixa de ser chamada, deixa de ser consultada, deixa de ser necessária. A caneta seca.
Isso é importante para a cognição, pois, quando a caneta se perde, perdem-se também os sentidos da vida vivida. É quando, junto com ela, a pessoa perde o corpo. Disso entendo um pouquinho como médico ortopedista . Perde o andar. Perde o gesto simples de se manter bípede, de ir e vir, de ocupar espaço no mundo. O movimento é o primeiro idioma da vida. Antes de falar, a gente se move. Antes de escrever, a gente anda.
A Organização Mundial da Saúde alerta: quem se aposenta e se desliga do mundo vai morrendo aos poucos. Não é uma morte súbita, é um afastamento progressivo , do convívio, do corpo, da conversa. Uma aposentadoria mal vivida não termina no trabalho; começa ali.
Por isso, quando a caneta seca, o essencial é não sentar para sempre. É manter-se bípede e funcionante. É estar junto de quem ainda tem caneta , não para depender, mas para compartilhar. A proximidade com quem escreve mantém a cognição viva. A convivência mantém o corpo em movimento. O diálogo mantém a pessoa inteira.
Talvez a sabedoria esteja em aceitar que a caneta pode mudar de mão, mas nunca desaparecer. Que escrever ordens pode virar contar histórias. Que assinar papéis pode virar assinar presenças. E que, enquanto houver passo, palavra e encontro, ninguém está realmente aposentado da vida.

Há um cárcere pior que a solidão:
É o corpo que respira contra a vontade da alma que já se apagou.
Maldito quem é dono de um coração que bate
e de um espírito que já assinou sua rendição,
sem permissão para que um silêncio definitivo
sepulte o que a vida já consumiu.

Inúmeras vezes, a porta se abriu para o teu recolhimento,
fossem males do corpo, da alma ou do pressionado bom desempenho na escola
Eu só desejei o teu bem, e em cada regresso, foi festa e contentamento,
o abraço que esperou, sempre sincero, sempre aberto.
Mas quando a minha alma vestiu o casulo protetivo por certo tempo,
buscando um porto, um silêncio para curar a própria dor,
Vi a rede social, palco de frias indiretas,
e a espera em que me puseste, desprovida de qualquer calor.
Essa é a nossa cicatriz mais funda, a cruel diferença:
Minha primavera em teu inverno, teu gelo na minha presença.

Teu corpo é poesia
escrita no silêncio dos gestos,
onde cada curva guarda um verso
e cada pausa revela sentido.
É poema que não se lê com pressa,
mas se sente —
na leve inclinação do sorriso,
na cadência do teu respirar,
no mistério que a pele sugere
sem jamais se entregar por inteiro.
Teu corpo fala uma língua antiga,
feita de harmonia e instinto,
onde o belo não pede explicação
e o desejo nasce da contemplação.
Há em ti uma métrica viva,
um ritmo que desacelera o mundo
e ensina que o amor,
antes de tocar,
aprende a admirar.
Teu corpo é poesia.

Seus olhos me convidam a uma doce singela paixão e me entrego de corpo inteiro a teus desejos.
Quero ultrapassar fronteiras e perambular sorrateiramente em seu coração.
Faço-me obediente a seu querer de uma forma doce e brejeira com uma emoção pioneira.
Sou teu e você é minha, pois me dá a credibilidade de manter-me seguro com meus sentimentos.

Me prendo ao teu redor e em teus olhos descobrindo que solto em teu corpo me encontraria em desculpas vazias, porém inteiras;
Sob a luz tenho o coração amolecido com as certezas que tens me dado pelo que sinto sem esperar pelo que entendo;
E teu riso me acalma para que eu não me veja perder teu lábio que me trazem calor infinitamente;

Teu corpo é perfeito em lençóis de seda... No qual valorizam as tuas curvas que tanto me enlouquecem... Perturbam-me... Fazendo-me flagrar a pensar em você;
E translucidamente percebo a tua imensa intimidade e os meus olhos admiram desejando um momento real a teu lado...
Ah se eu pudesse! Te ganharia e até a felicidade caminharia para trazê-la para você... Te provaria que ainda valeria a pena me ter a teu lado;

Desejo doar o órgão vital mais importante do meu corpo
Doar para as pessoas que não o tem ou não sabem usar;

Pessoas que ignoram o poder do que é capaz
Ou desconhecem a capacidade do mesmo;

Esse orgão é composto de sentimentos inimagináveis, no qual desarticula o presente da vida!

E o presente da vida é o amor, depositada... No coração;

Qual o ritmo que balança o teu corpo, tão quão breve e suavemente nas entrelinhas do tempo com os teus sentimentos que não se cessam;
E em meus passivos olhos repetidamente vêem-me o destino coroai-me com as tuas próprias riquezas em verdades e glórias;
Usa-me, acalenta-te em meus braços para aquecer todo o teu querer em lagos viventes que o sol seca;

Liberdade não é somente ser livre de corpo e sim se libertar de tudo que te faça mal;
O que mancha os teus pensamentos, o que desvirtua sua dignidade e até que encabula teu subconsciente;
portanto para se ter a liberdade de corpo e alma tenha determinação e limpe o teu coração transpassando os riscos e medos;

Casamento

Vamos nos casar: te quero atraente.
Um vestido que te faça corpo-ouro reluzente,
branco, branco como neve.
Sapatos cristalinos, marchantes e precisos no corredor principal
Como o ritmo dos clarins te recebendo – em festa.
Num casamento não basta o amor
É necessário o visual:
Te querer mais que a mim - é o que importa.
Te olhar e desejar-te toda torta
Depois da festa
Numa festa
Só nossa.

ERRO

Vai errando, segue errante – em meu corpo.
Erra, que não te culpo
Escolhe os cantos ainda não certos.
Errar só aumenta o curto
Espaço de tempo do acerto.
E em cada erro, tremo.
Sinergia
Loucura
Tremo.