Poemas Corpo
A cura vai além do físico
Fazer um milagre não é só sobre curar o corpo, é sobre transformar vidas
Existem feridas invisíveis, deficiências que precisam de cuidado e esforço próprio
A verdadeira cura envolve ação divina e nossa dedicação, com fé no amor e a misericórdia de Deus.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Mulher virtuosa, cadê você quando te vejo e meu corpo inteiro estremece? É como se o mundo parasse só para confirmar que existes.
Meu dengo, meu chamego bom, teu nome é abrigo e teu jeito é calmaria depois da tempestade. Tu és espelho brilhante na sombra, luz que não fere, apenas revela.
Chamego bom, vem me fazer feliz não com promessas, mas com presença. Porque quando és, já basta.
Visionária, libertas o amor da paixão vazia e ensinas o coração a amar com propósito. Em ti, o sentir não grita — ele permanece.
"Reeducar o corpo é devolver ao indivíduo a consciência de sua presença no espaço, alinhando a mente ao ritmo de cada passo dado."
- Dr. Diogo Sena
"O corpo sem Deus é uma máquina em busca de combustível; a alma sem Deus é um abismo tentando se preencher com o que é raso."
-Dr. Diogo Sena
Percebi minhas pupilas dilatarem
sempre que penso em você,
sinais que o corpo tentou me dar
e eu fingi não perceber.
Meu corpo arrepia ao te ver,
mesmo tentando disfarçar,
eu deveria ter entendido
antes de te deixar escapar.
Era amor no que eu não disse,
no que deixei pra depois,
achei que o tempo esperava,
mas ele nunca esperou nós dois.
Agora resta essa aflição
de um amor que acordou tarde demais,
eu te perdi antes de você saber
e não voltará jamais.
"Com Deus, o corpo se torna templo e a alma encontra o seu descanso, não na ausência de problemas, mas na presença da Paz."
-Dr. Diogo Sena
A ansiedade não anuncia perigo.
Ela antecipa.
É o corpo em estado de alarme
sem ameaça visível,
o coração correndo
sem saber de quê.
O pensamento não descansa.
Ele vigia.
Projeta cenários,
prevê quedas,
ensaia perdas
que talvez nunca aconteçam.
A ansiedade mora no depois.
No “e se”,
no quase,
no que ainda não é
mas já pesa.
Há uma pressa constante,
mesmo quando nada acontece.
Um cansaço que não vem do esforço,
mas da espera tensa.
Respirar vira tarefa consciente.
Relaxar parece descuido.
A mente confunde controle
com sobrevivência.
Por fora, tudo segue normal.
Por dentro,
há um excesso de futuro
ocupando o presente.
A ansiedade não quer machucar.
Ela quer proteger
só não sabe quando parar.
E assim permanece:
alerta demais para descansar,
sensível demais para ignorar,
tentando manter tudo sob controle
num mundo
que nunca prometeu estabilidade.
"Azuis eram seus olhos a encarar minha pele macia
O cheiro do seu corpo era incenso doce da alegria
Sussurrei obscenidades aos seus ouvidos
Noite perfeita para nossos corações apaixonados
Na certeza de que sentíamos o mais fiel amor”
(Trecho do Livro "ENCONTROS & DESENCONTROS:NA CHAMA DO AMOR" AUTORA Wanda ROP-2022-Ed Sunny)
E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer tanto a alma como o corpo no inferno. Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o vosso Pai. E quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; pois são de maior valor do que muitos pardais. Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai, que está nos céus.
Mateus 10:-28-32
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Te quero nos dias quentes;
Desejo-te em dias frios.
O sabor de seu beijo e;
O calor do seu corpo,
A mim, é um devaneio.
Mais que um Fascínio.
Em teu olhar
Me encanto,
De tanto que Admiro.
O seu falar
tem tanto o encanto,
que me toca em todos os sentidos.
Tens a Beleza dos Céus
Da Terra e do Mar.
É tão Maravilhosa que só quero a Amar.
conspirações
alguma coisa se desprende do meu corpo
e voa
não cabe na moldura do meu céu.
sou náufrago no firmamento.
o vento da poesia me conduz além de mimo sol me acende
estrelas me suportam
Odisseu nos subúrbios da galáxia.
amor é o que me sabe e o que me sobra
outro castelo que naufraga
como tantos que a força do meu sonho
quis transformar em catedrais.
ilusões? ainda me restam duas dúzias.
conspirações de amor, talvez não mais.
Não preciso dizer que te amo!
Meus olhos tadinhos confessam
Meu corpo treme minha base balança
Minhas atitudes piegas não cessam
Por causa de ti, voltei a ser uma criança. Elias Torres
Quanta ternura sinto em seu sorriso
Viso seu corpo, mas prezo o desejo em seu olhar
Desejo beijar sua boca e sentir suas delicias
Malicias me tocam e anseio te amar. Elias Torres
Hoje,
vou querer ver o mar...
banhar o meu corpo
com sua água salgada...
voltarei, assim,
calma e com
a alma adoçada.
É uma substância nova. Meu corpo está tão dependente que lateja na falta. É um gosto peculiar – algo como nuvem do céu. Explode como estrela: perfura e faz cócegas nos cantos da boca.
- uma substância única, que de longe sinto o cheiro quando se aproxima: você esbarrando desastrado nos cômodos da casa.
Eu acordei
eu acordei
sem pressa
o dia já tinha começado,
eu acordei
com o corpo disposto
e a mente em atraso,
eu acordei
tentando explicar
o que só deveria acontecer,
eu acordei
e o mundo não pediu
nenhuma definição,
eu acordei
vi o passado correndo,
eu acordei
senti o futuro escorrendo,
eu acordei
não esperei sentido
então eu andei,
eu andei
corri mais rápido
que minhas pernas,
eu andei
o fôlego ficou
pra trás,
eu andei
aprendi tarde
meu limite,
eu andei
achei que já tinha
me perdido,
eu andei
sem mapa
e funcionou,
eu andei
o caminho não sumiu
eu também não,
eu cheguei
não inteiro
mas suficiente,
eu acordei
sem pressa
o dia já tinha começado.
Hiperassociação mental
Estou sentada onde o corpo fica,
mas a mente não assinou presença.
Os olhos parecem beber o horizonte,
enquanto por dentro galáxias se atravessam
em disparada silenciosa,
sem pedir licença ao tempo.
Quem passa vê contemplação imóvel:
mar respirando, ondas ensaiando retornos.
Por dentro, porém, invento travessias,
pulo continentes num piscar de pensamento,
sou muitas versões em simultâneo,
todas nascidas do mesmo instante.
O céu acende um arco de cores improváveis,
o sol se despede em combustão delicada.
Minha cabeça corre descalça por ideias,
faz morada em imagens que não existiam
antes da luz tocar a água
e bagunçar meus sentidos.
Estou aqui, dizem os pés na areia.
Estou longe, responde algo sem endereço.
Essa fenda entre o agora e o devaneio
não dói, não cura, não explica:
é só o lugar onde a inspiração
me atravessa sem forma.
Talvez dissociar seja isso:
o mundo externo servindo de gatilho
para universos que nascem e morrem
no intervalo de uma onda.
E eu, quieta por fora,
mas construindo universos por dentro.
Madrugada
Na madrugada,
meus olhos não se fecham.
Deito —
o corpo cansado,
o dia ainda preso em mim.
Pés gelados.
Olhos marejados de saudade.
Solidão.
O sono vem pesado,
profundo,
mas breve.
Cinco minutos.
Desperto.
Solidão.
Os olhos se enchem outra vez.
A boca seca.
Levanto.
O silêncio da casa
é um vulto —
assusta,
me reprime,
a alma quase abandona o corpo.
Deito.
Levanto.
Deito.
Repetição.
A madrugada passa.
E nasce
um novo dia.
Envolvidos num som do corpo,
Luz vermelha piscando no quarto.
Promessas tortas no ouvido,
Esse amor já nasceu errado.
Mulher ordinária, olhar de pecado,
Jura que é santa de dia.
De noite vira tempestade,
Me perde, me acha, me vicia.
Diz que não presta, mas chama meu nome,
Finge juízo, mas quer confusão.
Entre o certo e o proibido,
Nosso erro vira paixão.
É pecado, é sujo, é gostoso demais
Se for errado, deixa errar em paz.
Mulher ordinária, rainha do caos,
No tribunal do amor nós dois somos réus.
Que falem de mim, que falem de você
Esse desejo não sabe obedecer.
Se o inferno é quente, então tanto faz,
Eu peco sorrindo e volto outra vez.
Beijo com gosto de perigo,
Riso debochado no ar.
Você me chama de louco,
Mas não consegue me largar.
Coração sem documento,
Esse romance é contrabando.
Quando o povo aponta o dedo,
A gente tá se procurando.
É pecado, é sujo, é gostoso demais
Se for errado, deixa errar em paz…
Final
Entre pecados vergonhosos e prazer clandestino,
Você é meu erro favorito,
E eu assumo meu destino.
A maior intimidade não é o corpo.
O corpo qualquer um alcança.
Intimidade é quando eu escuto
o que você nunca disse em voz alta.
Quando eu entendo teus silêncios
antes das tuas palavras.
É ficar.
Mesmo quando você se esconde.
É perceber teu medo disfarçado de riso,
tua força cansada de lutar sozinha,
e ainda assim… não ir embora.
A roupa cai fácil.
A máscara também.
Mas a alma…
só se entrega
a quem sustenta o peso dela.
E quando isso acontece,
não é barulho,
é presença.
Não é pressa,
é domínio tranquilo.
Isso não se encontra.
Se reconhece.
