Poemas com Rimas de minha Rua
LAGRIMAS DE CHUVA
Saio para a rua pensativo
Tentando compreender
Por que tanta coisa acontece
E porque perdi você.
Será que foi culpa minha?
Sinceramente não sei dizer.
Recordo-me os dias felizes
Quando você chegava
Trazendo no rosto um sorriso
E com carinho me beijava.
O brilho daquela estrela
Me lembra o teu olhar,
Então perguntei para a lua
Por onde você andará.
A lua calou-se
Ao ver meu pranto caindo
O céu se escureceu
E os raios foram surgindo.
Os pingos de chuva que cai
Se misturam ao meu pranto,
Então pude entender
Que o céu chorou por mim
Ao ver-me chorar por você.
você sabe o que é depressão?
Imagine uma pessoa caminhando em uma rua alta por cima de um viaduto, e essa pessoa está com vendas em seus olhos e não consegue entender onde está sendo levada, mas derepente ela chega perto e mais perto e nessa rua tem uma grande rachadura e essa pessoa cai,
A depressão age da mesma forma, primeiro ela te derruba depois te mata, você chega a um ponto que não sabe mais por onde caminha pois não consegue enxergar as saídas
Estou na rua entregando cobertor,
Aqui cada uma dessas pessoas tem a sua estória, um sonho que fracassou...
Ninguém vive nas ruas por livre escolha, todos são vitimas:
Do destino, da própria sorte, das drogas, do alcoolismo, da falta de trabalho, de escola, da sociedade, de um governo egoísta e corrupto.
Na rua vc encontra de tudo, pessoas boas, ruins, cultas, encontramos até quem fale espanhol.
Mas o que mais se vê é gratidão, fé, amor: "obrigada! Que Deus te abençoe!"
Essas são as palavras mais ouvidas, não reclamam, não espraguejam, na maior parte das vezes, entenda isso sendo 98% eles somente agradecem pela ajuda momentânea e sabem que amanha Deus enviará outras pessoas para ajuda-los.
A rua é fria, perigosa, e cheia de pessoas preconceituosas que vivem as suas margens acreditando-se melhor e ignorando seu próprio irmão que chora e pede socorro ao canto.
Mas é também escola para muitos e tem sido pra mim exemplo de humildade, de amor, diplomacia, bom humor e sim, porque não de educação?
Fazer uma pequena parte é o que me cabe mas me sinto feliz por não estar alheia a um mundo que hoje não é meu mas se amanha preciso for, sei que seria amparada.
Deus afastai-me da futilidade e da alienação e da cegueira material que pode me fazer acreditar que qualquer bem material pode ser mais importante que os bens do espirito.
Porque aqui nessa fila somos todos irmãos, todos iguais, todos filhos do mesmo Deus e nenhuma diferença há.
Ontem te vi do outro lado da rua.
Nesse momento, a parede uma geleira
deslocou de sua imensidão branca e caiu do mar azul
sem fazer nenhum som.
Um carvalho gigante caiu nos verdes campos,
com suas poucas folhas vivas.
Fazendo uma velha mulher que dava comida a suas galinhas
olhar de leve para cima.
Do outro lado do universo, uma estrela
de massa equivalente a três milhões de sois explodiu
e desapareceu. Deixando um ponto verde nos olhos do astrônomo
e um vazio no meu coração.
A contrução
A construção se tornou um quadro para os artistas de rua, uma pena que eles não saibam pintar.
Abecedário do Cotidiano
Alvoreceu,
Brilhou o dia,
Corri pra rua,
Devorei a mesmice ao sabor do pão na chapa,
Escondi os olhos que enxergam a vida passar,
Furtei a sensibilidade do semeador,
Guardei a fome na boca gulosa,
Habitei meu fardo no aconchego dos desconhecidos,
Imaginei o amor puro que não abre mão da normalidade,
Joguei fora o medo que decresce,
Km e mais Km dados em direção ao caminho longo que na verdade é curto,
Lavei as mãos para a desgraça desejada,
Morri,
Naveguei no mar revolto,
Olhei os grandes com desdém,
Pensei em parar e estou parando,
Quebrei a moralidade que pensa em acertar,
Rabisquei as respostas que não respondem,
Suei as gotas da coragem,
Talhei mais um dia de trabalho com a ferramenta da beleza que se alegra com o retorno oferecendo um abraço,
Uni o errado e o certo e resolvi fazer o que tenho vontade,
Vivi,
Www já virou uma palavra que me diz que faço parte da globalização,
Xavequei a loucura,
Yes, somos empurrados pra conversar com o idioma que conversa com o mundo,
Zelei por mais uma noite que me acolheu de A a Z,
***
O Desespero botou a cara na rua
E estava tão feliz, pois matou a saudade
Do Medo e da Fome de quem tem
Sob os aplausos dos ditos “cidadãos de bem”.
E foi tanto brado e tanta festança
Do coro civil puxado pela D. Ignorância
Que afugentou personas non gratas
Como a Empatia, a Educação e a Tolerância.
A melhor sensação era de andar de bicicleta com você
Naquele asfalto
Naquela rua
Naquele ano
Naquele dia
Com você<3
~Luna
A mim muita coisa importa
que seja simples e do coração
mas não ligo se a rua é torta
nela continuo a missão
Não preciso de quase nada
vivo entre a calma e a polvorosa
não procuro sucesso na jornada
só a paz sob uma estrela silenciosa
"Ele veio em passos leves,
feito vento sorrateiro,
e olhei sem entender
para a rua, para o chão
vasculhei o mundo inteiro!
Eram passos, eram rastros,
Era o amor, minha paixão?
Era sim, mas ai que pena!
Não parou, passou voando
Nas asas da ilusão."
Lori Damm (Contos, Crônicas & Poesia)
−
invisibilidade —
quem mora nas ruas
tem superpoderes
−
morador de rua
não precisa de celular
ninguém vai ligar
−
não era bicho
era nossa gente
revirando lixo
−
mente aberta
militar não limita
liberta
O eco do mendigo
Ao ver na rua o mendigo
me perguntei:
- Por que estais aí?
E no silêncio num eco pareço ouvir:
-Não tenho casa;
-Nem trabalho;
Aos meus só atrapalho...
e pelas ruas me perdi!
Não tive chances de escolher,
não tive por onde correr
e talvez permaneça aqui...
até morrer...
Mas, se de repente a sorte vier
e alguém nos ouvir e compreender...
outra chance poderíamos merecer!
O que fazer?
Será que vou ali junto deles cantar
e de repente coloco no chão uma cartola
pra ver se recebo alguma esmola
com isso vou acolher e resgatar,
fazendo - lhes um lugar digno pra morar!
FILHO PRÓDIGO
Um dia resolvi ganhar a estrada...
Ardia em mim uma revolta interna,
busquei nas ruas a vida moderna,
andei sem rumo, sem rota traçada...
E em cada noite, no bar, na taberna,
uma amizade falsa era encontrada.
Fui enganado... e ao ficar sem nada
restou-me o rumo da casa paterna.
E ao encontrar, justo ao abrir a porta,
o beijo doce, o abraço que conforta,
fui entendendo, após andar demais:
Mesmo que os filhos vivam a vagar
eles somente vão chamar de “Lar”
a casa onde reside o amor dos pais!
Vai!
Bota tua cara na rua
E se chover
Que sorte a sua
O relampejo cai
Do teu ensejo vai
Nascer a ruptura
ASFALTO
Hoje eu acordei com os pensamentos fora de ordem
Cruzei a rua com os braços cruzados e os olhos cansados
Entre vitrines confusas & coloridas
”Borboletas num caleidoscópio”
Um bêbado tropeça num tijolo invisível
Cheio de riso de dança e de dor
Gotas de luz caindo no meu rosto
Diluindo sombras
Inaugurando a manhã
Motores bocejam rosnando como cães
Desafiando a nudez dos semáforos
E eu voo Pégaso
Alado, em círculos,
Meus sapatos de ferro pisando o asfalto em flor.
Desconhecida é a tarde no parque
Estilhaçando poesia no ar
Embriagando o bronze das esculturas
Antecipando o que está por chegar
Hoje eu não quero envelhecer
Já calculei a idade do tempo
Hoje eu me recuso a envelhecer
Hoje eu tenho a idade do tempo
Eu vou regar os rios
Acender velas ao Sol
Soprar a rosa dos ventos que me diz: pétalas
"Quando a rua vira rio
O piso da casa vira maromba
O telhado fica cada vez mais perto
E o sossego cada vez mais longe"
Estradas
Finalmente criei coragem,
abri a porta, que dá para fora,
para a rua,
que bobagem!
Lá fora, o que se poderia esperar?
A rua é claro.
Não! A rua não estava lá,
havia uma estrada, apenas mais nada,
e, ao longe, bem longe, uma porta,
que julguei ser uma porta de entrada.
Andei, andei, andei....
parecia um sonho, que sonhei.
abri a porta de entrada,
nada! Outra estrada.
Voltei, não tinha estrada.
apenas o vento cortante do mar errante,
que cantava uma suave canção,
de amor e de perdão.
Entendi, que ali, não havia nada a entender.
Descansei, sonhei, e finalmente mergulhei.
Eu não amo mais ele, mas quando vejo ele na rua, meu coração acelera
Eu não amo mais ele, mas gosto de imaginar um futuro onde ele está lá comigo
Eu não amo mais ele, mas meu corpo treme quando vejo uma característica dele em alguém
Eu não amo mais ele, Mas eu choro quando dizem que ele não me ama mais
Eu não amo mais ele, mas me pergunto se ele me ama
Eu não amo mais ele, mas sinto uma ansiedade quando percebo que ele vem na minha direção, e choro quando ele passa reto
Eu não amo mais ele, mas Chorei quando era meu aniversario e ele não estava lá
Eu não amo mais ele, mas queria ele comigo, me fazendo rir
Eu não amo mais ele, mas ainda sei cada detalhe dele
Eu não amo mais ele, mas ainda assim chorei quando falaram que eu e ele não voltaríamos mais
Eu não amo mais ele, mas me senti perdida e sem carinho quando ele não se lembrou de mim
Eu não amo mais ele, mas quando dizem que ele cortou o cabelo fico magoada, era mais uma memoria dele partindo
Eu não amo mais ele, mas sorrio quando dizem que formávamos o casal perfeito
Eu não amo mais ele, mas ainda queria ele aqui
Vem! Não desiste!
Não adianta se esconder.
Te espero aqui na rua.
Apesar de todos os pesares,
em todos os lugares,
a vida continua.
Amaste a lua ficaste na rua pescoço pro alto, jamás subir no salto.
sempre na humidade prezando o humanismo,apegado as mínimas nuances do detalhismo.
o brilho do luar, me faz enchergar que em tudo tem sua beleza basta observar.
a nuvem no alto, a flora que se diz mato, é tão linda a natureza, vejo nela a pureza.
