Poemas com Rimas de minha Rua
Querido Deus
Me perdoe e me aceite de volta
Guarde o meu corpo e a minha alma com ou sem memoria
Querido Pai
Devolva minha permissão
Eu não me culpo por ser quem sou
Não te culpo por ser quem tu és
Quero dizer que sim, todo Ser é capaz de viver pra Ser e ter um fim
CONSTÂNCIA
De toda a minha dor serei atencioso
Andou, anda, sempre, tanto, e tanto
Que mesmo que poete com encanto
Dele me encante, não mais caloroso
Quero o suspirar sem ser lamentoso
E nestes versos deduza o meu canto
Não é pranto, nem santo, porquanto:
- é quem do amor quer ser amoroso
E assim, quanto menos me procure
Quem sabe que da distância se vive
Quem sabe o silêncio, fim da chama
E, eu possa ter a poética do que tive
Se estive no coração de quem ama...
Pois, sou amador do amor que dure!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
01 setembro, 2021, 19’15” - Araguari, MG
*Viniciando
DE NOVO (soneto)
Minha prosa, de prosar-te, anda ferida
Meu sentimento anda sem te perceber
Não mais é aquela razão do meu viver
Pois, a fração terna, agora, sem medida
Não mais vejo aquela atenção na vida
Grata. O meu amor ficou sem entender
Vazio está a poesia, do crer, do teu ser
E, ao meu coração uma estória repetida
Tudo na poética é corrente, tudo anda
Em versos quando nossa alma é branda
Toda a graça, todo o querer, bem assim!
E, olhos tristonhos em ti, triste sensação
Ah! se soubesse de cada prazer e emoção
Do amar, sentiria que amor não tem fim!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02 setembro, 2021, 06’15” - Araguari, MG
Inscrição da minha FILHINHA na ORDEM da respectiva profissão…
E assim chegou o tão desejado dia;
da inscrição, na ordem pra que tão estudaste;
da inscrição, na ordem pra que te formaste;
da inscrição, na ordem dessa em TI, Valia.
Parabéns, por tal feito, FILHA minha;
Parabéns, por tanta dedicação;
Parabéns, por digna dessa inscrição;
Parabéns, pois, minha MEDICAZINHA!!!
Mal tenho palavras pra descrever;
a ALEGRIA a nós dada por tal feito;
de hoje em Ti, MÉDICA reconhecer…
Por tão TEU merecer, enobrecer;
Por tão TEU merecer, ser por direito;
Por tão TEU merecer, sido o inscrever.
De teu babado pai;
Chuva de papel
Vem para meus braços minha pequena luz,
feito estrela vai sentir o calor do céu tocando seu corpo sua mente para sentir-se gente no espaço gravitacional de nossos beijos...
repousarás acalentada entre o espaço do nosso quarto e o vento que coroa nossas janelas..
Caminhos pisados e esquecidos no pecado...
Uma ventania de esperança soprando e seus pés formigam querendo saltar nesse desconhido oceanos de desejos.
Esse sobe e desce de pessimismo e otimismo e vai sem freio galopando dentro da mente da gente, bem alto onde tem nuvens brancas de puras imaginações...
Essa dança envolve poeira cósmicas de contemplar essa constelação ao céu da boca...
Ainda consegue-se perceber que a origem de tudo, ainda vem de sua alma de virtude belas...
Que no gesto parou o tempo...
Que no olhar destruiu a inveja.
Que no sorriso salvou as flores do nosso jardim ressequido..
Que no silenciar cada um salvou-se a si mesmo... assim resolvemos continuar de mãos dadas e olhando para mesma direção...
Seu sorriso seja como a água que mata minha sede.
E o seu amor como fogo que me aquece em dias frios.
E você seja a luz para meus dias sombrios.
Aquieta-me, a tua voz aquieta-me
Aquieta minha alma
Cala, a tua voz cala
As muitas vozes que não veem de Ti
Venha, como brisa suave do amanhecer
Mas não evapore
Permaneça, ar de meus pulmões
Eu necessito dessa água
Mata minha sede, sim tu matas
És a água que sempre tenho prazer de beber
A sede
só me mostra o quanto preciso de Água
Fonte
Manancial
Plenitude
Toda essência
A Essência
Pra onde irei?
Só tu tens, Vida Eterna.
Quem sou eu? Pra fugir,
de tua irresistível presença?
atrai-me
Por Ti fui formada
para Ti sou feita
Meu amado
Meu Senhor
Minha luz
Minha água viva
Meu guia
Meu mestre
Na eternidade talvez
Eu me expresse melhor
HERÓICO
Existem dias na minha existência, que o maior ato de bravura que consigo praticar, é mergulhar sem coletes salva vidas em um mar de lágrimas.
Quando é que realmente A vida começa? Que vida, a minha?
Talvez algum dia eu saiba a resposta, por enquanto vou sonhando colorido pintando asas frágeis e libertas, de uma mulher borboleta na tentativa de conquistar o tempo.
Tempo esteque traz em seu embornal idades, que poderão tingir de um castanho cansado, as folhas ainda tenras dessa biografia. Porque um dia essa borboleta não voará tão alto como antes, mas certamente deixará mensagens no epílogo de sua velhice.
Parte sofre e insiste fazer-se em pedaço,
O mundo não é capaz de interpretar tal viver,
Estas minhas linhas que o riso ficou escasso,
Minha vida não é perfeita, mas é minha.
É interessante as voltas que o mundo dá, onde o crítico vira criticando e sua ilibada conduta está nos negros, fétidos e enlamaçados porões da sociedade.
Palavras tem poder de construir e de destruir vidas, por isso pensem antes de falar.
Pus minha cabeça no travesseiro,
Esperando o sono que teimosamente demorava,
Entre uma piscadela e outra comecei a ouvir um melodioso companheiro,
Era o rouxinol que cantava,
Preciso transformar minha solidão em solitude...
A solidão dói e é a única coisa a qual mereço...
Porque percebo o quanto eu não sou digna de ter alguém comigo.
Não importa a quantidade de elogios que me façam. Nenhum deles é verdade.
Não há ninguém ao meu lado, dividindo as coisas boas ou os fardos.
Preencho meu vazio com minhas lágrimas
Essa solidão precisa virar minha amiga. Preciso achar conforto em seus braços.
Canta arara,
Canta e cantarola,
Voa e leva minha vontade de rabiscar um céu com asas,
Vontade de pintar as pedras com as cores do arco-íris,
Catadupa!
Minha vida não me pertence,
Pois não fui eu quem a criou e sim, Deus!
Se não me pertenço,
Que seja sempre feita a vontade Dele!
Piedade de mim,
Que meus olhos sejam abertos,
Piedade de mim,
Que minha fome seja matada pela boa comida que sacia a alma,
Tristura inabitável,
A certeza da minha pequenez amplifica meu grito insuportável,
Que ouço amiúde,
Adoeço com minha ausência,
Essência insensível,
A contaminação da minha rudez prolifera este padecimento incurável,
Que anestesio virtude,
Adoeço com minha ausência,
Inércia lastimável,
Prato egoísta da minha mesquinhez que alimenta este gosto intragável,
Que engulho solicitude,
Adoeço com minha ausência,
