Poemas com Rimas de minha Rua
Histórias de Rua
Foi se deitar cedo
O garoto pobre e ledo.
Exime de todas as virtudes
que uma criança deveria viver.
O dia é uma amplitude que só a infância enxerga!
Mas cedo deitou, pois a noite não queria o ver.
E o jovem risonho e pomposo
Acordara depois de anos para perceber
O contexto fugaz de jocoso
Que vivia teu amanhecer.
Hoje não sabe se ri, trabalha ou chora.
"feche o ar. Venta muito lá fora...".
Carta-22
vagando pela rua faz da noite o seu dia
acompanhado do seu cão a procura de alegria
leva sempre com ele uma rosa branca
decepções da vida e os desejos de criança
carrega inocência e também a ousadia
intuitivo e romântico com sonhos e fantasias
sabe se esquiva da fumaça da neblina
gosta de liberdade e um pouco de adrenalina
anda distraído vendo os pássaros voar
a beira do precipício sem caminho a encontrar
nunca perde a esperança que seu dia vai chegar
e no fim do arcos íris muito ouro encontra
usa sua sabedoria para achar um mundo novo
por onde ele passa muitos o chamam de louco
loucura e tentar explica para você
aquilo que não estar preparado pra saber
O que não encontramos em casa, encontramos na rua. Porém, as coisas da rua pode ser efêmera tanto como perpetuamente infinito.
Cuidado com as sua decisões, elas serão cruciais no seu dia-a-dia.
"H.A.A".
O que João Batista disse
Não é conceito de rua
"Convém que ele (Cristo Jesus) cresça
Convém que eu diminua!"
Quero ser
Quero ser sinistro sem qualquer ruga
Quero ser lua sem rua
Quero ser onda que quase toca a sua...
Quero ser você minha alma nua.
Quero pode sair na rua sem que me julgue pela aparência ou pelo meu modo de me vestir
Queria pode sair na rua andar por ai sem aquele olhar de desconfiança das pessoas
Queria poder ir a vários lugares onde eu possa me sentir bem com tudo e com todos
Queria pode viver em um mundo sem tanta desconfiança, sem tanto preconceito.
Se o mundo fosse menos mentiroso, se ninguém fosse julgado pela aparência, se todos fossem humildes.
Aquilo que se vê, é só a "ponta do iceberg", e a sua aparência, é só uma embalagem. Bonita ou não, é só uma embalagem...
E se você ficasse cego
Continuaria a Julgar as pessoas pela 'Aparência'. ?
Pense bem antes de qualquer julgamento precipitado reveja seus conceitos
nem toda capa faz jus a conteúdo do livro.
noite fria
com ventos nas ruas cantando sem rima
uma mulher gelada e nua em plena rua
acenando a mão para o céu.
e o gelo caindo sobre o véu da noite
gelando-me a carne sem piedade
eM todas as noites frias, ficava contemplando serena
o frio, plantado na alma do ser que habita
as faces das nuvens cinzentas
queria ser fogo e esquentar a terra
mas cada vez mais me encolho
com receio de virar pedra...
...........
e vem o dia...
sem a dança do sol nos arredores dos montes...
ciça b. lima
( in "balada do inverno triste " do livro "só poemas" )
Olha o semáforo!
Não atravesse a rua sem antes olhar o sinal correto do semáforo,
observe tudo a sua volta, olhe atentamente para os lados, tenha a percepção de qual o momento certo para seguir em frente,
a atenção é um dos movimentos primordiais na conquista de uma boa travessia,
pare, tenha atenção e avance apenas quando o coração indicar, porque tão breve quanto o sopro da vida as respostas das nossas reações em cima das nossas ações podem evitar muitos atropelamentos sentimentais,
o impacto causado por tomadas de decisões erradas ou precipitadas pode ser moralmente fatal.
Fim de domingo a tarde
Fim de domingo a tarde, a rua tá vazia só escuto o barulho das árvores,
lá no céu as nuvens estão passando correndo em ritmo de treino de academia,
a companhia mais agradável do mundo está ao meu lado me olhando eufórico louco pra sair na caminhada comigo, meu amigo peludo de olhos cor de mel é uma figura incrível,
cinco e quarenta e cinco, uns ventos bons chegam batendo palmas pedindo para participar do fim de tarde trazendo boas lembranças de dois domingos atrás e na velocidade da luz com a mesma magnitude dum presente recente pensamentos se misturam entre as nuvens e me fazem enxergar momentos mágicos vividos ao lado dela, a única que amei de verdade,
a noite chegou fechando as cortinas e repentinamente se abriram com a exposição de um lindo manto estrelado que tomou posse oferecendo esperanças, mais beleza e mais objetivos para o tempo presente.
Todo maloqueiro andando pela rua nariz empinado olhando para lua sem destino sem direção olhar perdido no horizonte para que tanta solidão em um só coração volta por favor andava na minha rua todo machucado de longe já percebi que era maltratado você não tinha mais esperança mas foi acolhido por uma criança Eu juro por tudo que você é meu mundo e eu juro por tudo que você é meu amor.
06/06/2021.
Acordei e fui para a rua,
Para ver a Lua sangrenta,
Para ver a Lua nua,
Nada mais me afugenta.
Estava namorando ela,
Em segundos sem eira nem beira.
Vermelha de vergonha se escondeu,
Atrás do Morro do Maciço da Costeira.
Rua Ana Baiana
Não sei quem é mais linda:
A canção, a lembrança, a menina.
Da canção, aprazimento
Da lembrança, felicidade
E a menina, que coisa linda!
Canta e toca alteridade
Canta Caymmi e o vatapá
Com sal, gengibre e camarão.
Vem acalmar os sentimentos
Demover o desalento
E afagar o coração
"Cor(ação)"
A lembrança será vaga,
A saudade vai passar em outra rua.
Pra que me serve essa coisa?
Que só me ocupa quando eu vejo
A lua.
Do Brás a rua Bresser
Fundamental na cultura boemia das ruas do Brás até a rua Bresser estão presentes os variados rostos com suas infinidades de expressões, no caminhar pelas ruas uma grande união de estilos e suas cores, no falar a preciosidade da mistura linguística de diversos povos e suas tradições.
Belas músicas são cantadas, variados bate papo são jogados fora e no esconder da madrugada quantos acontecimentos, quantas baladas!
Incorporado em cada copo de cerveja/ bebida forte tomados está a preciosa liberdade, o lazer e o prazer tornam-se um só em homenagem a criatividade das letras tocadas e dos abraços trocados.
As noites criativas e tão apreciadas pelos boêmios das ruas do Brás a rua Bresser são silenciadas apenas pela sua característica histórica, ou seja a sua originalidade.
Nos versos uma dedicatória a saudade.
Onde vivo
Vivo numa casa, rua, cidade e pais,
Mas logo mudarei pelo tédio que há ali á
a chance de prosseguir ali não há
Liberdade sem saber, é necessário procurar
Eu preciso me desvincular
Dessa forma de me enxergar
Entre esse abismo de desinteresse
Por esse lugar
Encontrar, procurar me perder sem me
Achar, acredito que em algum lugar
Longe ou perto do mar na tranquilidade
Vou me refugiar
Uma Direção
Quando estou na rua e lembro que em casa não tem mais ninguém me esperando, lágrimas escorrer lentamente, uma vazio enorme fica no peito, você procurar uma direção e não ver, ai você chora, grita, pois perceber que né os cachorros ficaram.
A RUA LÁ DE CASA (Autor: Henrique R. de Oliveira)
Os olhos espiam o tempo a fora
As luzes da rua mostram os pingos que caem.
A chuva tímida que cai agora
Emudece a cidade com silencio da paz.
Eu ouço gotas desprendendo-se das folhas
Caindo nas poças e uma nota faz.
Vem um vento repentino e balanças os galhos
E a árvore uma chuva breve faz.
O som dos passos: calçada e chinelo
de alguém que com pressa vai
são abafados por um moto barulhenta
de um silencio que não é mais...rs
Mas a distancia vai sumindo e diminuindo o barulho
Devolvendo o silencio com som da chuva que cai.
Eu ouço gotas caindo nas poças
Silencia-se a cidade com traços de paz.
Boa noite...
Rede Social é bastante engraçada, há quem trabalhe com você, ou até passe por você na rua e não lhe oferece, se quer, um bom dia!
Mas, ao se deparar com um status seu, é o primeiro à visualizar!
Sabe que mistério é esse? Mera curiosidade! E não se engane, pessoas assim, jamais torcerão por você!
Cidade das sombras, bairro da luz, rua do anjo; foram tantos endereços a me despedir...
Em cada despedida soterrava ali uma enorme vontade de ficar...
Quem dera se reconstruisse dos seus escobros castelos, aranha céu seria...
No jardim florestal folhas de outono escondia túmulo de parentes queridos.
Da infância querida já não lembro das brincadeiras de roda enquanto brincava de cirandar.
Fui arrastado das minhas casas queridas e jogado fora como um móveis velho.
Numa Esquina da Rua Bresser
Numa esquina da rua Bresser, em uma noite congelante de sexta feira, com semelhantes temperaturas do Alasca, o clima dentro do barzinho segue favorável. A reunião entre amigos é aquecida entre uma bebida quente e um bom papo que da o clima de verão ao ambiente.
Numa esquina da rua Bresser, a resenha marca a batida das risadas, as ideias são compartilhadas e os celulares vão enchendo suas caixas de mensagens com chamadas perdidas das patroas que não entendem que esses momentos são particulares.
Numa esquina da rua Bresser, os pensamentos sufocantes em relação ao trabalho e as dívidas ficaram de fora, não foram convidados para participar da festa.
Numa esquina da rua Bresser, esta rolando a tal "vida Bohemia", a noitada fria vai ganhar um clima tropical, bem caliente e não tem hora para acabar, afinal de contas, "hoje é hoje, vamos bailar"!
Numa esquina da rua Bresser, hoje vive a diversão, o respeito e a amizade, no amanhã viverão as lembranças e as saudades.
