Poemas Brisa
PORTO SEGURO
Vento passa
Tempo amassa
Brisa mansa
Gente cansa
Ascende vela
Rumo a ela
Mar aberto
Prumo incerto
Sai da sala
Porto e mala
Frio no peito
Dê seu jeito
Sem demora
Vida implora.
"Hoje, senti novamente aquela brisa quente, de verão, me açoitar a face.
Aquela brisa, que traz frescor à pele, mas o coração arde.
Aquela leve brisa, que me lembra o seu beijo, a cada fim de tarde.
Brisa leve me traz você aos pensamentos, mas a ventania, não me leva a sua saudade.
Se és tu, uma parte do meu eu, então sou só metade.
Eu tentei fazer-nos um só ser, não deu, faz parte.
Disse mil vezes ao meu eu, que é amor; ao mundo, que é só uma paixão; mas eu sei, é insanidade.
Fantasia, faz de conta, nada de realidade.
Queria seus cabelos sobre meu peito, o seu beijo em minha face.
Mas o desalento é cruel, e meu âmago é só saudade.
O culpado sou eu e minha leviandade.
Ou talvez, a culpada seja aquela brisa quente de verão, por te lembrar, ao me açoitar a face..."
Música, como bela arte, flutua.
Flutua como a lente de uma singela luneta,
que aspira o horizonte.
Música, traço entre hostis rabiscos,
cuidadosos ou ásperos,
faz a paisagem seca e amarga ganhar cor.
Flutuar é preciso:
sentir a brisa que move.
Assim como a luneta, que ao horizonte nos põe,
é preciso um guia,
que ajuste o foco e a direção,
sem deixar que se embaralhe
o muito que guardamos.
A música é poderosa,
basta senti-la e, com a alma, segurá-la.
Pois, assim, o mundo pode ser melhor.
Defina-a:
Como seria a música para você?
Sou poesia, brisa macia.
Sou mulher que te encanta,
menina de ciranda.
Fragmento do Poema "Menina de Ciranda"
Possui Certificado de Registro Autoral CBL
Ao vento, foram as palavras.
Ao léu, o mesmo sentido:
Nem uma brisa de amor;
Nenhuma atitude à favor.
Uma capa de verdade,
Conteúdo vazio.
Não há arrependimento,
mas tudo foi uma droga.
Quase o meu vício.
Arlindo Vida’Boa
Arlindo Vida’Boa fugiu da crise econômica de seu país,
Veio tentar, outra vida boa, aqui pelo Brasil.
Fincou pé numa metrópole, de águas quentes e boa brisa,
Esqueceu-se de se abstrair da realidade convincente, das grandes capitais.
Os arredores são cruéis, não são pintados a pincéis.
Arlindo Vida’Boa!
Não é de brisa que se vive em terras de coronéis.
Pare,
olhe ao redor...
sinta a brisa,
veja a beleza ofertada
pela natureza,
ouça o canto dos pássaros,
molhe-se com as gotas da chuva
ou experimente o calor do sol
que desponta lá no horizonte...
Acorde,
acredite,
tudo vale a pena
quando você tem uma alma
repleta de querer...
VIVER, SENTIR, SER,
AMAR, CUIDAR, OLHAR,
OUVIR, EXPERIMENTAR...
“Me faço de folha
Disfarço-me
Aproveito a brisa
E alço voo.
Escrevo belezas
Enquanto despercebem-me.
Concentram-se na folha
Não veem minha poesia.
Por fora
folhas de outono
Por dentro,
borboletas de primavera.”
Minha cabeça virou nuvens
E deixou-se se levar,
Pela tal brisa do vento
Me perdi, não sei me achar
Fui querer vomitar frases
Que não queriam pular,
Como andar no sol em chamas
Derreti o meu olhar.
Um poeta sem palavras,
Um passo a passo sem chão,
Um passarinho sem asas,
Uma estrela sem clarão,
É igual juntar pedrinhas
Desenhar com elas no ar,
As ondas ondas do mar, pulsantes,
Que só queriam voar.
Tranquila buscava atravessar uma campina seca e extensa e sentia apenas a serenidade de um vento morno e de mato seco...
E assim, desavisada, me bateu um vento forte, o coração estremeceu com toda a possibilidade de tempestade e aquele vento tocou música em meu coração, mas recuei...
Recuei diante de toda possibilidade e vontade porque bem sei que tempestades deixam suas marcas, deixam destroços e saí da campina que por um instante já não era mais seca e fui embora deixando os ventos fortes que me balançaram tão vigorosamente...
E ainda agora, fechando os olhos posso sentir uma leve brisa que aquele vento impetuoso deixou...
Vento que me leva
Brisa boa, vem me bate me leva, me traz, árvores, plantas, rosas sussurram aquela boa brisa que passou despercebida, me tira do sério, me leva pro seu mundo, me arrebata, mas não me esconda sua leveza e suavidade tão bela e bonita, brisa boa.
Vai brisa fria !
Vai brisa fria,
por este mundo além,
vai dizer a minha amada,
que te quero muito bem.
Brisa Suave !
Muitos versos escritos ao vento,
Mas, nenhum me foi inspirado,
Como esse que lhe dedico,
no dia dos namorados.
Vai brisa suave, por este céu,
azul anil, vai dizer a minha amada,
que agora estou com frio.
Você sabe onde ela mora ?
Se não sabe eu vou lhe dizer,
Mas, não conte pra ninguém,
o que eu, lhe mandei fazer.
Diz para minha amada, que a noite está passando e que me restam quatro dias,
que ela fique, mim esperando.
Estou contando nos dedos, a hora da minha chegada, pra dar um abraço bem forte em você, minha doce amada.
Deixa eu TE AMAR,
sem pressa e sem hora
para terminar.
Deixe-me em seus
braços adormecer e
quando acordar em
seus olhos quero
me encontrar.
Deixe a brisa suave,
que balança a
cortina da janela
nossos corpos
suados refrescar.
E quando o dia amanhecer,
quero simplesmente
tomar café com você
e depois TE AMAR
só uma vez mais.
A brisa é aquele vento suave
que nos convida a navegar
rumo aos nossos objetivos.
Não raramente,
deixamos essa brisa passar.
E quando isso acontece,
é a tempestade
que acaba nos forçando
a sair do lugar.
Brisa
Eu vi Você vagando
entre às nuvens vermelhas
Não foi sonho
Onde está você?
Sei que me observa
Sou eu
A mesma
Sou a brisa que te conforta
Abre o seu coração
Há uma ligação entre nós
Meu peito me sufoca
Essa emoção em mim que sobe e desce
Queima e gela
Faz eu implodir
Olho para cima
Na esperança de ver você
Alguém disse em meu ouvido
Sussurros de amor
E o meu nome chamou
Eu vi Você vagando
entre às nuvens vermelhas
Não foi sonho
Onde está você?
Sei que me observa
Sou eu
A mesma
Sou a brisa que te conforta
Se eu fosse um justiceiro do espaço
Daria a você uma multa
Prender-te-ia em um castelo de nuvens
Cheio de sonhos de amor e dor
Você lutaria contra esses sentimentos
A exaustão te cobriria
Seus poros dilatariam
Ai, sim,
Você lembraria de mim
Sua mão se apoiaria no túnel
Que me liga a você
E com um cordão de prata
O invisível
Apertar-te-ia
Você morreria
Em uma fração de segundos
Sim, você morreria
Mas e eu?
Reflito
meu Coração está ligado ao seu!
Eu vi Você vagando
entre às nuvens vermelhas
Não foi sonho
Onde está você?
Sei que me observa
Sou eu
A mesma
Sou a brisa que te conforta
Vi o Sol desaparecer diante de meus olhos e também o vi surgir numa bela manhã. Vi a chuva cair sobre meu rosto e a vi escorrer sobre minha pele regando as flores no chão. Uma brisa leve acariciou-me vagarosamente, mas também fui empurrado ao chão por um vento forte e cruel. Ouvi as vozes na minha cabeça que me fizeram afundar, mas já ouvi sua doce voz me trazendo de volta para superfície.
Eu sei que a vida pode ser difícil e destrutiva, às vezes, mas ela também consegue ser bela e restauradora quando estamos juntos aqui.
Me perco nos vendavais e me encontro quando com compaixão olha para mim.
Você veio como uma tempestade. Ventos fortes que pareciam não ter fim.
Não acreditava que a velocidade desse tornado fosse acalmar, mas logo após seguiu-se uma brisa leve e vi que na tranquilidade de um vento suave estava a calmaria e a resposta que precisava.
O melhor disso disso tudo é que seus ventos não levaram minha essência, a brisa que me atingiu me fez ver que as tempestades podem ser intensas, porém passageiras. Fazem estragos, mas não impedem recomeços...
