Poemas Brisa
Simples, raro e muito restaurador quando se está numa imersão satisfatória em um momento temporário, mas de muita tranquilidade, dando uma pausa no desgaste da vida adulta tão recorrente, estando à vontade no sofá da sala sem aquelas interrupções desagradáveis, nem nada para se fazer imediatamente,
Tendo um céu ensolarado lá fora com o sol já se despedindo, as folhas das árvores se balançando, chegando ao final da tarde, ainda com alguns alguns raios de sol e uma brisa suave entrando pela janela, trazendo vitalidade para a mente e pouco de sossego para o corpo cansado, um jeito agradável de se aproveitar o tempo.
Mais uma vez, a simplicidade provando o quanto que é preciosa e que não é necessário muito para que os seus efeitos sejam eficazes, pois até mesmo numa breve oportunidade, ela consegue ser muito poderosa e significante, sendo assim, deve ser aproveitada sempre que possível, fazendo um bom proveito de cada segundo, saboreando instantes de equilíbrio.
És como uma brisa suave
durante um temporal,
tua presença é necessária
como uma luz que não se apaga
pra afugentaro mal
e trazer um afago na alma
de um jeito surreal.
És como uma brisa suave
que alivia o espírito,
pois mandas emboraa maldade
apenas com o teu lindo sorriso.
Considero como um momento precioso,
um fim de tarde na praia
com sol já se despedindo,
enquanto, recebo uma brisa suave
que faz o meu espírito cansado recuperar o fôlego e esquecer um pouco dos problemas
com uma porção de tranquilidade,
uma maneira eficaz e singela
de encher-me de vitalidade.
Num dia nublado, sozinho na praia,
parado, observando e pensando
diante do mar que desta vez
não está calmo, parece impaciente
como se fosse o reflexo
da inquietação da minha mente,
se assim o for, neste nexo de instabilidades,
que ambos possam alcançar
a calmaria com o refrigério
de uma brisa suave.
Tua brisa consegue
ser quente e suave,
uma dualidade excitante,
um sentir de verdade
numa satisfação constante.
Cabelos ondulados
como um mar intenso,
um sentimento externado
como uma brisa suave
que passeia pelo o tempo,
deste modo, ela se mostra
enchendo de vida cada momento.
Uma brisa suavetoca o teu rosto,
uma paz te invadetrazendo conforto
assim como a fragrância das flores,
um sentimento de renovo que carregarás pra onde fores.
Num dia ensolarado,
passando por um campo de girassóis,
um lugar claramente encantado,
iluminado por divinos faróis,
estive bem acompanhado,
eu e a paz ficamos a sós,
enquanto uma brisa suave
dançava a minha volta
aliviando a minha tensão
e purificando os meus pulmões,
senti um conforto no coração,
um raro momento sem preocupações.
Um sorriso grato
de missão cumprida,
de um sonho realizado
na simplicidade da vida,
pelos medos enfrentados
e pelo apreço por cada conquista.
Brisa
Eu vi Você vagando
entre às nuvens vermelhas
Não foi sonho
Onde está você?
Sei que me observa
Sou eu
A mesma
Sou a brisa que te conforta
Abre o seu coração
Há uma ligação entre nós
Meu peito me sufoca
Essa emoção em mim que sobe e desce
Queima e gela
Faz eu implodir
Olho para cima
Na esperança de ver você
Alguém disse em meu ouvido
Sussurros de amor
E o meu nome chamou
Eu vi Você vagando
entre às nuvens vermelhas
Não foi sonho
Onde está você?
Sei que me observa
Sou eu
A mesma
Sou a brisa que te conforta
Se eu fosse um justiceiro do espaço
Daria a você uma multa
Prender-te-ia em um castelo de nuvens
Cheio de sonhos de amor e dor
Você lutaria contra esses sentimentos
A exaustão te cobriria
Seus poros dilatariam
Ai, sim,
Você lembraria de mim
Sua mão se apoiaria no túnel
Que me liga a você
E com um cordão de prata
O invisível
Apertar-te-ia
Você morreria
Em uma fração de segundos
Sim, você morreria
Mas e eu?
Reflito
meu Coração está ligado ao seu!
Eu vi Você vagando
entre às nuvens vermelhas
Não foi sonho
Onde está você?
Sei que me observa
Sou eu
A mesma
Sou a brisa que te conforta
Vi o Sol desaparecer diante de meus olhos e também o vi surgir numa bela manhã. Vi a chuva cair sobre meu rosto e a vi escorrer sobre minha pele regando as flores no chão. Uma brisa leve acariciou-me vagarosamente, mas também fui empurrado ao chão por um vento forte e cruel. Ouvi as vozes na minha cabeça que me fizeram afundar, mas já ouvi sua doce voz me trazendo de volta para superfície.
Eu sei que a vida pode ser difícil e destrutiva, às vezes, mas ela também consegue ser bela e restauradora quando estamos juntos aqui.
Me perco nos vendavais e me encontro quando com compaixão olha para mim.
Você veio como uma tempestade. Ventos fortes que pareciam não ter fim.
Não acreditava que a velocidade desse tornado fosse acalmar, mas logo após seguiu-se uma brisa leve e vi que na tranquilidade de um vento suave estava a calmaria e a resposta que precisava.
O melhor disso disso tudo é que seus ventos não levaram minha essência, a brisa que me atingiu me fez ver que as tempestades podem ser intensas, porém passageiras. Fazem estragos, mas não impedem recomeços...
Amor galopante
Em cavalo branco, com mantas douradas sai por aí
Todo faceiro, menino arteiro sai saltando morrendo de rir.
Se encontra o vento, com meninice começa brincar
Se encontra uma brisa faz nela um agrado e a faz sonhar.
Menino faceiro sai pelo mundo fazendo sonhar
Com sua chegada faz lindas donzelas de amor suspirar.
Menino sapeca passeando esta noite passou por aqui
Apresentou-me o amor e saiu por aí morrendo de rir.
Você
Das lágrimas fiz um riacho
por onde a dor escoei
Foi descendo as correntezas
que um belo riso encontrei
De sorriso florescente
renasci naquela manhã
E de repente encontrei brisa,
em você, meu amanhã.
Quando rabisco não sou eu,
apenas a caneta é que resvala
trazendo o que a brisa soprou
e dela revelo, aos poucos, cada fala...
Veio um verso de amor
que a brisa logo soprou
com ciúmes e mau humor
do meu verso não gostou
Disso eu já bem sabia
faço simples versos de amor
que nenhum coração extasia
ou bate feliz em clamor
Como poeta sou uma
e para escrever sou atleta
posso ser um verso de espuma
ou uma pedra que te acerta
A brisa sempre é um alento,
não para, leva e traz recados,
percorre as paisagens do tempo,
tocando a face dos enamorados
É ou não é? Quem mais?
Às vezes canso da poesia que capto no ar, seja pela brisa constante ou dentro de um colorido olhar. Deixo - a de lado por um tempo, em versos não a transformo, pesam as palavras e tremo, a mente não tem a força exata e tudo se dissipa como frágil fumaça...
