Poemas de Beijo
Olhos pretos, voz suave
Sorriso que me invade
Beijo pela metade
no meio da escada
no fim de uma tarde
Se ao menos por um instante fosse permitido
Tudo faria muito mais sentido
Se nesse momento o relógio marcasse mais lento
O tempo ficasse mais frio
E a nossa distância fosse por um fio
Eu iria matar toda essa vontade de ti
Que senti e não vivi
Amores vazios e ainda sim estamos lá, há quem nos dê a mão?
Mas eles nos traem com um beijo,um abraço eu sei lá quantas tantas mais,devemos viver do nosso jeito,sempre tentando melhorar,ontem me falaram que me ama,essa palavra o mesmo que disse lhes vez recuar,amor vazio de espírito opaco,no papo é melhor nem comentar,melhor só do que mal acompanhado que nada é isso que eles querem te ensinar, encontramos alguém e queremos dominar,sem se quer dominar nossas próprias vidas...
Por acaso é possível um pássaro ter liberdade dentro de uma gaiola, não enrola,e nem se enrola,a ideia de ficar junto não é essa ,a ideia de liberdade não é a que vemos ou vivemos,falam de um Cristo preso na cruz entre quatro paredes e um teto,por acaso ele não estava com você lá no seu íntimo,no seu deserto,a imensidão que você é, é bem maior do q possa imaginar e toda partícula do seu corpo ele está lá,não se prenda,e não os prenda,aprende a viver sem culpa,e sem medo…
Jeferson Pereira
E entre uma conversa e outra, alguns beijos e cafuné...
O dia já se foi embora
e a gente nem deu pé.
' NA AMPLIDÃO '
Esqueci o gosto do primeiro beijo que
você me deu.
Apaguei o brilho dos teus olhos nos meus
Já não sinto teu cheiro impregnado em minha pele; como se fosse ontem.
De teu amor não sinto fome .
esqueci seu abraço apertado
Como um imã em meu coração grudado .
Pois, você foi embora,
Por este mundo afora.
Deixou-me navegante,
Sem remo, sem bússola,
numa grande solidão,
a mergulhar na tristeza ;
que assolava meu coração.
Você partiu de repente,
dando um nó em minha mente,
Deixou um sorriso frio,
e um olhar distante.
Não sou orgulhosa,
Tão pouco presunçosa;
a vida árdua, a labuta,
fez-me forte, esperançosa !
Da vida não abro mão
a vida segui em frente,
Ainda ao entardecer ,
Pra ver na imensa amplidão
O raiar de um belo dia,
O brilho do sol ao nascer !
Sem deixar germinar
a semente,
daquele olhar sem brilho;
ao me olhar diferente.
Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados sob a Lei -9.610/98
-Primeiro beijo
Eu me sentia nas nuvens. Quando ele pela primeira vez tocou em minhas mãos e me entregou por completo o seu coração.
Não conseguia sentir os meus pés no chão, quando você me tocou para sentir os batimentos do meu coração.
E você valeria todo esse sacrifício, Amor. Afinal, amar sem ser amado é como se jogar de um precipício.
Vamos nos encontrar, no nosso mesmo lugar. Finalmente vamos dar nosso primeiro beijo sob a luz do luar.
Meu primeiro amor.
Meu primeiro amor que não me trouxe dor.
O primeiro em muitas coisas, o primeiro a me fazer enlouquecer com coisas absurdas.
O primeiro a me tocar sem me machucar.
Ele foi o primeiro a me amar, E nunca esquecerei Que foi o primeiro a me beijar.
- Sweet ignorantia
Amor meu, dê-me um beijo e,
me leve novamente para a doce ignorância.
Pois o excesso de lucidez quer me engolir!
Preciso sonhar um pouco,
assim como os sonhadores o fazem.
Pois assim vivem todas as coisas;
até os confins do universo sabemos que,
por regra há de ter equilíbrio em tudo.
Precisamos da noite, e depois do dia.
Ansiamos o verão para logo depois,
esperar o inverno.
O caos só é caos pois existe a ordem.
Me deleito então em seus braços,
braços esses que busco com sede insaciável;
pois sei que meu âmago não suportaria,
uma vida em total lucidez. Necessito...
Necessito de ti amor meu! Me resgate!
Me embebede com as ilusões, faz-me crer que,
nesse mundo há segurança, há sentido, há amor..!
E viveremos eternamente: outrora nos puxando,
outrora nos empurrando.
Pois vê-se a ambivalência, hora lhe faço bem,
hora lhe faço mal. E num sonho vou me arrastando,
nessa doce ignorância. Sem consciência de que,
tão miserável e sem sentido qualquer: essa sou eu!
natal
o ano já está no final e nesse mês já é natal um beijo pra 2024 não sei vocês mas eu surtei o ano inteiro eu só conversei meu pix de 1 milhão eu não ganhei eu aprendi mas eu nem estudei o mês passado apanhei com 3 mas eu sei que vai ficar tudo bem no ano que vem [batidão]
fimm
O Anti-Romântico
Ele não quis saber da novela
nem do beijo na TV.
Indagava um diplomata temeroso do novo líder,
consciente dos riscos de tirania.
Não via heroísmo em guerras —
soldados também eram vítimas.
Não enxergava professores como donos da verdade,
apenas observava quem conseguia encher a maior bolha de gás.
Sentia pena da fama,
cárcere privado.
A raiva o tomava
quando ouviu dizerem
que se encontra dignidade na pobreza.
E ria, debochado,
ao ver abastados afirmarem que mereciam o que têm.
Não encontrava amor na religião.
Mas compreendia a necessidade de algumas muletas.
Contorcia-se com amizades de conveniência,
mundo de aparências: transações.
Sabia que eles guardavam uma gaveta de máscaras —
Quem escolheram ser hoje?
Quando viajava, procurava grafites nos muros,
via os que vagam na noite,
caminhava onde os estrangeiros temiam.
Via o trabalho como máquina de triturar gente,
a escola como uma caixa,
a educação como um bloco de gesso.
Não confundia sabedoria com acúmulo de saberes,
nem sabedoria com virtude.
Saber é saber, e só.
Fugia dos platonismos,
não idealizava.
Via a vida assim: carne crua, exposta —
e escolheu viver.
Toada _01
O beijo dado na boca
Muda de situação
Deixa o caba a paixonado
Acelera o coração
Deixa a mulher iludida
Abre no peito uma ferida
Acende o fogo da paixão
Chega assim a ter razão
No temor da despedida
Quanto melhor vivida
Melhor a vida
É só não vivê-la dividida
Mas de coração aberto
E um sorriso perto.
' MEL DE TEUS BEIJOS'
Por ti de amor sou louca
Voarei pelo céu de tua boca
e em teus lábios
Quero depositar os meus beijos,
Tu és sábio,
Conhece bem, meus desejos.
Como abelha que colhe o néctar da flor
Vou colher de ti para mim,
O néctar do nosso amor ....
És tu meu amado,
Eu sua abelha rainha,
Meu corpo colocado ao teu
Tua respiração junto a minha
... Nunca se esqueça ;
Meu grande amor é você,
nos teus braços quero me aquecer,
E com teus lábios ainda molhados,
O mel de teus beijos eu quero beber !
Lembrei de ontem que você me beijou a testa.
Senti o teu aroma fresco de lavanda ou alfazema?
Senti a tua voz aveludada em meus ouvidos.
Lembrei e depois esqueci.
Havia uma fotografia vetusta tua em minhas mãos.
Você sorrindo ao lado de alguém desconhecido.
Vi que era outono e flutuava folhas amarelas ao teu redor.
Um papel em branco me fazia querer escrever algo,
rabisquei um singelo versinho com as trêmulas mãos,
de criança que um dia corria pelos campos verdejantes
de minha primavera inocente.
A fotografia vetusta em minhas mãos,
aquela imagem amarelada te tinha ao meu lado.
Esqueci que você veio ontem me ver,
esqueci que você não estava mais aqui.
É por isso que fico olhado para o firmamento
tentando lembrar de mim, lembrar de te, lembrar de nós.
Carícias eternas
Mil flores te enviei,
Símbolo do amor que senti.
Mil beijos que te dei,
Lábios que se encontraram, corações que se uniram.
Mil carícias que realizei,
Toques que acalmaram tua alma.
Nas massagens, te aliviei,
Dor que se dissipou, relaxamento que se apoderou.
Nós, carinhos que compartilhamos,
Momentos de intimidade, laços que se fortaleceram.
Nossa conexão, um amor verdadeiro,
Flores, beijos, carícias, um amor que permanece.
BEIJOS:
.
Onde permanecem os beijos,
quando não estão nos lábios?
Alguns repousam na espera(nça),
outros despertam na lembrança.
Sentir teu cheiro me leva ao passado,
Teu beijo me faz sonhar com o futuro.
Nossa história é complexa, surpreendente,
Nosso desejo, voraz e impuro.
Simples e insano, obsceno e ardente,
Como explicar algo tão evidente?
Como esconder um amor gritante,
Se és chama viva, incandescente?
És fogo que queima, que arde e consome,
És vida, és tudo, és meu próprio nome.
És o desejo que não se apaga,
A chama eterna que sempre me embala.
Saudades do teu carinho,
Dos teus beijos, teu jeitinho.
Saudades dos teus abraços,
Do teu cheiro em meus espaços.
Saudades de olhar-te inteiro,
Perder-me em teu olhar tão certeiro.
Saudades de te admirar,
Sem pressa, só pra te amar.
Saudades do gosto teu,
Do toque que já foi meu.
Saudades da tua voz,
Que acalma e aquece nós.
Saudades de te ver sorrir,
E junto a ti, me redescobrir.
Saudades, imensa saudade,
Saudades de ti, de verdade.
Título: Única Rede.
Quero me conectar com almas.
Não celulares com internet,
Quero beijos, boca a boca,
O velho toque, tête-à-tête.
Aqueles amores de época,
Onde não havia telefone,
Onde não havia rede,
Pois a única era da varanda.
Quero amores de verdade,
Onde não havia grande vaidade,
Onde não precisava fotografar,
Para enfim na alma guardar.
Hoje tudo é tão ligeiro,
um amor que nasce e some,
sentimentos descartáveis,
feito stories, sem importância,
sem lembrança, sem nome.
Desliza a tela... some.
Título: Centelha.
Quando te beijo,
me sinto inteiro.
Quando te desejo,
o calor sobe ao peito.
Das juras, a comunhão.
Da promessa, a perdição.
Quero-te junto, comigo,
comovidos, vividos, crescidos.
Do fruto, a beleza,
vinda de nós —
corpos que geram
uma nova princesa.
O resultado do calor,
do amor,
do esplendor,
do sonho,
onde tudo tem valor.
Quem sabe
a ideia de criador
não me assuste mais...
Uma versão pequena
que, por enquanto, é nossa —
Em breve, centelha.
