Poemas Anjos de Pijama Matilde Rosa Araujo

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A Rosa do Deserto




Existe um lugar no deserto onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo dourado vermelho refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto onde o amor de longe está perto
Se banhando nas águas do lago me chamando de seu namorado


Eu vou caminhar no deserto quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundado na areia
Quente e bela da minha sereia


O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos meus suprimentos
Uma garrafa grande de água


Mas eu vou caminhar o deserto procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desatina por nada

Existe um lugar no deserto
onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo vermelho dourado
refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto
onde o amor será descoberto
Se banhando nas águas do lago
me chamando de seu namorado

Eu vou caminhar o deserto
quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundando na areia
Quente e bela é a minha sereia

O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos suprimentos
Uma garrafa grande de água

Mas eu vou caminhar o deserto
procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desanima por nada

E quando eu tiver encontrado
se banhando nas águas do lago
quero provar seu abraço apertado

me chamando de seu namorado
me senti protegido e amado
ao saber que existe aqui dentro
no calor desses meus pensamentos
uma linda Rosa do Deserto
se banhando nas águas do lago

A rosa branca no meu peito,
É que estou enlutado,
Pelo amor que dentro dele morreu.

Pertencimento


Eu pertenço a mim
Minha baba é rosa
Tenho saliva
no canto
do travesseiro
quando acordo


Sou uma
caça perfeita
Sem alvo fácil
Engano as
Peculiares
lágrimas
quando
Vejo a noite
Engano
O silêncio das
Certezas

ABSTRAÇÕES
Os meus olhos sustentam a lua
A rosa controla o beija flor
E os insetos fazem seu trabalho
As colunas que sustentam
a terra teu seus imãs
A terra fecunda germina a hortelã,
E a rebeldia dos anjos
Cria a harmonia entre o bem e o mal...
Daí surge a paixão
Que tinge de rubro mercúrio,
E o amor que tinge de opala a lua
A saudade que preenche os oceanos
e o que somos além de Abstrações???

Meu diamante!




Vi uma rosa vindo na minha direção flutuando entre as árvores, parecia que tinha asas, parecia até mesmo com uma fadinha,


ao pousar em minhas mãos ela se transformou imediatamente num diamante,


surpreso e sem entender, comecei a sorrir alegremente sem parar,


então, ao levantar o belo diamante em direção a luz do sol pude ver todo o seu brilho e o seu poder iluminado logo tomou conta de mim,


foi ai que olhei para dentro do diamante e enxerguei profundamente no seu reflexo os traços perfeitos do meu destino.


Convencido! Percebi o quanto você é o meu amor é o meu diamante.

Rosa dos ventos




E o que vêm depois do fim?


Talvez, chuva de amor no deserto, pode ser ventos levando sonhos possíveis ao topo das montanhas, ou quem sabe, ondas gigantes trazendo novos começos de amor,


Não custa nada imaginar o bem que se faz ao acreditar naquilo que poderia ser impossível momentaneamente, mas que pode nos surpreender como forma de magia ou mágica aparecendo instantaneamente,


Uma rosa entregue a pessoa amada em meio as nuvens escuras e os ventos fortes não pode ser tratado como um adeus, deve ser pensado como um ato de esperança, um desejo de não deixar se perder no tempo o que foi construído mesmo que algumas poucas pétalas de rosas saiam por ai vencidas pela tempestade.

No tom certo


O tom de azul, lembra o céu perfeito,
Os tons de rosa, lembram as flores e tem até cheiro,
A cor amarelo lembra alegria, empolgação, divertimento,
A cor branca nos trás paz, unidade, recomeços,
Mas a cor vermelha lembra fome, lembra calor, lembra charme, é a que mais se identifica com você.

A rosa do deserto


Um dia caminhando pelo deserto escaldante, me deparei com uma única flor,


Sua cor vermelho com tom forte chamava atenção, sua luta pela sobrevivência era de se emocionar,


Passei a rega-la todos os dias e também disponibilizei sombra para ela não derreter,


Por um longo período deu certo e ela era tão bonita e tão cheirosa que embelezava todo o deserto,


Um certo dia, fui levar mais água e sombra fresca, porém me deparei com pegadas de raposas e apenas duas pétalas caídas,


Caminhei pelo deserto dias e noites a sua procura na intenção de salvá-la ou pelo menos saber o que aconteceu com ela,


O sol está me matando hoje, estou com sede e quase sem forças, no entanto as minhas esperanças não morrem,


É meio dia, sol a pino, vejo a meia distância uma flor vermelha vibrante, me aproximo, me aproximo mais e mais, então percebo que era apenas uma miragem,


Olho para a areia e vejo duas pétalas vermelhas caídas, escuto o barulho distante da correnteza de um rio,


Ao alcançar um precipício, vejo água em abundancia, sinto o cheiro inconfundível daquela rosa,


Uma alegria incomum toma conta de mim, porque do outro lado do rio lá está ela viva, exuberante e feliz,


A rosa que tanto cuidei e aprendi a amar, o deserto tentou tomá-la, mas ela de alguma forma venceu as feras, os dias e as noites ruins só pra mim fazer sorrir novamente,


Foi dessa forma e com esse impeto incansável pela vida que eu aprendi a amá-la.

⁠Áries solar
Lua em Câncer
Rosa e espinho
Raio e trovão
Arco e flecha
Som e música
Dose letal.

No silêncio vermelho do fim de tarde,
teu olhar se esconde entre coragem e medo,
e na rosa que treme nas minhas mãos
vai tudo aquilo que nunca coube em segredo.


Te vejo frágil, mas tão infinita,
como quem sente o amor antes de entender,
teu gesto tímido diz mais que mil palavras,
e meu mundo inteiro aprende a te querer.


Se o tempo ousar nos testar com distância,
que ele encontre em nós raiz e permanência,
porque o que nasce assim, tão verdadeiro,
não se desfaz — só cresce em resistência.


Então fica…
mesmo no que não é perfeito,
mesmo quando o coração duvidar de si, porque amar você não foi escolha nem acaso,
foi destino me encontrando em você — e eu, enfim, em mim.

O criador
A criatura
O cravo
A rosa
O paraíso
A moda
O jeito
A prosa
O parque
A água
O céu
A nuvem
O bem
A casa
O homem
A mulher
O filho
A filha
O cristão
A família

O meu primeiro amor foi uma rosa, bem rosa, linda, e tinha o cheiro da minha mãe.
Mas ela murchou!


O meu segundo amor foi uma borboleta, linda, dourada feito ouro, tentei guardá-la numa caixa.
Mas ela fugiu!


O meu terceiro amor foi uma estrela, linda,
mais brilhante que um diamante, pensei que seria minha para sempre.
Mas, ela caiu no mar!


- Então eu aprendi que o amor é desapegar-se sem jamais esquecer a luz que nos tocou um dia .


Haredita Angel
07.03.26

Você.

"Você o meu verso, a minha prosa.
O meu sonho cor-de-rosa...
A minha música preferida,
que hoje eu não canto mais..."
☆Haredita Angel

O Espinho da Alma

Você olha o jardim e só vê o que fere,
Julga a rosa tão linda por ter proteção.
Aponta o espinho, diz que não tolera,
Mas esquece que a flor não tem má intenção.

É fácil culpar a defesa do outro,
Quando o seu próprio peito é um campo de dor.
Você rasga as pétalas, faz tanto alvoroço,
Mas no fundo, o espinho é o seu próprio temor.

Quem fala mal do espinho da rosa,
Só quer arrancar o que fere por dentro!
Disfarça a ferida, a alma espinhosa,
E joga na flor o seu próprio tormento!

A rosa não ataca, ela só se defende,
Faz parte do ciclo, do jeito que é.
Mas quem tem espinhos na alma não entende,
E tenta cortar pela raiz, pelo pé.

Olhe no espelho, encare a verdade,
A flor não tem culpa da sua tempestade.
Abrace os espinhos que moram em ti,
E deixe a rosa florescer por aí!

Quem fala mal do espinho da rosa,
Só quer arrancar o que fere por dentro!
Disfarça a ferida, a alma espinhosa,
E joga na flor o seu próprio tormento!

Aqui está a poesia e a música que você pediu!

A Flor e o Espelho

A flor encanta, o toque fere,
O dedo aponta, o medo insere.
Critica o espinho que a rosa sustenta,
Esquecendo a dor que na alma aumenta.

Quer podar o outro, arrancar o perigo,
Mas é seu próprio ego seu maior castigo.
O que te espeta no alheio jardim,
É o seu espinho, brotando em mim.

Quem fala mal do espinho da rosa!
Quer arrancar o que em si repousa!
Quer tirar de si, a ponta afiada!
Numa busca em vão, por estrada errada!

O espelho reflete, a mão se recolhe,
O que o peito esconde, o olhar não acolhe.
Aceite a ferida que a flor traz consigo,
Antes que o espinho se torne o abrigo.

O Cadáver da Rosa e o Silêncio das Palavras
​A rosa é a simplicidade da beleza de um cadáver já em decomposição orgânica. Ela se desfaz enquanto serve de adorno, fazendo do seu perfume o último suspiro de vida. Esse aroma dispersa o pólen em um mundo transbordante de palavras isoladas, mas escasso de verdadeiras narrativas.
​No silêncio, a rosa murcha e seca, feito uma alma que se esvaziou de sentimentos, embora ainda a achem linda ali, estática no centro de uma mesa vazia. Enquanto isso, vozes fanáticas viajam pelo tempo e pelo espaço, ecoando distantes em sua linguagem única.


Por Celso Roberto Nadilo

"Eu nunca te dei flor, dei amor.
Será que aquela rosa, uma pétala, foi o que faltou?
Eu nunca te dei flor, mas dei amor.
Não lhe recitei, por não ser escritor.
Não lhe cantei, pois não sou cantor.
Fiz-lhe serenata em meus braços, o brilho em meus olhos ao lhe vislumbrar era o trovador.
Cada lágrima, que escorrera quando você se foi, caíram como as pétalas daquela rosa, que jamais lhe encontrou.
O beijo que lhe desnudou a tez foi uma arte abstrata que lhe pintou.
Todo aquele que lhe recita bodas e na noite lhe da flor.
Sinto em dizer-lhe, amor, mas é um enganador.
Sei que Deus me castiga por ser pecador.
Mas o castigo da sua ausência é demais pra alguém que demais amou.
Mas sei o que ao inferno da solidão me condenou.
Por ser extremamente apaixonado por ti, eu falhei, pois lhe dei amor.
Mas nunca te dei flor..."

Nós e as Flores 🌹


Se o amor fosse jardim, o nosso teria seu nome.
Você seria a rosa que desabrocha devagar,
e eu o sol teimoso que insiste em te aquecer
até a noite virar dia no seu olhar.


A gente briga igual chuva de verão:
molha, bagunça, mas faz florir depois.
A gente se perdoa igual perfume:
chega quieto e fica na pele um do outro.


Me dá sua mão que eu planto promessas.
Me dá seu tempo que eu cuido das pétalas.
Pra gente ser casa, ser colo, ser chão...
e todo dia, escolher se regar.


Porque nós dois, amor,
somos raiz e flor no mesmo vaso.

Por Celso Roberto Nadilo
No profundo sentido.


​Do rosa ao vermelho, na natureza inteira,
A beleza que paira em nossa alma e coração.
Saberão as novas gerações, de alguma maneira,
Manter essas cores vivas na memória e na canção?
​Em vidas corridas, na urgência de existir,
Busca-se o crédito, a perfeição, a ilusão.
Esquecem que no apressar-se para fluir,
Dão início à própria aniquilação.
​O pôr do sol torna-se invisível ao olhar,
As coisas singelas são tidas como banais.
Como entenderão que a lua vem para abrigar
Os amores puros, infinitos e imortais?
​Desejos e emoções são sentidos notáveis,
A paixão é instante único a brilhar,
Como a bruma nas madrugadas serenas,
Que os ventos dos montes fazem surgir no luar.

⁠O rouxinol está
no meu ombro,
a rosa na mão
e você continua
dentro do coração.

Bem longe está
o pensamento,
a poesia subiu
o Monte Uhud
e o sentimento.

Sou a poetisa
dentro de ti
em escalação,
Rumi anda
dando a mão.

E assim te dou
o meu místico
amoroso silêncio,
e me possui como
favorito domínio.