Poemas Anjos de Pijama Matilde Rosa Araujo

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⁠Eu estou cansada destes poemas.
Cansada do politicamente correto.
Cansada da linguagem culta da língua portuguesa.
Cansada dos meus versos, linhas.
Cansada das tonicidades, rimas.
Eu preciso descansar e dizer o que há em minha cabeça.
Mas tudo agora soa incerto.
Eu não quero criar incertos sobre meus lemas, não.
Eu quero falar o que sinto e largar os poemas.
Pois quanto mais eu escrevo, mais coisas se vão.
Me faça chorar de novo, esquecer estes dilemas.
Faça eu esquecer que preciso ser perfeita,
E por fim, mostre a mim que humana sou.
E que chorar não é errado, quando se vem do coração.

Inserida por aryhn

"Passei a escrever poemas,
depois que meus olhos viram os teus.
Que minha boca beijara a sua.
E, que meu corpo tocara o seu.
Passei a escrever poemas,
depois que minha alma encontrou a sua!"

Inserida por venusbabi

⁠Pego os problemas
Transformo em poemas
Mando meu desabafo
Contra todo descaso
Que o governo gera
Muitos na miséria
Desemprego cresce
O dólar sobe e o real desce
Nas escolas falta professores
Nos hospitais doutores
E o governo mete a mão na grana
Compra parceiros da câmara
Para não perder o poder
Que a oposição também quer ter.

Inserida por 10uilton

A mesma terra que dá frutos
também dá flores e sarças
a mesma lua dos poemas
traz maremotos e problemas
as mesmas flores que as abelhas
beijam pra fazer o mel
produzem espinhos
enquanto recolhem
inocentemente
os raios de Sol que vem do Céu
na mesma noite em que
alguns descansam
outros, felizes, dançam
alheios àqueles
que em outros cantos
nada mais esperam
somente se desesperam
a mesma terra que alimenta
muitas mulheres e homens
muitas vezes traz a fome
e no final, invariavelmente
recobre tudo isto
alegrias e tristezas
embaixo da terra somem.

Inserida por edsonricardopaiva

Escrever poemas de manhã
Escrevo pra filha, mãe ou irmã
Dizer que acordei e pensei em alguém
Não me venha com essa
O amor não dorme
e vive com pressa
Escrever poemas à tarde
Falando do dia frio
É poema pra amor tardio
Amor que não arde
É amor que ficou na saudade
Amores com dor
Inspiram os poemas noturnos
Poemas soturnos
de coisas que foram sentidas
Diuturnamente
Mas passaram
E a gente não sente
É amor que viveu
e não levou à nada
Os melhores poemas do Mundo
São escritos na madrugada.

Inserida por edsonricardopaiva

Vou cantar belos poemas em sua homenagem
O lugar não importa...
Desde que seja ao teu lado...
Sussurros carinhosos ao seu ouvido...
Apreciando seu lindo sorriso...
Acarinhando sua pele excitada de desejos...
Que inspiram inconfessáveis sentimentos...

Inserida por ricardo_barros_1

Sonhos, pensamentos e visões

Estranhos...
ou
Distópicos?

Sonhar poemas e escritas, que vão:
além-túmulos,
além camas e divãs.
Além, além, muito além!

Firmes e acabadas,
as palavras são criadas enquanto durmo,
mas fenecem ao raiar do Sol,
logo ao me acordar.

Então, matuto:
__ Para onde foram, afinal?
__ Seguem para um mundo paralelo?
__ Ou para outra dimensão de mim mesma,
... para, assim, esculpidas no sutil,
permanecerem gravadas na minh'alma?

. . . Pontos interrogam.
! Exclamações ! advogam e me perguntam (?)
, . As vírgulas e o ponto final, calados, não se expressam.
Mas, todos juntos, compõem, em surdina, vários mundos entre si!

abril/2021

Inserida por hidely_fratini

Os meus melhores poemas
são os que escrevo
quando as nossas bocas
melodicamente se unem
e as nossas línguas dançam.

Inserida por JoniBaltar

Escuridão


Já há alguns poemas que não te vejo
talvez estejas escondida entre os versos
ou entre as minhas amarrotadas madrugadas
aquelas que eu respiro na tua pele
cada vez que escrevo os meus
movediços e sonoros vazios
de amar-te até à exaustão dos poentes.
Sei que irei encontrar-te onde estou perdido
naquele lugar naufragado em mim.

Inserida por JoniBaltar

⁠Sinto-te
Sinto-te nos meus poros,
nas minhas insónias,
nos meus poemas,
nos gritos dos meus silêncios,
nas minhas húmidas palavras,
nos meus lábios, nas minhas veias,
nos meus dedos quando escrevo .
Sinto-te no amor que respiro.

Inserida por JoniBaltar

⁠Tu fazes dançar o meu coração,
coordenas os meus pensamentos,
invades os meus poemas,
despes-te nos meu sonhos,
amanheces os meu dias,
e nem te apercebes.

Inserida por JoniBaltar

⁠Quando olhas
para um poente
e sentes que, dentro do teu coração, chovem inéditos poemas, nas tuas veias correm melodias de solstícios e equinócios, então aprendeste a entardecer inteiramente na alma de alguém.

Inserida por JoniBaltar

⁠Os poemas que líamos juntos, foram escritos por nós dois.
Fomos autores da nossa própria história, e quando você partiu, tornei-me um livro incompleto, uma narrativa sem fim.
As pessoas tentam-me ler, mas as páginas estão incompletas e as que ainda existem, eles não intendem. Talvez ninguém nunca saberá ler-me da forma que você me leu.

Inserida por mileneabreu

⁠Ela deu um bom lugar para os poemas que um dia já rimaram, mas que hoje já não rimam mais.

Novas rimas para novas páginas.

Inserida por mileneabreu

Em silêncio revisitei os poemas

como forma de resposta poética

ao amor que encerrou as portas.

Ser amada é claro que importa.

Se crê naquilo que não vê,

não sou eu que vou mais

lembrar do que ficou atrás.

Deus sabe o quê faz.

Eu bem queria desacreditar,

já não te conheço mais;

muita falta você faz.

Inclusive, em datas solenes.

Um amor perene não se compra,

não se vende e não se prova;

amor que é amor é para sempre.

Amor que é amor encontra jeito.

Não sou mulher que se esqueça,

sou flecha que se honra no seio,

cumplicidade e amor bem feito.

O meu coração ainda chora.

Em oração escrevi as prosas

ao amor que importa muito

como se planta mil rosas.

O amor não escolhe outras vias.

Em recolhimento supero

a sua falta de diálogo,

eu assim decreto.

És o meu porquê, e eu a tua razão.

Uma tristeza de amor não cura

pelas mãos de outro amor

apenas se condena a secura.

O meu coração vibra, é feito de fibra.

Ontem, escrevi até um poema

no afã de te fazer país reconquistado,

foi letra semente para o amado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Os meus poemas sempre repletos,

- e incorretos

Não menos poemas e tão secretos,

- inteiros

Sempre tão cheios de solidão,

de mares, de lugares e de paixão,

São na totalidade uma declaração

de uma pomba que pousou na tua mão.



Eu tive que cantar, contar e escrever,

Os meus poemas se espalham por aí,

e eu bem aqui nesta tarde com luar

- mais uma vez -

ao encontro do sol beijando o mar.



Os meus dias vivem a te esperar,

Eu sou a tal orquídea a se 'abrir',

é deste jeito vivo a perfumar...,

- todos os dias -

Até você voltar (para mim).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pousem beija-flores e abelhas
na Sálvia-escarlate de poemas,
ousem florescer as palavras
de mel e amor para adiante
escrever as melhores cenas
seja de festejo ou romance.

Sem explicação se acenda
no nosso horizonte junino
a inspiração que se esqueça
de tudo aquilo que pese
na embarcação do cortejo
de São Pedro e São Paulo.

Com a benta chave em mãos
daquilo queremos você virá
na direção do mútuo pertencer,
porque assim tem sido escrito
o inexplicável e irá acontecer
com a glória do que é para ser.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠
'Não sei fazer poemas de
Helenas, Malenas, Falenas...
Só sei dizer que a vida é dura
pra quem é mole!"
Haredita Angel
24.04.17

Inserida por HareditaAngel

Perguntam sempre
se os poemas
que escrevo
são de fato meus,
Quando os mesmos
exibem os seus,
Não faço a mesma
pergunta para eles.

Não preciso disso.

Sou responsável
por cada verso,
rima e texto,
E até por cada
inspiração que
me vem emprestada.

Não preciso disso.

Se houver um dia
algo parecido,
Venha e fale comigo,
Coincidências
poéticas existem,
A vida é cíclica,
e sentimentos
sempre se repetem.

Sempre preciso disso.

Os poetas sempre
hão de ser por
mim homenageados,
Entrelinhas, rimas
e marcadores,
Até mesmo quando
pela memória não
consigo identificá-los.

Sempre preciso disso.

Do mesmo modo
que gosto de ser
lembrada os poetas
por mim sempre
hão de ser homenageados.

Eu preciso disso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠LXXXV

As revoadas de poemas
que vem desta cidade
para derrubar muralhas
alimentam a liberdade
onde quer que estejam.

Do estradão rumo
aos Caminhos do Frei Bruno
para muitos a paz sempre
acaba fazendo todo sentido.

Neste mundo que
ainda não se libertou
dos velhos hábitos da guerra:
O quê sempre se renova é
o amor que tenho por esta terra.

Inserida por anna_flavia_schmitt