Poemas a um Poeta Olavo Bilac
"" Às vezes comparo o poeta com o mendigo,
mendigando palavras
na cadência dos versos
tenta amenizar a dor
porém nunca o comparo com um rei
que comanda as palavras
é sábio
só não dá valor
por isso não entende
por que o poeta é mais amado
pois não tem o poder ao seu lado
mas tem sempre um grande amor...
"" O poeta chora a dor que não é sua
tem prazer que só na alma inventa
planta flores no meio da rua
ser poeta não é viver
é imaginar e sonhar
verdades no mundo da lua...
" Ao poeta que não sou, desejo sorte
sorte no amor,
sorte no jogo,
sorte na vida
ao poeta que não sou, desejo sobrevida
constâncias, coerências
e muita, mas muita
paciência
ao poeta que não sou, desejo a alegria de um verso
a magia de uma gota de orvalho
e a beleza do beijo da amada
ao poeta que não sou, desejo estudo
para dissipar toda a ignorância
do poeta que eu acho que sou...
" Ao poeta que não sou, desejo estudo
para dissipar toda a ignorância
do poeta que eu acho que sou...
O meu nome é poeta,
a saudade é a minha
companheira...
Todas as vezes que
lembro dos seus beijos,
as lágrimas me visita...
Machucaram a alma
do poeta, e nem
perguntaram se as
lágrimas cessaria(...)
Foi pejorativo, ouvi
de quem recebeu
tanto amor(...)
Passaram se os
anos, e o poeta
aprisionou dentro de si
um amor para toda vida(...)
Meu nome é Everton Lima.
Minha arte é ser poeta.
Meu instrumento é a caneta,
e tem a medida certa
de tinta, para escrever
a minha história completa.
Sou poeta raiz do meu nordeste,
uma lenda na arte do improviso.
O meu verso pesado corre liso,
desbravando esse rincão agreste.
Rima pesada de um caba da peste,
que defende a cultura sem descarte.
Sempre há alguém que em alguma parte
ignora a minha rima, então.
São alguns colegas de profissão,
que, por inveja, ignoram minha arte.
A inspiração de compor me invade.
A adrenalina me completa
e eu me transformo
num poeta que beira a insanidade.
O sentimento intenso de liberdade
me faz cantar até a saudade
e mostrar pra ela o quanto estou vivo...
Não sei se isso é alucinação.
Também não espero uma opinião.
Sou apenas um poeta
em êxtase criativo.
O poeta do autêntico cordel
com a água da cultura mata a sede.
Ao chegar no barraco do saber,
põe no chão o bisaco e arma a rede.
Conhecimento com ele sempre vem,
mesmo assim, se esforça,mas não tem
uma placa do YouTube na parede.
A poesia é a alma do poeta
O poeta é a alma da poesia
A caneta é a ferramenta de intermédio
Que no papel estabelece uma sintonia
Explorando um novo universo
Onde a alma está desperta
O ego se encontra ausente
Numa viagem sem partida
Se encontrando em cada verso
Num processo de descoberta
Brilhando intensamente
Toda a luz que é a vida.
O poeta é entendedor
Da cultura popular.
Vai do sertão a Europa,
Sem sair do lugar.
Conhecedor do passado,
Do presente é letrado,
Não tem como comparar.
Pra o futuro é diplomado,
Com a imaginação vai além.
Já o profeta é enganador,
Falando o que lhe convém.
É um Grande apostador,
Pensando que é doutor,
Tentado enganar alguém.
Óh! Quem poderá me entender?
Eu, poeta viajante,
caminhando solitariamente na senda da vida;
Elevo-me em espírito, como resultado
de uma vida extremamente contemplativa.
Vida reflexiva que me desenvolve o intelecto;
E faz-me notar a real e linda paisagem do invisível.
Nota, tal paisagem, o espírito elevado à sensibilidade,
Que aprendeu a suplantar a todos que o cercam,
E que tentam com sua “inocente” presença,
Ofuscar o brilho desta contemplação.
Mas à ela “entrego meu espírito”.
Porque mesmo com o implacável ataque dos outros -
“Que não nos compreendem”-,
Aprendi a ver vida, onde jaz a morte;
Aprendi a inalar e perceber o bom e suave cheiro de nascimento,
Que sai de Dentro de uma tumba fria!
Aprendi a sentir o calor no frio e o frio no calor das aflições.
Aprendi a cultivar a febre!
Porque aprendi que os que amam, também a sentem.
Aprendi a visualizar o bonito no que é feio.
A alegria na tristeza.
A riqueza na pobreza.
A turba na solidão.
E a solidão no meio da turba.
A ver sorriso em meio ao choro.
A ver maturidade na jovialidade.
E até a me entregar a esse amor!!!
Aprendi a ver a todos com os olhos vendados.
E a estar presente com minha ausência.
Aprendi a fazer com que soubessem que estou presente na ausência,
Mas a não quererem sentir falta dela.
Isto requer ter habilidade de um artista.
Aprendi a ensinar que quando dou a entender que estou confuso,
Façam saber que sei o que estou fazendo.
Isto é confiança!!!
Mas uma confiança conquistada com o tempo e a boa percepção das coisas.
Aprendi,
Que os poetas são de fato como as estrelas.
Que apenas devem aquecer de longe;
Mas, se se aproximam muito, queimam.
Enfim: aprendi que não devo queimar ninguém...
”O tempo não para”
disse certa vez o poeta
E acredito que seja verdade,
mas para onde ele corre,
se amanhã é tudo igual,
mesmo parecendo novo?
o poeta está cansado
todo mês a mesma coisa.
todo dia: tentativa!
erros e derrotas
todo dia: no caminho!
não parou um segundo
nessa luta interminável
entre a vida e a morte.
Tem dias que é difícil escrever
Não existem palavras,
Somem no labirinto da mente,
O poeta fica perdido dentro si
Sem conseguir se encontrar.
Eu gosto de ser Poeta
Porque fujo da verdade
E não tenho obrigação
De dizer veracidade.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
18/03/2024
O Poeta e Escritor
Vivem em várias luas
Fogem da realidade
Vêm e inventam as suas.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
18/03/2024
Todo poeta na vida
Dá seu melhor, vai além
Pois o seu objetivo
É dar mais do que ele tem.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
24/04/2024
