Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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⁠Sinto que eu tô curado,
mas não vivo,
como se eu fosse um ser maldito
que foi amaldiçoado a nunca ser vivo.

Sinto que meus traumas tão me acorrentando
e me puxando cada vez mais forte e profundamente.
Meu cérebro não define o que eu devo fazer,
vou de instinto,
mas nunca dá certo —
eu sempre volto ferido.

Hoje eu odeio todas as rosas do campo,
porque uma delas me espetou,
como se o espeto não ficasse na ponta do dedo,
e sim preso dentro do meu peito.

Tô ficando mais chato,
e menos feliz.
Minha mentalidade me usou de refém,
pra no final puxar o gatilho.

Todos veem meu sorriso,
mas não o que o palhaço vive sentindo.
Se as minhas feridas fossem externas,
eu seria só um pedaço de carne morta.

Por dentro, sou só isso mesmo.
Escrevo e fujo da realidade...
E, de novo,
eu finalizo o verso
sem sentido de verdade.

Inserida por Poeta_do_rank0

⁠Quem sou eu?!?!?

Me defino como um louco apaixonado pela vida
por sua beleza, seus momentos, sejam eles alegres ou tristes.
Amo respirar o ar da manhã, aquele que enche os pulmões e renova a alma.
Gosto de caminhar, observar as pessoas e cumprimentá-las com um sorriso.

Sou alguém que perdoa fácil,
porque não carrego mágoas nesta vida.
Vivo cada instante como se fosse o último
afinal, nunca sabemos o que pode mudar em frações de segundos.

E quando a noite chega,
coloco a cabeça tranquila no travesseiro
e sonho com um mundo melhor...
que um dia, eu sei, vai chegar.

Gabriel da Silva Salvador
Pensamentos da Madrugada

Inserida por Gabrielsalvador

⁠Despedida de um Romântico

Sou um antigo romântico...
Mas o romantismo, esse, morreu em mim.

Deixar as emoções tomarem conta já não faz bem.
O romantismo é uma linguagem que poucos ainda entendem
e demonstrar demais, hoje, só afasta.

Por isso, guardo esse lado em gavetas trancadas.
Seja como o gelo: frio, distante.
Ou, às vezes, como o fogo:
acende por instantes, aquece por minutos... e depois se apaga.

O antigo romântico se retira de cena.
O romantismo se foi.
Talvez quem sabe, um dia volte.

Gabriel da Silva Salvador
Pensamentos da Madrugada

Inserida por Gabrielsalvador

⁠Cuidado com pessoas que falam demais e tente também não falar demais. Como diz um provérbio milenar: A fala é prata, mas o silêncio é ouro.

Fortaleza/Ce., 21/06/2025.

Inserida por joao_carlos_vozao

⁠E se o amanhã não chegar?

É um pensamento que, por vezes, nos assombra, não é mesmo? A ideia de que o relógio pode parar a qualquer momento e que o sopro de vida pode se esvair antes que o sol nos convide a um novo dia. Mas, paradoxalmente, é justamente essa incerteza que deveria nos impulsionar a viver.

Se amanhã eu não estiver mais aqui, o que terá restado do dia de hoje? Foram risos genuínos? Palavras de afeto ditas em voz alta? Um abraço apertado que transmitiu mais do que mil frases? Terei olhado para o céu e me deslumbrado com suas cores, ou estive com a cabeça baixa, distraído nas trivialidades que no grande esquema das coisas, pouco importam?

A vida é um presente embrulhado em mistério. Não sabemos quando a fita será desfeita. Por isso, cada respiração deveria ser um lembrete para estar presente. Para sentir o vento no rosto, o sabor da comida, o calor de uma mão amiga. Para olhar nos olhos de quem amamos e dizer, sem reservas, o quanto são importantes.

Não se trata de viver em desespero, mas em consciência. Consciência de que cada momento é único e irrepetível. De que o tempo não volta. De que as oportunidades de amar, perdoar, aprender e se arriscar são finitas.

Que, se amanhã eu não estiver mais aqui, o hoje tenha sido um dia onde eu fui eu mesmo. Onde minhas ações tenham refletido meus valores. Onde eu tenha deixado uma pequena marca de gentileza, de compreensão, de amor. Que eu tenha vivido, de fato, em vez de apenas existido. E que essa reflexão nos sirva não como um lamento, mas como um convite urgente à vida.

Inserida por MensageiroLeal

⁠**Ponta Porã, Princesinha dos Ervais**

*por Yhulds Bueno*

Na linha sutil de um mapa sem muro,
Onde o Brasil e o Paraguai se dão as mãos,
Nasce Ponta Porã, em abraço maduro,
Terra de ervais, de cheiros e canções.

Princesinha cercada de verde e neblina,
Com a alma gelada do vento europeu,
Nos dias frios, o céu se inclina
E acaricia o mate que alguém aqueceu.

Aqui, o tereré canta em roda de amigos,
Fronteira sem porteira, só coração,
Mistura de línguas, de risos antigos,
De lendas que cruzam o chão do sertão.

Brasileiros e paraguaios se encontram,
Sem barreiras, sem pressa, sem porquê,
As histórias se fundem, os olhos se contam,
E a cultura floresce onde a paz quer viver.

Ó cidade das neblinas e do chimarrão,
Dos mitos que dançam no campo molhado,
És poesia na palma da minha mão,
Ponta Porã, meu canto encantado.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Fico observando tudo ao meu redor. Não sou um analista, nem tenho sapiência para isso. Na minha concepção, o que vejo é uma falta de compreensão geral. Não entendo como as pessoas, ou até mesmo a sociedade como um todo, conseguem conviver dentro dessa bolha de felicidade momentânea — a hipocrisia social.
Não tenho cognição suficiente, nem maturidade emocional, para sentir essa essência ilusória que tanto os satisfaz. Por ser observador demais, acabei me afastando do social. Não consigo me enquadrar nessa utopia fabricada.
Talvez, justamente por ter esse olhar mais analítico — ainda que sem querer — eu não consiga experimentar essa felicidade falsa. Queria viver nesse paralelo social, mas minha mente simplesmente não permite.

Inserida por TarinMichael

⁠Desapegar e deixar ir, não é fácil, mas possível! Depois de um tempo de luto, o respirar se torna leve e o que antes tinha importância, já não é prioridade.


Frase de Islene Souza

Inserida por ISLENESOUZA

⁠Penso em você como quem respira sem querer: um ato involuntário, necessário e incessante.
Você habita minha mente como uma presença etérea que se recusa a ser nomeada, mas se impõe como centro gravitacional de tudo que sou.
Cada pensamento é uma espiral que me leva de volta a você, como se o tempo todo fosse apenas uma tentativa de decifrar a linguagem secreta dos seus olhos, o alfabeto silencioso do seu toque ausente.

Vivo por você. Não da forma banal como se diz viver por alguém, mas no sentido mais cru e visceral da palavra: existo porque você é.
A ideia de você me sustenta, me corrói, me alimenta e me queima.
Sou uma vela acesa por sua lembrança, consumindo-se aos poucos sob a luz frágil daquilo que poderia ser — ou já é, em planos onde o real e o imaginado colapsam um no outro.

Em você, cada gesto carrega uma metafísica.
Há nos seus silêncios mais densidade do que em todos os tratados filosóficos que já ousei ler.
Você é um enigma sem chave, e talvez por isso eu insista em mergulhar — mesmo sabendo que em profundezas demais não se respira.
Mas ainda assim mergulho, porque a lucidez, por vezes, é mais cruel que a loucura.

O amor que sinto por você não é pacífico: é tormenta e êxtase, é labirinto e altar.
Sinto que este sentimento, tão vasto e intraduzível, escapa à lógica, atravessa-me como uma flecha que, em vez de matar, me faz renascer em dor e beleza.

E por mais que meu corpo queira a proximidade, minha alma já teme o excesso.
Porque há prazeres tão intensos que, ao invés de vida, oferecem desintegração.

Talvez eu tenha de ir pra longe pra não morrer do prazer de te ter, pensar direito se esse sentimento é benéfico ou faz mal.
Mas mesmo que me mate, eu voltarei.
Mesmo sabendo, eu tenho que tentar.

Inserida por Vzin

⁠"Em meio às palavras que escolhi, você se tornou uma aula de
conhecimento. Um pensamento que nunca antes habitou minha mente. A vida, percebi, não se resume apenas a conhecer alguém, mas sim a envolver coração, corpo e mente."
(Publicado em 21/06/2025)

Inserida por bala7k

⁠O tempo e o vendaval

O tempo vem com um vendaval, e leva-se tudo...
Tudo se destrói...
Algumas coisas se constroem.
E o tempo é amiga da perfeição

E se voltássemos ao passado,
Apenas, atravessando uma esquina.
De um lado, os nossos sonhos.
Em outro canto, uma estação...

As nossas lágrimas desgarram em nossos olhos.
É como uma paixão que não envelhece...
Mesmo que permaneça algumas semanas,
O vendaval veio para ficar...

Ficaremos bem, meu amor?
E eu não quero ficar sozinha.
E diante do espelho, não quero mais chorar...
O tempo, geralmente, é cruel conosco.

Não chora, meu amor! O mundo nos dará recompensas.
Essas lágrimas são perdidas...
O tempo é cruel conosco.
É capaz de transformar o paraíso em cidades...

E sobre a mesa de bar...
As nossas lágrimas são os goles intermináveis.
O vento é o tempo...
Que nos corrói por dentro.

E a ideia de envelhecer sem você, não me satisfaz.
Então, ser mais um no meio da multidão, também não satisfaz.
Mesmo que os nossos passos sejam diferentes,
Encontrara-me no mesmo bar...

Só o tempo seria capaz de modificar tudo...
O vendaval destruiu os nossos sonhos.
E é por isso,
Que eu estou recomeçando, como a Chuva ensinou-me.

Titânico Mello

Inserida por TITANICO

⁠Quando Meus Monstros Vêm

Tava precisando de um colo quente,
mas encontrei o frio, o vazio presente.
Tava querendo um abraço apertado,
só recebi o silêncio calado.

Busquei um ombro pra desabar,
mas era o nada a me escutar.
Só o espaço, só o chão,
nenhuma mão, nenhuma direção.

Tava pedindo tão pouco, na verdade:
alguém que ficasse na tempestade.
Que não fugisse, nem se escondesse,
quando meus monstros aparecessem.

@tebaldi_emilia

Inserida por aff_emilia

⁠O Fogo da Distância

No peito arde um fogo, chama viva,
Ao falar contigo, o corpo se agita,
Mas entre palavras, a sombra do passado,
Um amor oculto, um desejo reprimido.

Oh, travesseiro, guardião das memórias,
Teu abraço me traz as dores da história,
Comprometida, a razão me acorrenta,
Mas como esquecer quem o coração alimenta?

Distante, mas perto, tua imagem resplandece,
Uma paixão louca que nunca se esquece,
Sufoca e queima, em pedaços me deixa,
Mas um simples "olá" é a alegria que festeja.

E assim, nesse tormento, eu sigo a vagar,
Entre a dor da saudade e o desejo de amar,
Queimando em silêncio, no oculto, na sombra,
Um amor não correspondido que a alma deslumbra.

Inserida por graziela_silva_2

⁠Que seja um amor que aqueça
Que incentive
Que fortaleça
Que acalme
Mas que vibre
Que alegre
Que agregue

Um Grito

⁠Abdico-me de efêmeras paixões
Nesta vida belamente moderna!
De sorte, escrevo grandes emoções,
Aceitando a Morte, Naturalmente Eterna!

Sussurro poemas às minhas rainhas amantes
Aflorando em pequenas linhas minhas dores,
Dando aos meus mais majestosos amores,
Delírios em prantos serenos ofegantes!

Às minhas intensas e eternas paixões,
ainda que eu viva, que em mim sobreviva,
numa estrofe um Grito de Eternidade!

Aos meus intensos e eternos amores,
Antes que eu morra, que em mim socorra,
em um só verso um Grito de Liberdade!

Inserida por JeaziPinheiro

⁠Ó beldade que minha alma incendeia,
Teu sorriso tem um brilho que minha vida clareia.
Anjo azul que exala beleza
És o meu amor,com toda certeza ❤️

Inserida por alessandro_ferreira

⁠Silêncio atípico” é uma expressão curta, mas carregada um grande significado. Ela descreve um silêncio que foge do comum — que não é o esperado numa certa situação. É aquele silêncio que estranha, que pesa, que faz pensar e refletir.
É quando se esperava apoio e houve omissão. Quando você de repente se cala.
É o tipo de silêncio que não passa despercebido — porque fala muito mesmo sem emitir som.

Inserida por Michele_Anjos

⁠Arquirrival da Tristeza
(Dilemas de um Bipolar – Henry Santos, 2025)

Sou arquirrival da tristeza,
Mas, na mesma mesa, dividimos as mesmas angústias.
Bebemos do mesmo vinho,
Comemos da mesma solidão servida em silêncio.

E, como quem entende a dor,
A tristeza também sorri...
Mas seu sorriso não é alegre, nem contagiante.
É apenas o reflexo nu de uma emoção que não sabe mentir.

Ela não partilha...
Ela permanece.
Fica.
Se aloja nas frestas das horas,
E, quando parece partir,
Basta o apito distante de um trem...
E ela retorna.

Sua presença é plena, quase obrigatória,
Ainda que alguns finjam não vê-la,
Ou recusem senti-la.

Talvez eu seja seu melhor amigo,
Pois, mesmo sendo tristeza,
Ela é pontual como um relógio quebrado:
Sempre aparece na mesma hora...
Sem ligar,
Sem avisar,
Sem pedir permissão...
Ela apenas chega.

Inserida por LuisHenrique23

⁠Desejo que fere

É uma sede que queima por dentro,
um fogo voraz que dilacera a mente,
um corte invisível, um lamento,
um desejo cruel, urgente, latente.

A pele chama, grita em silêncio,
uma urgência que não aceita espera,
um impulso brutal, quase imenso,
que rasga o peito, que fere e desespera.

Não é só dor, é fome de sentir,
uma ânsia que sangra sem voz,
um peso que obriga a resistir,
entre o sufoco e o choque feroz.

Cada pensamento é uma lâmina,
cada suspiro, um corte afiado,
e essa vontade, fria e insana,
machuca, consome, deixa marcado.

Mas mesmo nessa dor que não cessa,
há uma chama frágil a pulsar,
um grito oculto por trás da pressa,
um pedido de ajuda a brilhar.

Inserida por Magi

⁠a indignação tem um aspecto
alheio da falta de palavras,
mas o sentido é o mesmo,
somos todos alguém,
valores morais ou éticos.

Inserida por WilsonAlberto