Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Um dia virei pra alguém que chorava e perguntei o que tinha acontecido.
Não falei nada após isso, mas ela simplesmente parou de chorar depois de me contar.
É que muitas vezes estamos tão pedidos que não confiamos nem mesmo em nossos amigos pra contar as coisas e desconhecidos acabam se tornando os mais confiáveis.
RIO DAS FLÔRES, RIO DE SABORES, de cores, de odores suaves, de amores...
É um lugar de tranquilidade, de amizade, cheio de vida, de esperanças, de alegrias que contagiam a todos: moradores, visitantes e transeuntes.
Local de minha infância descalça na rua, suada de brincadeiras de roda, de corda, de saltos, de gritos de alegria, de abraços e sorrisos.
Lugar privilegiado de clima ameno, de natureza farta, verde e colorida, de casas simples de famílias simples, com alegrias simples, com esperanças e sonhos grandiosos, que inundam os rostos, que acalentam os corações. Onde ainda se pode ver flores nas janelas, cumprimentos de "Bom Dia!" nas ruas, crianças e mães nas calçadas.
Rio das Flôres minha amada, meu refúgio, meu porto seguro, meu chão, minha origem e minha identidades. Que seu futuro seja seu passado e seu presente ampliados em oportunidades e progressos; mas resguardado em sua tranquilidade.
Em Rio das Flôres ainda é possível viver uma vida seguindo a vontade do coração, ouvindo a canção do sabiá ao amanhecer anunciando o dia e contando as brilhantes estrelas do céu, embalados por uma leve brisa que refresca as noites cálidas, calmas, sonolentas e repletas de sonhos, tão coloridos e saborosos, e suaves de amores, como meu RIO DAS FLÕRES.
Abril/2011
Tudo na Vida é muinto rapido!
um dia sonhavamos velhinhos,outro dia nem nos falamos mais.
Curta cada momento da sua VIDA pq ele é unico!
Sinto por ti uma ansiedade incógnita,um voo gaivota, uma chama trêmula,um arrepio na pele,o amor..?
Não sei...
Mas o desejo...
COTOVELO
Ontem me peguei pensando no quão inútil o cotovelo é! Se fosse substituído por um parafuso ou algo do tipo, ninguém sentiria falta. Uma das partes do corpo mais desobedientes e indisciplináveis! Desobediente porque antes que se perceba já está se apoiando em algo – normalmente onde não deveria apoiar-se – e indisciplinável porque é impossível puni-lo, visto que o cotovelo praticamente não sente dor alguma! Por mais que a mão se esforce ao beliscar, ele sempre passa ileso. As mãos também têm lá sua incômoda independência... Quem as dá o direito de tapar os olhos na melhor cena do filme?! Falta ao corpo comunicação, certamente, ou o que explicaria as palavras que a boca solta, sem perguntar aos pensamentos, sem deixar o ar sair, sem que a memória tenha tempo de guardá-las?! O que explicaria a dança dos pés prestigiando uma música que o cérebro rejeita? O cérebro, responsável por tudo o que acontece em cada centímetro do corpo, não consegue controlar seus pupilos, mesmo usando estratégias desleais como sonhos ruins, crises depressivas que resultam em atitudes involuntárias... A verdade é que o corpo só obedece a uma voz, que às vezes passa dias, meses e até anos sem dizer uma só palavra, mas que, quando resolve mandar, até o esquecido cotovelo obedece sem questionar. Essa voz confunde desde o dedão do pé até os escondidos tímpanos, faz os olhos mudarem de opinião quanto à beleza das coisas e a pele fingir que está frio em pleno dia de sol! Então, quando tudo parece que vai sair do controle, a voz paralisa cada músculo, cada pensamento e diz pro cérebro que o nome disso é amor. E é nesse momento que cada célula do corpo entende que a única ordem impossível de se ignorar é a do coração.
DESCRIÇÃO
O salto deixa o chão delicadamente
E volta a tocá-lo
Como um cetim caindo sobre a pele
O chão ganha desenhos imaginários
De círculos imperfeitos
Mas que ficam em harmonia
Com os outros muitos
Que há pouco foram desenhados
Segundo as regras dadas pelo ar
Ar pesado de ritmo.
Círculos perfeitos roubam a cena,
A atenção e tudo mais
Olhos atentos aos olhos alheios
-Nossa primeira dança-
JAVALI
Como quem lamenta muito ela me disse e eu imediatamente questionei:
- Um javali? Por que justo um javali?
Ela não tinha uma resposta, simplesmente deu de ombros e suspirou. Com tantos bichos no mundo ela queria justamente um javali?! Não fazia sentido algum para mim:
- Por que não um gato felpudo ou um cachorrinho pidão? Um coelho branquinho ou ainda uma chinchila?!
Ela jogou-me um silêncio que ecoou pela sala. Pensei que poderia dar-lhe mais opções:
- Tem gente que cria iguanas ou miquinhos. Já vi até cobra e aranha tratados a pão-de-ló!
Ela olhou-me fixamente:
- A escolha já está feita!
Eu dirigia e ela indicava o caminho. Faria a sua vontade, mas não teria como entender a estranha preferência. Pensava nos possíveis motivos... nada parecia razoável! Quem sabe não estava em busca de algum animal mais selvagem? Um tigre não seria melhor, nesse caso? Pelo menos seria extremante belo e com porte de felino, ao contrário de um porco desengonçado e peludo! Ela olhava através da janela ansiosa pela chegada, estava deveras decidida, mas eu ainda via um lamento naquele olhar:
- Tudo bem, nós vamos buscá-lo, eu respeito a sua decisão. Não precisa ficar assim...
- Você não entende... Eu quero muito esse javali, mas ele não me quer!
Pulou do carro nesse instante quase junto com a parada dos pneus! O lugar era aberto, um grande pasto. Ela andou devagar se aproximando de uma touceira e logo apareceram dois pequenos olhos no meio da vegetação. Eu não precisava de mais nada! Estava claro feito o sol... Cinco segundos olhando nos olhos do animal para entender o que ela sentia. Duas horas inteiras para concluir que eu também não saberia explicar!
Antes que se pudesse pensar, o javali sumiu por entre as árvores que rodeavam o pasto.
A FALTA
Um vazio de palavras que não suporto! Os sentimentos por vezes são tantos que os pensamentos não acompanham de modo algum. Correm, mas não chegam! Indecifráveis verdades rondam meus dias... e as noites são absolutamente mudas. Dê-me ao menos notas ou sorrisos e lágrimas! Grite, mas esteja! Desvende meus olhos, oras! Mas, faça-me o favor: explique-me... se as palavras sumiram no exato momento da sua ausência, não acha que em algum bolso seu elas devem estar? Como então devo falar-te da falta que me faz se tudo o que me resta são letras esparsas? Complicado te encontrar... mais complicado ainda te deixar.
Nada como um dia após o ontem,
A vida ensina, e quanto mais aprende menos se sabe,
Quando se sabe, melhor seria dividir...dividir o que não sabe?
Aprender, se dedicar
Um dia a vitoria será conquistada!
SAGRADO AMOR
Sou um dos que justifica o que não vale
O precipício que anda sob meus pés.
Quero, às vezes, chamar pelo meu nome
Mas eu ainda não aprendi nem decorei
Por isto resiguinei-me à mutilação
Dos meus valores, abaixo da importância
Que uma vida vale.
Não sei se vivo ou morto eu chego lá
Ao abraço do Sôfrego da cruz
E acreditar nisto, que tem o significado
De tudo, o santíssimo, Cristo.
LAMENTO DE AMOR
Pensando no quanto, o lamento da mente
Como um vento fremente que as folhas farfalha
Corrói pensamentos, tal qual navalha
E nenhum argumento que da pena, valha
paixão, saudade, razão ou cuidado
Justifica a dor do amor, deixado de lado
Desprezo indolente que faz descontente
Ausência sentida, medida irreal
Traduzindo vertentes de atenção desigual
Amola a faca, acerta o fio
No frio contido. Dissimulação!
Maltrata o desfecho. Maldade em ação!
Faço juras absurdas,
Falo com o olhar,
Me desespero.
Choro um rio de água salgada,
Mais não me omito, eu vivo!
Entristeço quando penso
Que duas pessoas
Não podem ser felizes
Apenas por um triz.
Arrependo-me do que não fiz...
Hoje a ousadia me veste,
Sou única!
Não tenho tese.
Minhas palavras descrevem a minha angústia de um momento chamado solidão, escrever o que sinto, expor meus sentimentos na tela de um computador, ou até mesmo em uma folha de papel me faz melhor, escrever aquilo que vejo, que sinto, a minha opinião sobre assuntos quais não tem respostas, desabafar seria a palavra certa? eu não sei!
Sei que a vida não tem saidas ao não ser vive-la, pois ninguém sabe como é a morte, e aqueles que tiveram a experiência de morrer não voltaram!
Viver, amar, chorar, são verbos que serãoo constantes em sua caminhada rumo a morte.
Teu amor é meu alimento.
Teu corpo um vulcão onde mergulho
No calor da paixão que me consome a alma.
Teus beijos um oásis.
De manha acordado,
bem acordado
Ainda o pesadelo me aflige
Um pesadelo constante
Que não acaba
Não consigo acordar
Ou será que o pesadelo acordou
E convive comigo nesse mundo de realidades
Realidades imbecis
Realidade de mentiras, de hipocrisia
Realidades irreais
Pesadelo não acaba
Não acordo
Não concordo
Não discordo
Não recordo de um dia de felicidade
