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Poemas a um Poeta Olavo Bilac

Cerca de 309321 frases e pensamentos: Poemas a um Poeta Olavo Bilac

Assim segue o poeta em pingos de magia, debulhando a alma em tons de alegria.
Com um mar de poesia correndo nas veias.
Com versos encharcados de amor, linhas expressas em sonhos, repletas de contos.
Risadas, lágrimas, afeto escorrem pelos sentimentos.
Chega a se sentir o vento que é descrito, o cheiro do mato, ouvir o barulho da cachoeira, sentindo a presença, o toque.
Assim segue o poeta com suas utopias, verdades e nostalgias.
Vai com a sua escrita marcando a existência, por suas palavras que se tornam eternizadas.
Salve o poeta que faz poesia no coração, e inunda a alma de quem o lê.
Muitas vezes faz com que marejem os olhos com a mais pura de suas emoções.

------Lanna Borges.
Viva o Poeta! Viva a poesia que nos move.
20.10.2019

⁠Talvez eu seja um chato
Por eu gostar de teatro
Talvez eu seja um pateta
Por eu ser um poeta

Talvez eu seja um bobão
Por ter um bom coração
Talvez eu seja um sonhador
Por eu ainda acreditar no amor

Estou ampliando meu olhar de mundo
Vivendo minha vida a cada segundo
Aprendendo que ser diferente é bom
Mesmo sem saber cantar, em alto e bom som

Ivanildo Sales

⁠Mote - O Radialista
O radialista e seu microfone
Tu és um poeta itinerante
Manda informação para o Lar
Aos ouvintes o saudar
No dia-a-dia incessante
Traz a melodia pra dentro de casa
Com sua voz arrasa
Ele na sua locução
Radialista é vocação
Torna nosso dia interessante.
WILAMY CARNEIRO
21.09.2020

⁠⁠⁠A dor de um poeta

Talvez eu precisasse escrever sobre coisas que estão entaladas na minha garganta e talvez seja esse o motivo de tais dores, pois assim como para toda a complexidade do mundo há a religião, toda loucura tem sua razão, talvez eu seja só mais um amante de poemas, mas minha admiração mesmo é pelos poetas, que no meio de tanta dor e angústia, conseguem extrair algo tão belo de um sofrimento tão profundo, pois sem dor não há poesia e sem sofrimento não existe poeta.

⁠Como eu imagino um Poeta
Deve ser colorido na alma e na mente
Deve ser cheiroso pelo perfume das flores
Deve voar como um colibri
Andar manso sobre rios e mares
Deve ser muito alto
Para ter uma visão de tudo
Ou não talvez bem baixinho
Para enxergar as minúsculas criaturas
Deve carregar na mão, sempre uma árvore
Para que não lhe falte papel e lápis
Seu coração é feito de luz
Para que possa iluminar
A humanidade e os apaixonados
A noite já cansado de tanto andar e voar
Vai se deitar na relva
E se conectar com a mãe natureza
Recarregar sua energia
Transformar tudo que viu e sentiu em poesia
Olhar a lua, as estrelas, as nuvens
E criar e poetizar
Nos primeiros raios de sol
Presentear a todos
Com seus belos textos
Encantando a triste morena, o jovem aprendiz da vida, a criança birrenta, o velhinho, o doutor, mas principalmente os apaixonados
Ira falar de amor, de todas as formas e maneiras possíveis
Assim é que descrevo um poeta.
Um ser colorido

O poeta é um faminto de poesia
um apaixonado sem intenção
que transforma noite em dia
usando apenas imaginação


Poeta
Chora que o choro é um alívio
Pois, deveria se tornar vício
Ele alivia o coração

possui um arco o poeta
mas não possui pontaria
nem sempre que lança a seta
ele acerta onde queria

Às vezes às lança à esmo
e só acerta a si mesmo
quando lê sua sextilha
diz:¨meu Deus,que maravilha!¨

Quando acerta onde queria
aí sim,ganhou o dia
todo poema tem por alvo
o coração de uma maria

O poeta aprendiz

Ele era um menino
Valente e caprino
Um pequeno infante
Sadio e grimpante.
Anos tinha dez
E asinhas nos pés
Com chumbo e bodoque
Era plic e ploc.
O olhar verde-gaio
Parecia um raio
Para tangerina
Pião ou menina.
Seu corpo moreno
Vivia correndo
Pulava no escuro
Não importa que muro
E caía exato
Como cai um gato.
No diabolô
Que bom jogador
Bilboquê então
Era plim e plão.
Saltava de anjo
Melhor que marmanjo
E dava o mergulho
Sem fazer barulho.
No fundo do mar
Sabia encontrar
Estrelas, ouriços
E até deixa-dissos.
Às vezes nadava
Um mundo de água
E não era menino
Por nada mofino
Sendo que uma vez
Embolou com três.
Sua coleção
De achados do chão
Abundava em conchas
Botões, coisas tronchas
Seixos, caramujos
Marulhantes, cujos
Colocava ao ouvido
Com ar entendido
Rolhas, espoletas
E malacachetas
Cacos coloridos
E bolas de vidro
E dez pelo menos
Camisas-de-vênus.
Em gude de bilha
Era maravilha
E em bola de meia
Jogando de meia –
Direita ou de ponta
Passava da conta
De tanto driblar.
Amava era amar.
Amava sua ama
Nos jogos de cama
Amava as criadas
Varrendo as escadas
Amava as gurias
Da rua, vadias
Amava suas primas
Levadas e opimas
Amava suas tias
De peles macias
Amava as artistas
Das cine-revistas
Amava a mulher
A mais não poder.
Por isso fazia
Seu grão de poesia
E achava bonita
A palavra escrita.
Por isso sofria.
Da melancolia
De sonhar o poeta
Que quem sabe um dia
Poderia ser.


Montevidéu, 02.11.1958
in Para viver um grande amor (crônicas e poemas)
in Poesia completa e prosa: "A lua de Montevidéu"
in Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"

Um poeta se conforma com a solidão,
Alegria vem apenas para própria destruição,
Atrapalha seu pensamento,
Ilude sua reflexão,
Agradeço a Deus o vazio que ele me deu,
Pois uso meu ponto fraco para meu fortalecimento

Vejo-te como meu ponto fraco,
veio apenas para ocupar o vazio dentro de mim,

Agora só vejo você,
Nada mais sei fazer,
Meu olhar entristece e só
Penso no momento em juntos estávamos

Teu beijo vem a minha mente
Meus lábios por ti anseiam
Mas a razão da existência é de nunca poder me querer,
Isso provoca e meus sentimentos uma contradição
De te amar, mas sem isso poder regorjear.

Tento me enganar sem a minha intuição anunciar
E tudo que mais quero renunciar
A ti mais não posso querer,

Amarei apenas quem sabe o valor do que é...

Viver amando...

Sou um poeta que através da minha conspiração,
Seria Capaz de ir até o infinito me perder dentro de uma constelação,
Apenas para provar que meu amor não é em vão.

Há palavras que nos beijam
já escrevia o poeta
palavras já inventadas
um punhado de palavras
que nos vão tocando a alma
palavras pequenas
palavras apenas
pequenos momentos
palavras ao vento
que partem de mim
que chegam a ti
que roçam o rosto
que tocam a alma
são mais que palavras
apenas palavras
que saem de mim

A um poeta

'Bem sei que existem pedras pela estrada
E que, sob elas tendo de marchar,
não te será possível evitar,
de vez em quando,a dor de uma topada.

Isso,porém não há de alterar nada.
Ou quase nada poderá mudar
em teu modo de ser e de encarar
o mundo,o ideal e o encanto de uma jornada.

Seja tua vida estreada larga e reta
ou tortuoso,estreito e íngreme caminho,
ou tenhas de um deserto atravessar,

abrigando,em teu corpo,alma de poeta.
Sempre ouvirás o cantar de um passarinho
em ti mesmo e uma fonte a soluçar.'

O AMOR
O AMOR NÃO VEM DE FRASES
DE UM POETA SONHADOR...
O AMOR NASCE QUANDO A UMA FORÇA
SOBRENATURAL DE PERDÃO ENTRE DUAS PESSOUAS.
A CADA OLHAR, A CADA SORRISO, CRESCE MAIS
A FORÇA DO PERDÃO.
É UM PODER MAIOR DE CONPREENDER
UM AOU OUTRO.

Quem me dera eu fosse um poeta pra poder lhe dizer
as mais belas frases de amor.
Mas como sou um simples ser humano digo apenas que
te amo.

Um poeta
desfolha a bandeira
e eu me sinto melhor colrido
pego um jato viajo arrebento
como roteiro do sexto sentido
foz do morro,
pilão de concreto
tropicália,
bananas ao vento.

Não sou poeta.

Não sou poeta.
Sou apenas um sonhador brincando de ser autor.
Poeta não sou. A saudade me inspirou.
Apenas sinto. Só tenho sentimento.
Não sou poeta. Sou um homem pensando ser criança.
Poeta não sou. Esses versos são apenas minha vida.
Não é inspiração. É vida é coração.
Não sou poeta.
Sou apenas um sonhador brincando de ser autor.
É sentimento é realidade.
Poeta não sou. Poeta tem um dom. Eu não tenho.
É apenas minha vida em poucas palavras.
Posso ser poeta um dia. Quem sabe?
Mas hoje, não sou poeta.
Sou apenas um sonhador brincando de ser autor.
Não quero ser famoso. Não preciso. Apenas escrevo.
Sou normal e nem sou tão poeta assim. Sou sentimental.
Por enquanto, sou apenas um sonhador brincando de ser autor.

Podeira lhe escrever a poesia mais linda que um poeta já escreveu,
Poderia lhe dar a flor mais bonita e a mais perfumada que existir,
Poderia lhe mostrar o mais belo amanhecer, e ficar ao seu lado pra te mostra o pôr do sol,
Poderia ficar com vc pra contemplar o brilho da lua cheia,
Contaríamos as estrelas cadentes, e
Desejaria ficar rico pra te dar as mais lindas jóias,
Poderia te levar aos céus...
Poderia te ver dormir, e te cantaria um canção de ninar,
Poderia enxugar tuas lágrimas, e faria o possível para que chorasse mais,
Poderia te ouvir com toda atenção,
Poderia te levar café na cama,
Poderia te ajudar nos trabalhos da faculdade,
Poderia te contar uma piada só pra ver o teu sorrizo,
Poderia te ligar de madrugada pra dizer que tenho saudades,
Mesmo passando o dia inteiro juntos,
Te escreveira uma canção,
Sonharia com vc,

Te daria meu singelo amor....

O mito

O poeta não trabalha com as palavras,
o poema é como um relatório médico.
E escrevê-lo não o impede de também estar doente.
Sendo holístico todo lugar é consultório,
curiosidade intensa e as faculdades se tornam pequenas.
Leio os poetas ,
plantões intermináveis,
atestando óbitos,
receitando remédios.

Tempos modernos.

Acerca de um plágio. (Moacyr Scliar sendo plagiado)
Poeta engajado refém de estranho rito,
Pode ser que se lembre que alguém tenha dito
Não ser nada bom se iludir por presságio,
Muito menos tentar triunfar com um plágio.

Presenciamos de fato escassez de idéias.
Muitos tentam, então, se valer das alheias.
Desempenho papéis que ainda não tive.
Eu que era escritor, me tornei detetive...

Veja bem, aprecie esse meu desconforto.
Outro dia, vagando pelos cais do porto,
Eis que chega um barco com dois tripulantes,
Mas lembrei, sem querer, ter já visto isso “antes”.

Lá no bote avistei um rapaz e uma fera.
Só que ainda distante não sabia o que era.
Meu olhar atreveu-se a flanar até lá
E notou na coleira: “made in Canadá”

Fato estranho, comum nesses tempos que correm.
As idéias circulam. Quem disse que morrem?
Ter escrito primeiro nem vale a pena,
Eis que chega um outro e rouba-lhe a cena.

Não contente com esse pequeno estrago,
Esse outro, que pesca nas ondas do vago,
Pai adotivo dessa bela história,
Reivindica direitos à fama e à glória.

Discutamos se aquilo era uma pantera,
Qual seria de fato a raça da fera,
Se o outro sairia a pé ou de maca,
Ou pior, se a pantera no fundo era vaca?

Se era mesmo um felino, então como fica?
Se era onça, pantera ou jaguatirica.
Se o palco era um barco, um bote ou jangada,
Caso haja barulho será ele por nada?

No meio de tantas refregas pungentes,
Defendemos os frangos, quebramos patentes.
A OMC se alça, sublime guerreira.
Para , enfim, decidir de quem é a coleira.

Moral

Para as fábulas sabemos, só importa a moral
Para autores, se lhes falta, o estrago é parcial.
Lauréis se conseguem, é mais fácil hoje em dia,
Pois se falta a primeira, mostram a segunda via.