Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Saudade
Não vou fazer poemas, e nem discursar sobre o amor...
Me sinto preso em minh’alma
pois não consigo esquecer a dor
Uma dor de saudade intensa, que se ameniza com lembranças plenas
Percebo que nada é importante, apenas lembrando das cenas
Que um dia tive a meu favor
Declaro ao mundo e a mim mesmo, que sempre pensar em você
É algo saudável e sereno, que mesmo pela distância
Me vejo junto da trama, mesmo sabendo que a Dama
Não sabe se me escolher, será feliz com a vida , ou será feliz com a morte
Pois tendo um rumo ou um norte
Dispensa toda a plumagem, pois o que importa não é a imagem
E sim a vida interna, juntamente com a minha sorte
De tê-la como consorte, cônjuge do mesmo pleito
E cúmplice do que eu sinto, sabendo que eu sou seu eleito.
Eu amo você profundamente...!
Colha as rosas do seu jardim...mágico
Poemas da alma..sem espinhos...
Colha as flores e plante amores....
É preciso muita coragem e humildade..
Muita força de vontade...
Para abandonarmos as coisas que nos são supérfluas...
Apegamo-nos demais a coisas.
Abandone tudo aquilo que não faz sentido,
e que nos faz mal.... amizades e hábitos.
Mantenha somente as rosas do jardim mágico ...
o necessário para alimentar a sua alma, alegria e amor.!!!
As línguas são imperfeitas
pra que os poemas existam
e eu pergunte donde vêm
os insetos alados e este afeto,
seu braço roçando o meu.
Aos poemas que escrevo
Alguem ah de me inspirar
penso nela a todo instante
procuro ela encontrar
a esse pequeno verso
oque sinto tento falar
esse novo ano
ela vou esperar
o tempo que for
amor pra ti aqui estar
pense bem por que
quem muito esperar
um dia ah de acabar.
Doar-se
Nunca tive muito a oferecer a ti
Por isso lhe dou estes poemas
Chamados Eternidade
E juro sempre ser seu nome a inspiração;
E então, dou-lhe
A maior frase do mundo: eu te amo.
O maior verbo do mundo: amar.
O maior nome do mundo: amor.
O maior poema do mundo: tu
não há dois poemas iguais
que falem do mesmo amor
que chorem os mesmos ais
mas falam da mesma dor...
Quando me olhas
meus olhos são chaves,
o muro tem segredos,
meu temor palavras, poemas.
Só tu fazes de minha memória
uma viajante fascinada,
um fogo incessante
Eu tô sem inspiração
Para poemas
Estou sem auto estima para rimar
Hoje o dia amanheceu em silêncio
Sem a sua presença para alegrar
Sem aquele seu BOM DIA que me esperta
Sem aquele BOM DIA para se levantar
Cheiros em poemas
Melhor pecado
Abraço forte
Tatuo meus sonhos
Toco em ti
Você
Desenho com fios dourados
Te pinto em arco Íris
Cores
Que vejo nos olhos teus
Puro mel
Tua boca
Pedacinhos de céu
Mar
Lindo sol
De ti, brotam versos
Florescem poesias
Canções
De ti
Desejos e flor !
19/06/2020
Escritos no viés
Versos, notas, palavras
Poemas, cartas, cordéis
Fiz versos sem encontrar palavras
Com notas em tiras de viés
Compus poemas e coloquei em cartas
Rimadas como os cordéis
Versos tão gostosos
Com palavras jogadas aos seus pés
Seu sorriso foi tão solto
Que faltou só um pouco
Para chegar ao céu
Pena que foram só cartas
Rimadas como um cordel
As respostas das suas cartas
Chegaram para encher de graça
E me levar para conhecer o céu.
Daniel B. Souza
DOIS POEMAS
Em que idioma te direi
este amor sem nome
que é servo e rei?
Como o direi?
Como o calarei?
*
É como se a noite se molhasse
repentinamente, quando choras.
É como se o dia se demorasse,
quando te espero e tu te demoras.
Aonde foi parar aquele beijo ensaiado
Trêmulo, gelado, impaciente?
E os poemas que lhe acompanhavam
Num papel meio amassado
Declarando o amor
Do beijador presente?
Na velocidade de um piscar de olhos
Intenso como o impacto de um meteoro
Na festinha vulgar de alguém popular
Ele se suicidou
De boca em boca
Perdeu seu gosto
E por fim
Todo o seu valor
E por fim
Onde foi parar a franqueza ?
Francamente
Antes que eu me esqueça de ser “gente”
Peço ao mundo que me esqueça
Peço a ele que me deixe
Ser anormal assim
Quadrada assim
Por fora assim
Feliz assim
Te amarei eternamente, meu pai...
E viva eu, cá na terra, sempre triste.
Os poemas que eu escrevo
Saem-me da palma da mão
A tinta sai dos meus olhos
E a pena do coração.
Amarei o senhor para sempre, meu pai.
“O que te agrada?”
Agradar você
Não é fácil,
Já tentei de tudo
Poemas, poesias
Presentes, uma palavra.
Mas sempre quer mais.
Diga-me o que faço,
Para agradar você.
Não é fácil!
Diga-me, como, por que...?
Se há algo que eu
Possa fazer.
Pra tentar agradar você.
Peça algo, o céu, a lua...
O que for.
Quero ver é a felicidade sua.
Algodão doce, um pote de mel?
Um carinho no cabelo, um cafuné?
Diga-me o que faço.
Para agradar você,
Faço o que você quiser.
16/07/2010
DÚVIDA
As vezes amo poemas
As vezes temo
Têm poder assustador
Libertam
Prendem
Abrem olhos
Vendam
Machucam
Acarinham
Lembram
Anestesiam
Mostram caminhos
Criam atalhos
Matam
E fazem renascer
Brotam
Secam
Apagam
Iluminam
Iludem
Desmascaram...
As vezes amo poemas
As vezes os temo
Sou poema
Me amo.
E as vezes...
Tenho medo de mim.
SOU
Sou o que meus poemas dizem
E eu não posso contar.
Quando as palavras escasseiam
E os pensamentos vagueiam
Na imensidão de um mundo sem par.
Sou água, terra, fogo, ar.
Sou química fortemente,
Fé inconsistente
E da amante amada,
Apaixonada ou criança eterna
À mulher materna,
Sou esperança, eternamente...
Os teus Poemas
São muito mais do que profundos os teus poemas
São imagens na água, nas ruínas
São malditos. São perfeitos.
São feitos por mãos divinas
São cósmicos, são rarefeitos.
São palavras que mordem, que têm efeito
é a falta de palavras nas próprias frases
é o que dizes ou o que fazes
é o olhar quase desfeito
