Poemas a um Poeta Olavo Bilac
O espetáculo mais perspicaz, encerram-se as pistas,
Respeitáveis e lúdicas; fogos, luzes, efeitos e fitas.
As pessoas sempre dizem para corrermos atrás dos nossos objetivos, provavelmente este seja o erro catastrófico, se corrêssemos na frente deles, talvez chegássemos em algum lugar.
Dentre trezentos e sessenta e tantos dias, que compõem os anos, foi este que escolhemos, foi neste que estreamos; juntos, até que a eternidade nos imortalize. Despontamos no epicentro dos vendavais, deixamos a unanimidade para trás, nosso ímpeto consolida a união, somos o delírio absoluto da multidão.
Há muito, mas muito tempo, cerca de trinta ou quarenta minutos, a verdade veio à tona, necessidade incontrolável de mentir para ti.
Então essa conversa fiada, contrastou em meus ouvidos afiados, combinações de palavras belas, ocas, dentes e bocas, um banquete aos canibais.
Dialoguemos pois, frases curtas em longos textos, não me venha com desculpas, está diante do Mestre dos Pretextos.
Eles querem adestrar todo mundo, querem todos mansos e humildes; risadinhas, brindes e aplausos; mas nosso espírito é indomável e não se dobra com palavras vazias. Só podemos prometer a eles, nossa boa e velha selvageria.
Às vezes porventura pode ser que talvez, quem sabe entretanto e contudo tão indefinido; mas o porém, todavia, não sei dizer ao certo.
Caso todas as explicações fossem alcançadas e todas as perguntas respondidas, na realidade, de qualquer forma, eu jamais saberia, o que fazer de mim.
Imagina que loucura, o povo tratando político, como empregador trata empregado. Não ia sobrar sarjeta pra toda essa corja.
