Poemas a um Poeta Olavo Bilac
O amor é o abandono da lógica.
O abandono voluntário dos padrões racionais.
Nós cedemos a ele ou o combatemos.
Mas não há meio-termo.
Sem ele, não podemos continuar existindo com sanidade sob condições de realidade absoluta.
O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói.
Se eu pudesse descrever a beleza dos teus olhos e enumerar teus atributos em épocas vindouras... diriam: o poeta mente! A Terra jamais foi acariciada por tal toque divino.
...Um Dia Desses Eu Sumo da Tua Página...
Não Postarão Mais Meus Poemas...
E Aí Quem Sabe a Saudade
Por Mim Surgirá No Teu Olhar...Aí Quem
Sabe,Tu Terá Vontade de Saber Como Sou...
E O Aconchego do Meu Abraço...
_ Maxuel Scorpiano _
Não espere de mim mais um sorriso
Não espere de mim mais poesias
Não espere de mim mais poemas
Não espere de mim mais palavras
Não espere de mim mais músicas
Não espere de mim mais esperanças,
Não espere de mim mais nada.
Cansei de me dar, de me entregar...
Me dei demais, agora é a tua vez.
Estou esperando!
Encontrei um pássaro
Cantando com tua voz,
Leu poemas, poesias...
Me dedicou.
Falou em versos
Sonhos que sonhei.
Eu vi,
Tinha asas cor do céu
Bico feito mar,
Tinha flores nos olhos
Mel no cantar !
Tinha o jeito sertanejo
Tinha gosto de avelã
Pele dourada
Sabor de maçã,
Eu vi,
Pássaro passarinho
Por mim passou,
Deixou teu cheiro
Cheiro molhado
Me cantou !
Fazer poemas é um caminho sem voltas
Vc se alegra, as vezes fica com raiva, as vezes chora.
Também vc sorri, se impressiona, se apaixona.
É esse mar de emoções que o mundo dos poemas lhe proporciona.
Não precisa ser bom em escrever,
Precisa apenas ter calma, escrever com a alma, vai ficar legal por que eu acredito em você.
Data e Dedicatória (Mário Quintana)
Teus poemas, não os dates nunca... Um poema
Não pertence ao Tempo... Em seu país estranho,
Se existe hora, é sempre a hora estrema
Quando o anjo Azrael nos estende ao sedento
Lábio o cálice inextinguível...
Um poema é de sempre, Poeta:
O que tu fazes hoje é o mesmo poema
Que fizeste em menino,
É o mesmo que,
Depois que tu te fores,
Alguém lerá baixinho e comovidamente,
A vivê-lo de novo...
A esse alguém,
Que talvez ainda nem tenha nascido,
Dedica, pois, os teus poemas.
Não os dates, porém:
As almas não entendem disso...
Luto poético
Escorre um sentimento de luto
Túmulos de poemas e poesias
Enterradas em esquecimentos
Papeis amarrotados e sem cor
Frases sem sentimento...
Uma eterna falta de amor
Sepulcro onde se enterram letras
Se chora por palavras em vão
Besteira que saiam do pensamento
Mas que no fundo...
Era o sentir do coração
Descanso da entrega poética
Um vazio, uma falta, uma solidão
jaz pensamentos de poetas mortos
Pensamentos que mesmo com tempo
Os que conheceram, jamais esquecerão.
O que era pra ser para sempre
E quando dois destinos estão fadados ao fracasso. Como reconhecer aquilo que não se quer ver? Como nos contos de fadas, nas comédias românticas, nos romances "shakespearianos" em que duas almas se encontram, se acham no meio de tantas outras e se aproximam, pois algo de especial os une. Como acreditar que o mesmo destino que os uniu os distanciou? Como aceitar que em meio a tantas diferenças que apesar de marcantes foram deixadas de lado em nome de algo que se sentia, apresentou-se de forma tão relevante em tão pouco tempo? Ela combustível ele comburente, dois pares altamente inflamáveis que, assim como, quaisquer produtos químicos e elementos instáveis da natureza se tornaram incapazes de reverter uma reação que deu origem a um produto de gosto amargo, instável e que ao ser experimentado provocou efeitos adversos. Formou-se então um sentimento que ainda os machuca, os fere e que apesar disso é o que ainda os une. A decepção do adeus, a desilusão da mentira, o fracasso por não ter sabido reverter aquilo que deveria ter sido para sempre. E como nos dramas mais rebuscados cheios de altos e baixos onde o desfecho é em sua maioria o desencontro ou a morte daquilo que deveria permanecer vivo, se desencontraram, perderam a chance de provar não aos outros mas a si próprios que seria sim possível fazer brotar uma rosa no deserto.
Um poema para você, minha amiga querida!
Eu sinto sua falta!
Sinto uma saudade que não sei te explicar de onde vem.
Mas acho que ela vem da minha alma e do meu coração.
Eu sinto que você está precisando de um abraço neste momento, e eu não posso te dar agora!
Sinto que você precisa da minha amizade mais perto de você, mas isso eu também não posso te dar.
Sinto que a distância entre nós é grande, porque existem montanhas de quilômetros que nos separam...
Mas também existe o meu coração cheio de amor por você.
E nada pode me separar de você e nem desse amor que eu sinto em meu peito.
Você é uma daquelas pessoas que eu quero ter do meu lado pra sempre.
Deus deveria deixar que as pessoas que se amam nunca se separem e nem nunca fiquem longe.
E nem nunca briguem, e nem as estradas que nos separem de viver esse amor.
Te amo e não consigo imaginar minha vida sem você.
Eu só queria poder te abraçar agora, poder chorar e rir com você.
Eu só queria poder sentar com você em sua sala ou varanda e poder jogar conversa fora.
Eu só queria poder estar contigo nas madrugadas e conversar e rir virando a noite, sorrindo, ou chorando, feliz ou triste, animada ou desanimada, cheia de otimismo ou não.
Mas o melhor disso tudo é saber que eu tenho você na minha memória, mesmo nunca tendo te dado um abraço...
Eu quero que feche seus olhos agora e sinta o meu abraço, que você sinta o meu amor e carinho por você. Você já fez isso?
E então, sentiu?
Eu senti daqui que você me abraçou agora!
Te amo, minha flor!
A gente espera,aguenta calado,e ás vezes até chora por quem não merece.
Mas um dia a gente cansa de esperar por quem nunca vai mudar,e decide viver,daí a gente percebe que a felicidade não está no outro...
a felicidade está dentro de nós,só esperando um pouco de amor próprio para desperta-la!
Caligrafia
Queria escrever uma carta anônima
Falando do quanto eu te amo
Mas não seria uma boa ideia
E tudo iria pelo cano
Quem dera ter a tua letra
Toda estranha, cheia de garranchos
Mas mesmo assim, eu não me importo
É por você que eu me desmancho
Minha caligrafia é toda caprichada
E muito bem elaborada
Uma simples carta
De uma pessoa apaixonada
Mas tudo bem, não tem problema
Eu te amo de qualquer jeito
Amo cada pedaço seu
Suas qualidades e defeitos
Minha letra pode até ser linda
Como uma obra de arte
Mas tudo que eu quero
É da sua vida fazer parte.
DICÍPULO
Não anelo o alvorecer do cerrado, belo
Quero a inspiração do horizonte divino
Talhando verso, ferino, donzelo e singelo
Que outro, não eu! O faz tão cristalino
Invejo o magarefe, na lida de seu cutelo
Com ele, harmoniza a carne em traço fino
Benino, na retidão e um esmero paralelo
Que reputa, tal o ouvido ao som do violino
Mais que bardo, um eminente extraordinário
Enfeita, desenha, ressona num campanário
A poesia, em alto relevo, em divinal destaque
Por isso, escolto, imito-o, com meu pincel
Meus rabiscos, sobre o branco dum papel
Cingindo honraria, ao maior - Olavo Bilac!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/12/2019 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
quando eu morrer
não
perca
um minuto
chorando por mim.
posso ir embora
mas vou
deixar para trás
todas as minhas
mil & uma
vidas.
– uma garota louca por livros nunca morre.
NÃO SOU POETA
Quem me dera se eu fosse poeta
E dos amores saber contar
Falaria dum amor verdadeiro
Porque da verdade o amor não sabe calar.
Quem me dera prosar em versos
Os sentidos de um coração
Falaria que não há mentiras
Quando se vive uma grande paixão.
Ah, quem me dera recitar poemas
Nos traços desse teu olhar
Pô-lo-ia em declame teu sorriso
E tuas formas de me encantar.
Mas infelizmente não sou poeta
E do amor não sei falar
Se soubesse viveria em teus dias
E nunca mais sairia de lá.
O que é saudade?
Saudade é jardim, poesia são flores, veredas na constelação do rascunho do poeta, que borda à revelia da razão cada verso, na tentativa de decifrar o indecifrável
Saudade é um sentimento que muda o semblante das estações, instala uma sintaxe de estrelas e expõe seus vincos com a alquimia dos sonhos.
Saudade e a serena correnteza do rio que soluça na varanda do mar, numa espécie de espetáculo de lembranças e vastas recordações.
Saudade e a chave que destrava a linha divisória dos sentimentos mais patéticos, suave e dilacerante a sublimar a sombra das ausências, e assim dissolver a fragrância errante do necessário amor.
Esta é uma síntese da minha definição de saudade.
Pode ser que um dia deixemos de nos falar.
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe.
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos.
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe.
Mas, com a amizade, construiremos tudo novamente,
cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Não preciso me drogar para ser um gênio;
Não preciso ser um gênio para ser humano;
Mas preciso do seu sorriso para ser feliz.
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida...
Nota: Citação atribuída muitas vezes, de forma errônea, a Pablo Neruda. Trecho do original de Aguinaldo Silva.
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