Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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⁠Ensaiei, ditados inexistentes,
Martelei, aforismos famosos,
Revisei, a locução convincente,
Repassei, teus tiques nervosos,

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⁠Consultei, os baralhos videntes,
Aceitei, teus ataques mimados,
Pratiquei, as vontades urgentes,
Como os gomos, fomos tão atrelados,

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⁠Inventados, em notações e lembretes,
Findando, eis o resultado:
Na declaração que ressoa,
Falo a ti na primeira pessoa.

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⁠no derretimento
de nossas convicções,

revelamos o despropósito
a cada passo.

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⁠em sua ânsia
devastadora,

os terráqueos só alcançaram
uma coisa, o fracasso.

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⁠estavam todos errados,
perdidos, equivocados,

inclusive os lunáticos
que cobiçavam o espaço.

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Cordas vocais apuradas,
Bússola das caravanas,
Sobrancelhas delineadas,
Emolduradas pestanas.

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⁠Emana seu íntimo,
Tua essência transpassa,
Derrama cadência,
Não anda, ultrapassa.

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⁠Assim Ela é,
Decência e escândalo.
Num meigo balé,
Senhora do Sândalo.

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⁠Escoltada por curiosos,
Poema, dom dos artistas,
Donativos vistosos,
Charada de ilusionistas.

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Senhora do Sândalo

Cordas vocais apuradas,
Bússola das caravanas,
Sobrancelhas delineadas,
Emolduradas pestanas.
Emana seu íntimo,
Tua essência transpassa,
Derrama cadência,
Não anda, ultrapassa.
Assim Ela é,
Decência e escândalo.
Num meigo balé,
Senhora do Sândalo.
Escoltada por curiosos,
Poema, dom dos artistas,
Donativos vistosos,
Charada de ilusionistas.
Divulguem-na,
Tornem-a pública,
Venerem-na,
Tirania e República.
Assim Ela é,
Decência e escândalo.
Num meigo balé,
Senhora do Sândalo.

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⁠Margô fica angustiada,
Por não realizar suas proezas.
Margô fica assustada,
Só de pensar nos desacertos.

Inserida por michelfm

⁠Margô fica frustrada,
Com o acúmulo das despesas.
Com a quebra financeira,
Fruto de concertos na cozinha
E as prestações da geladeira.

Inserida por michelfm

⁠Margô fica chateada,
Pensa estar congelada,
Numa monotonia de desventuras.

Inserida por michelfm

⁠Anteontem saiu sem rumo à surdina.
Em sua quentura rancou as cortinas,
Desorientada e desiludida,
Nem o abajur apagô.

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⁠Fique Margô

Margô fica angustiada,
Por não realizar suas proezas.
Margô fica assustada,
Só de pensar nos desacertos.
Margô fica frustrada,
Com o acúmulo das despesas.
Com a quebra financeira,
Fruto de concertos na cozinha
E as prestações da geladeira.
Margô fica chateada,
Pensa estar congelada,
Numa monotonia de desventuras.
Anteontem saiu sem rumo à surdina.
Em sua quentura rancou as cortinas,
Desorientada e desiludida,
Nem o abajur apagô.
De todos os pedidos
Que desejo lhe pedir,
Peço apenas um:
Fique Margô !
De todos os pedidos
Que desejo lhe pedir,
Apenas um peço:
Fique Margô !
Por favor.

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⁠Tolamente cumpria sua função.
Atmosfera densa,
Produzindo superiores
Oprimindo subordinados;
Colegas delatando,
Colegas delatados.

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⁠Cadeia alimentar empresarial,
Subsistindo a plenos sacrifícios.
Desequilíbrio profissional,
Rondando os indivíduos,
Que compunham aquele
Inacertável grupo
De péssimas pessoas.

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⁠Fascinava acalmando,
Despertava abismando,
Vinha desconcentrando,
Ia aonde quisesse.

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⁠Ia pouco importando e se a onda viesse,
Represada nos diques, da imensa represa,
Irrompia em chiliques,
Baita delicadeza.
Rodopios, cambalhotas,
Corrupios, piruetas.

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