Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Eclipse Vital
Em tempos obscuros,
Lembre-se que todo Eclipse
Antecede a Luz.
Na perseguição irrefreável,
Que atribua à vida
Um sentido real.
Dos elementos inseguros,
Extraímos a essência
Que o medo traduz.
Em auto-preservação,
Só existe consciência
Ao superar o que é desigual.
A inutilidade do saber,
Quando a coragem sincera
Não o conduz.
Podendo a escuridão
Libertar as sombras,
Talvez o clarão seja um golpe fatal.
A crença que guia
É a mesma que cega,
A água que hidrata
Enfim nos afoga,
O calor que aquece
É o mesmo que queima,
A tolice dos sonhos
É o que nos empolga.
A intensidade
Define a loucura,
É o que aproxima
E nos distancia,
Erro e acerto,
Compõe, estrutura,
Ausência e presença
Vêm em demasia.
O grito ensurdece,
A pressão nos desmaia,
Repressão endurece,
Rebeldia se espalha.
As nuvens ocultam
O céu que não vemos,
Milagres renovam
A fé que não temos.
E o facho ofuscante
Que tão bem nos seduz,
Clama por breu desejando um final.
Todo Eclipse antecede a Luz,
Com a extensão gloriosa
Do Eclipse Vital.
(Michel F.M. - Pairar Incansável da Fênix Sublime) ©
[Grandes mentirosos se encarando]
as dificuldades tantas
superaremos,
com nossa vigorosa
força de vontade.
as incertezas todas
satisfaremos,
com nossa preciosa
força de vontade.
as tristezas abundantes
alegraremos,
com nossa determinada
força de vontade.
com nossa vigorosa,
nossa preciosa
e determinada,
nossa potentosa
força de vontade.
estou certo de que
poderemos usá-la,
quando enfim
a encontrarmos.
02/12/23
Reservada apenas aos mais
Vigilantes e persistentes,
Como se o ímpeto,
Desvendasse nela,
Teu próprio sentido ousado.
Num molejo natural e singular,
Dominava o ambiente ao se mover;
Pois ela não andava simplesmente, Marulhava ao navegar pelos espaços.
Produzia insegurança nas fêmeas,
Que orbitavam ao teu redor
E neste entorno abstraía-se
De qualquer fixação alheia.
Boa e Velha Selvageria
Eles querem
Adestrar todo mundo,
Querem todos
Mansos e humildes;
Risadinhas,
Aplausos e brindes;
Risadinhas,
Aplausos e brindes;
Mas nosso espírito
É indomável
E não se dobra
Com palavras vazias.
Só podemos
Prometer a eles,
Nossa boa e velha
Selvageria.
Silhuetas em Contraluz
Sombreados nebulosos,
Minúcias indistintas,
Virtudes ameaçadoras,
Ameaças furtivas.
Valentia acovardada,
Medonha ousadia,
Até que a bravura afoita,
Jorrasse sobre nós.
Compusemos silhuetas,
Capturas em contraluz,
Majestosas ambições,
Pretensão que nos traduz.
A lacuna entre nós
Revelou-se assombrosa,
Tal relevo irrevogável
Intitulou nosso abismo.
Cada decisão traçou
Rocha em precipício,
No desfiladeiro, o princípio
Sempre foi a terminação.
Compusemos silhuetas,
Capturas em contraluz,
Majestosas ambições,
Pretensão que nos traduz.
Nossas silhuetas
Vêm em contraluz,
Nossas silhuetas
Vão de encontro à luz.
Distinta das Demais
Seu andar
Não se promovia
Em pisadas convencionais,
Constituíam exímios
Passos coreografados.
Dispunha de algumas manias,
Que a diferenciavam salientemente,
Ainda mais das demais.
Bem como a incapacidade de falar baixo;
Assim como dissera antes,
Ela adorava estremecer os ambientes, Com timbres vocais apurados,
Naturalmente superiores,
Quase que como um sétimo sentido;
Pois o sexto, já fora acima referido, Sendo algo próximo
Da autopromoção inconsciente.
Não que fosse um problema para ela,
Pois parecia tratar-se de uma aliada, D
as atitudes que constrangem outros
E jamais a constrangiam;
Parecia ser desprovida de timidez.
Ela simplesmente alimentava,
Em seu grau mais elevado,
O arbítrio alforriado,
Da adocicada libertinagem.
Senhorita, desprovida de timidez,
Uma em milhões, distinta das demais,
Convertia sutileza em nitidez,
Exageradamente, distinta das demais.
Bem como a incapacidade de falar baixo;
Assim como dissera antes,
Ela adorava estremecer os ambientes, Com timbres vocais apurados,
Ela simplesmente alimentava,
Em seu grau mais elevado,
O arbítrio alforriado,
Da adocicada libertinagem.
