Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Desconcertando a quebrada,
Deslizando pela encosta,
Abrilhantou-se prateada,
Requebrada e predisposta.
Já houve quem descasou,
Plantando-lhe junto no encalço,
Afeto que avassalou,
Pela Deusa dos Pés Descalços.
Menção para a vaidade,
Desbancando gingados falsos,
Desce o beco como santidade,
A Deusa dos Pés Descalços.
Deusa dos Pés Descalços
Desconcertando a quebrada,
Deslizando pela encosta,
Abrilhantou-se prateada,
Requebrada e predisposta.
Dona da redondeza,
Ronda os arredores,
Prodígio em sua fortaleza,
Fascínio para maiores.
A Deusa dos Pés Descalços.
Já houve quem descasou,
Plantando-lhe junto no encalço,
Afeto que avassalou,
Pela Deusa dos Pés Descalços.
Menção para a vaidade,
Desbancando gingados falsos,
Desce o beco como santidade,
A Deusa dos Pés Descalços.
A Deusa dos Pés Descalços.
Às vezes nasce uma canção
Da casa para a escola,
Da escola para a casa,
Entre tarefas e lições,
Recreios e distrações,
Às vezes nasce uma canção,
Para amigos de coração.
Somos Grandes Amigos,
Somos Grandes Irmãos,
E desses momentos bonitos,
Às vezes nasce uma canção.
Borrachas apagam,
Canetas escrevem,
Grandes amigos
Jamais se despedem.
Dizem apenas de maneira leve:
- Um abraço e até breve !
Somos Grandes Amigos,
Somos Grandes Irmãos,
E desses momentos bonitos,
Às vezes nasce uma canção.
Vão singulares os amores...
Quem pagou os direitos autorais ao amor ?
Por tê-lo usado banalmente, sem créditos do autor.
Desconheço a autoria conhecida, em nosso favor;
Clonagem, cópia, plágio ou imitação,
Do que já publicaram sem devida concessão,
Descrevendo o exaustivamente descrito;
Sem receio de ser bobo, caio no que já foi dito,
Despenco na repetição, repetição.
Do que causa-nos contágio,
Portador de bons-presságios,
O mais caro dos pedágios,
Dentre todos os valores.
Amores que vivi,
que se ausentaram.
Amores que vivi,
que me castigaram.
Amores que vivi
e se quer me notaram.
Amores que vivi,
que me contagiaram.
Amores que vivi,
que me desfiaram.
Amores que vivi,
que me restauraram.
Amores que vivi,
me impulsionaram.
Amores que vivi,
amores que me amaram.
Amores que vivi
Vão singulares os amores...
Quem pagou os direitos autorais ao amor ?
Por tê-lo usado banalmente, sem créditos do autor.
Desconheço a autoria conhecida, em nosso favor;
Clonagem, cópia, plágio ou imitação,
Do que já publicaram sem devida concessão,
Descrevendo o exaustivamente descrito;
Sem receio de ser bobo, caio no que já foi dito,
Despenco na repetição, repetição.
Do que causa-nos contágio,
Portador de bons-presságios,
O mais caro dos pedágios,
Dentre todos os valores.
Frágeis, ágeis, inabaláveis,
Vão singulares os amores...
Amores que vivi, que se ausentaram.
Amores que vivi, que me castigaram.
Amores que vivi e se quer me notaram.
Amores que vivi, que me contagiaram.
Voam singulares os amores...
Amores que vivi, que me desfiaram.
Amores que vivi, que me restauraram.
Amores que vivi, me impulsionaram.
Amores que vivi, amores que me amaram.
Voam singulares os amores e se vão...
Apresentados por sinestesia,
Leio sua escrita estonteante,
Nem conheço tua caligrafia,
Todavia a sutileza é palpitante.
Desprovido de outra qualidade,
Que a aura possa pronunciar,
Ofereço-lhe como depoimento,
A sonoridade que teimo cantarolar.
Sonoramente Falando
Apresentados por sinestesia,
Leio sua escrita estonteante,
Nem conheço tua caligrafia,
Todavia a sutileza é palpitante.
Desprovido de outra qualidade,
Que a aura possa pronunciar,
Ofereço-lhe como depoimento,
A sonoridade que teimo cantarolar.
As notas são presentes natos,
Em andamentos formosos.
Visualizo sua intensa súplica.
Interrogo meus ouvidos curiosos,
Ao passo que replicam imediatos,
Qual é o nome dessa música ?
Para alguém mais corajoso,
Alguém mais inteligente,
Para alguém mais carinhoso,
Alguém mais competente.
Mas ela não nasceu para alguém,
Que ame-a mais, do que a amo.
Pois neste quesito, sou bendito e soberano.
