Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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⁠Réquiem
(mérito merecido)

Finalmente sou quase alguém que não queria ser.

Mas temos que ser algo,
Mesmo que um fardo
Para carregar
Ou carregarmos outrem.

Ou embarcarmos num trem
Que esvai, evaporando
E deixando nu,
Desabrigado, desobrigado,

Diz obrigado no réquiem.

O descanso é um mérito merecido.
Réquiem, descanso merecido.

Introduzindo uma mensagem
Extrovertemos as vantagens de opinar,
Intuitivos opinem e assimilem,
Reencontramos nosso réquiem.

O descanso é um mérito merecido.
Réquiem, descanso merecido.
Réquiem, mérito merecido.

Inserida por michelfm

⁠Ele foi descendente de Eva e Adão,
Brotou, durou e expirou na Alameda do Éden,
Evoluiu dos Primatas, foi Homo Sapiens.

Inserida por michelfm

⁠Assopra a pena,
Empena a pluma,
Em plena curva estreita,
Por onde tramita a poetisa,
Em prumo improvisa.

Inserida por michelfm

⁠Instrumento que traz harmonia,
Como vento que invade o recinto,
Musicando em alegoria,
Marolas sonoras do instinto.

Manobras morosas,
Melindre caligrafia.

Inserida por michelfm

⁠Com cordas ou metais,
Concorda o Menestrel,
Orquestra “El tropel” que nos vicia.

Inserida por michelfm

⁠Melodia de Marie

Ressoa dissonante,
Brandura e simetria,
Marie é realeza da utopia.

Assopra a pena,
Empena a pluma,
Em plena curva estreita,
Por onde tramita a poetisa,
Em prumo improvisa.

Instrumento que traz harmonia,
Como vento que invade o recinto,
Musicando em alegoria,
Marolas sonoras do instinto.

Manobras morosas,
Melindre caligrafia.

Uma flauta e nada de
Segurar ar nos pulmões.
Solte forte a inspiração,
Recomece a soprar,

Acordes Marie e continue a idear,
Arpejos, lampejos, desejos a permear.

Com cordas ou metais,
Concorda o Menestrel,
Orquestra “El tropel” que nos vicia.

Marie é uma dama em poesia !

Melodia de Marie,
Assovio da perfeição,
Uma flauta a faz fluir,
Tece em sopros a canção.

Inserida por michelfm

⁠Ouso escutar a cantoria,
Ouço executar a sinfonia,
Simpática força que culmina.

Inserida por michelfm

⁠Sou sua serifa,
Tu és minha haste,
Me mantém proporcional,
Irracional em minha arte.

Inserida por michelfm

⁠Não escrevo mais
O que vem da inspiração,
Pira-me a tua tenaz convicção.

Inserida por michelfm

⁠O diário está mudo,
Nada mais me diz,
Fui criado graúdo
E a grafia não condiz.

Inserida por michelfm

⁠Mas antes de ontem
Se antecipou,
Hoje é a conseqüência
Do que passou

Inserida por michelfm

⁠Sente-se agora,
Sinta-se com vontade,
Sossegue e levante sem alarde,
Ainda não é tarde
Para aliar, para obter, para habitar.

Inserida por michelfm

⁠Nas Planícies erigiriam condomínios,
Ceifaram os espíritos de sua linhagem,
No deserto levantaram um cassino,
As Doutrinas escoaram pela margem.

Inserida por michelfm

⁠Juntou as suas tralhas
Pra desembarcar,
No convés a residência
Que devia abandonar.

Inserida por michelfm

⁠O mercado à direita
E a taberna à esquerda,
Foram sua família
Na época das cheias.

Inserida por michelfm

⁠Saindo da labuta,
No abrigo marítimo,
Ele ditaria serenamente seu ritmo.

Inserida por michelfm

⁠DESTATUS Quo

Questione
o que as pessoas afirmam,

Reflita
sobre o que não querem pensar,

Diga
o que não querem ouvir,

Escreva
sobre o que não desejam ler

e finalmente,
Seja tudo aquilo
que eles não esperam.

Inserida por michelfm

⁠Combatentes solitários,
Defensores dos desolados,
Em gestos solidários,
Acentuam os ditados.

Inserida por michelfm

⁠Detentores de recordes,
Jamais reconhecidos,
Não são premiados,
Pelas suas façanhas.

Inserida por michelfm

⁠Ironicamente sabem,
Não farão bustos para eles,
No entanto se comprazem
E nesta data lembramos deles.

Inserida por michelfm