Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Maduros Imaturos
Fugir do certo é inevitável,
Mas como o certo não é evitável,
Amarrados estamos
E assim esperamos.
O verbo se conjugou.
Eu fui o que você é
E você será o que eu sou.
Envelhecemos, perdemos a inocência,
A ingenuidade da lugar as aparências.
Apanhados por exemplos que ditam as normas,
Arrastados num cortejo que impõe formas.
Quantos quilos pesa sua sinceridade ?
Beleza não se opõe a mesa.
Ser extremo é uma necessidade,
O rústico duela com a delicadeza.
Conheci crianças maduras,
Conheci adultos imaturos,
A infância em vielas impuras,
A velhice em abrigos escuros.
Então de manhã será claro,
O feio acaba no amanhecer.
A renovação num tempo que é raro,
Meu caro amigo, vamos amadurecer.
O que você quer ser quando amadurecer ?
Esta é a questão a prevalecer.
Maduro ou imaturo ?
Maduros Imaturos.
Envelhecemos, perdemos a inocência,
A ingenuidade da lugar as aparências.
Apanhados por exemplos que ditam as normas,
Arrastados num cortejo que impõe formas.
Quantos quilos pesa sua sinceridade ?
Beleza não se opõe a mesa.
Ser extremo é uma necessidade,
O rústico duela com a delicadeza.
Conheci crianças maduras,
Conheci adultos imaturos,
A infância em vielas impuras,
A velhice em abrigos escuros.
Então de manhã será claro,
O feio acaba no amanhecer.
A renovação num tempo que é raro,
Meu caro amigo, vamos amadurecer.
O que você quer ser quando amadurecer ?
Esta é a questão a prevalecer.
Maduro ou imaturo ?
Maduros Imaturos.
O Único Verso Conspira a Nosso Favor
Rabisquei dezenas de papéis,
Sem me conformar com a frase certa.
Na vitrine busquei centenas de anéis
E não me interessei por nenhuma oferta.
Cessou em um verso a minha procura,
Um único verso que parece loucura.
Na poesia que eu te escrevi por amor,
O único verso conspira a nosso favor.
Juro que nada corresponderia,
A minha plena admiração,
Um juramento efervesceria,
A altura de nossa conexão,
Há uma oração que descreveria,
A indescritível sensação.
Na poesia que eu te escrevi por amor,
O único verso conspira a nosso favor.
É Absurda nossa sintonia,
É incontável em proporção,
De um único verso nossa poesia,
E já preenche a imensidão.
Na poesia que eu te escrevi por amor,
O único verso conspira a nosso favor.
“Meu amar é você, nós formamos o amor.”
Rabisquei dezenas de papéis,
Sem me conformar com a frase certa.
Na vitrine busquei centenas de anéis
E não me interessei por nenhuma oferta.
Cessou em um verso a minha procura,
Um único verso que parece loucura.
Pequena Preciosa
O que a diferencia
Das outras meninas,
São os calos nas mãos
E os cortes nos pés,
Marcas do esforço
No pó do carvão,
Queimando a infância,
A inocência e a fé.
A boneca trocada
Por um martelo,
Quebrando pedrinhas,
Descascando castanhas,
Pesando o desgaste
Sobre os joelhos,
Nas olarias sufocando
As entranhas.
Pequena Preciosa,
Sei de sua trajetória.
Pequena Preciosa,
Cantarei sua história.
Caímos no sarcasmo
De atributos hilários,
É um insulto tratar monstros
Como empresários.
Amaldiçoados
Financiam a morte,
E o marasmo infantil
Serve como suporte.
Romperam o cativeiro,
Resgataram a menina,
A Pequena Preciosa
Foi uma heroína.
Na euforia de sua alforria,
Ganhou a atenção que então merecia.
O vil e perverso aliciador,
Malvado medíocre seria enjaulado,
Foi algemado pelo defensor,
Que tirou a Pequena de seu triste passado.
A menina ainda não entendia,
Que seu futuro lhe pertencia.
Mas já despejava naquele estágio,
Lágrimas de alegria.
Pequena Preciosa,
Sei de sua trajetória,
Pequena Preciosa,
Brilha vitoriosa.
Uma vez liberta, voltou a estudar,
Era a mais esperta no meio escolar.
Seria qualquer coisa que quisesse ser,
A Pequena Preciosa poderia escolher.
Quantas preciosidades mais nós iremos perder ?
Substituindo a infância por cifrões cobiçados.
Crianças jamais deveriam crescer,
Pra nunca se tornarem monstros disfarçados.
Pequena Preciosa,
Brilha Graciosa.
Sublime e Gloriosa,
Pequena Preciosa.
O que a diferencia
Das outras meninas,
São os calos nas mãos
E os cortes nos pés,
Marcas do esforço
No pó do carvão,
Queimando a infância,
A inocência e a fé.
Na euforia de sua alforria,
Ganhou a atenção que então merecia.
O vil e perverso aliciador,
Malvado medíocre seria enjaulado,
Foi algemado pelo defensor,
Que tirou a Pequena de seu triste passado.
A menina ainda não entendia,
Que seu futuro lhe pertencia.
Mas já despejava naquele estágio,
Lágrimas de alegria.
Pequena Preciosa,
Sei de sua trajetória,
Pequena Preciosa,
Brilha vitoriosa.
Uma vez liberta, voltou a estudar,
Era a mais esperta no meio escolar.
Seria qualquer coisa que quisesse ser,
A Pequena Preciosa poderia escolher.
Quantas preciosidades mais nós iremos perder ?
Substituindo a infância por cifrões cobiçados.
Crianças jamais deveriam crescer,
Pra nunca se tornarem monstros disfarçados.
Brilha Graciosa
Em sua roda de amizades,
Era querida e engraçada,
Realizava varias bondades,
Sua presença era prezada,
Compreensiva, encantadora,
Esperta, investigadora,
Queria ser médica,
Ginasta e cantora.
Bem mais madura que as outras meninas,
A vida foi dura e a fez menos manhas, Se propunha a ousar e auxiliava,
Estendia a mão onde estava,
Prestativa, precavida, delicada,
Nunca mais seria forçada a nada.
Ajudava a mamãe no bordado,
Segurava o rolo de linha,
Ficava atenta a cada traçado,
Da rede ao rendado até a barrinha.
Pintava o bordado, ornava a borda,
Combinava sua roupa com a da bonequinha,
A pequena brincava, cantava, pulava,
Imaginava e sabia, nada mais a detinha.
Nada mais a deteria.
Brilha Graciosa !
Brilha o quanto quiseres brilhar.
Pequena Preciosa !
Motivo maior prum pai se orgulhar.
Em sua roda de amizades,
Era querida e engraçada,
Realizava varias bondades,
Sua presença era prezada,
