Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Os criadores da criação,
Amaldiçoaram sua benção,
Abençoando sua maldição.
Construtores da Destruição.
Construtores da Destruição
Compatriotas recebidos com otimismo.
Sacrifício humano por Patriotismo,
O Rito não pode cessar,
Bandeiras, hinos, honrarias,
Na missa dos 7 dias vou comungar.
Velórios, rituais, mutilações,
Muitas confissões a fazer,
Nenhuma remissão a conceder.
Os criadores da criação,
Amaldiçoaram sua benção,
Abençoando sua maldição.
Construtores da Destruição.
Na batalha contra sua criatividade,
Ele venceu,
Derrotando a si mesmo,
Ele perdeu.
Nas lendárias escrituras a inscrição: “Virão os Construtores da Destruição.”
Os criadores da criação,
Amaldiçoaram sua benção,
Abençoando sua maldição.
Construtores da Destruição.
O braço dormente, a garganta seca,
As pernas trêmulas, aquela enxaqueca,
O cansaço levando a exaustão,
Monstruosidades despertaram.
Na noite o seu pesadelo te encontrou,
E ao som do desespero despertou,
A lança num golpe certeiro flagelou,
Mas a força interior te sustentou.
No fundo do túnel você avistará,
Apenas alguém com quem contar,
Apenas alguém em quem confiar,
E do seu pesadelo te resgatará.
Seu Pesadelo
O braço dormente, a garganta seca,
As pernas trêmulas, aquela enxaqueca,
O cansaço levando a exaustão,
Monstruosidades despertaram.
Na noite o seu pesadelo te encontrou,
E ao som do desespero despertou,
A lança num golpe certeiro flagelou,
Mas a força interior te sustentou.
Aquele antigo pesadelo,
Retornou pra atormentar,
Em uma prisão de gelo,
Quer te encarcerar.
Na noite o seu pesadelo te encontrou,
E ao som do desespero despertou,
A lança num golpe certeiro flagelou,
Mas a força interior te sustentou.
No fundo do túnel você avistará,
Apenas alguém com quem contar,
Apenas alguém em quem confiar,
E do seu pesadelo te resgatará.
Na noite o seu pesadelo te encontrou,
E alguém em quem você confiou,
Te resgatou.
E agora jazem em companhia de outras covas.
Provas de nossa ingratidão,
Infidelidade, desprezo e desespero,
Associados a insatisfação.
E as traições poderão descansar,
Junto às ervas daninhas do canteiro,
Terei as ladainhas do coveiro,
Derramadas sobre meu caixão,
Ou embarcarmos num trem
Que esvai, evaporando
E deixando nu,
Desabrigado, desobrigado,
Diz obrigado no réquiem.
Introduzindo uma mensagem
Extrovertemos as vantagens de opinar,
Intuitivos opinem e assimilem,
Reencontramos nosso réquiem.
Réquiem
(mérito merecido)
Finalmente sou quase alguém que não queria ser.
Mas temos que ser algo,
Mesmo que um fardo
Para carregar
Ou carregarmos outrem.
Ou embarcarmos num trem
Que esvai, evaporando
E deixando nu,
Desabrigado, desobrigado,
Diz obrigado no réquiem.
O descanso é um mérito merecido.
Réquiem, descanso merecido.
Introduzindo uma mensagem
Extrovertemos as vantagens de opinar,
Intuitivos opinem e assimilem,
Reencontramos nosso réquiem.
O descanso é um mérito merecido.
Réquiem, descanso merecido.
Réquiem, mérito merecido.
Ele foi descendente de Eva e Adão,
Brotou, durou e expirou na Alameda do Éden,
Evoluiu dos Primatas, foi Homo Sapiens.
Desmontamos os pedestais,
Anulamos a exposição,
Rochas nocauteadas por cristais,
Desparcerados pela discrição.
Silenciadores
Os armários chaveados,
Meu orgulho arranhado,
As carteiras arrumadas,
Meu estômago revirado.
Testemunhas silenciadas,
Depondo silenciosas.
Em meu silenciador,
Após silêncio a dor.
Silenciador,
Silencie a dor.
Desmontamos os pedestais,
Anulamos a exposição,
Rochas nocauteadas por cristais,
Desparcerados pela discrição.
Ela foi vítima,
Eu fui vil,
Ela é discreta,
Eu sou sutil.
Sentimentos silenciados,
Depoimentos sussurrados,
Enlaçados capturamos a libertação.
Silenciadores,
Silenciem as dores.
e o sangue ?!
segue sempre correndo
na contramão das artérias,
desrespeita a gravidade,
pra alcançar o coração,
