Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Só quem caminha conosco, é que pode viver um pouco da experiência que passamos e ajudar, sem nos julgar.
Aquele que luta pela verdade tem momentos de vacilação e dúvida, porque avança de descoberta em descoberta e vai esbarrando nas contradições e ambiguidades do real. Mas aquele que aposta na mentira não vacila nem duvida, porque nada busca nem descobre: está fechado para sempre dentro da sua mentira, que é, ao mesmo tempo, sua fortaleza e seu túmulo.
O Brasil foi meticulosamente planejado pelo capeta para que aí todas as vidas deem errado, exceto as que não merecem dar certo.
Adimito que a fraqueza humana, para se defender instintivamente da atração hipnótica do mal, prefira negá-lo.
Mas a ignorância voluntária é, já, a vitória do mal.
Uma coisa que raríssimos brasileiros sabem fazer é distinguir as ocasiões de DISCUTIR e de NEGOCIAR. Em assuntos da vida prática, discutir é quase sempre inútil e só serve para transformar dificuldades em hostilidades. Discutir faz-se com ARGUMENTOS, numa gama que vai das demonstrações lógicas aos insultos e acusações. Negociar faz-se com REIVINDICAÇÕES, CONCESSÕES E CÁLCULO DE VANTAGENS MÚTUAS. É totalmente diferente de discutir.
Mas tem também HEROIS que anonimamente cada manhã percorre o caminho do silêncio perante as grandes mídias globais, e mergulham naquilo que os GRANDES VERDADEIROS E LEGITMOS MESTRES, como MILTON SANTOS, DARCI RIBEIRO, PAULO FREIRE, FREI BETO, nos deixou como legado, lutar pela Educação contra as mazelas deste país, estando presente. Você será muito bem vindo querido MESTRE, OLAVO DE CARVALHO, muito bem vindo. Professor Ciciliato!
Tem gente que prefere mentiras aveludadas do que verdades contundentes, não sou mau caráter para ensaboar mentiras e não tenho boca de veludo para aveludar verdades, a verdade é como porrada e tem que ser como um soco no estômago, o forte aguenta, o fraco senta e chora.
Onde já se viu debate sem divergências? Debate unânime? Debate entre o "amém" e o "sim, senhor"? Eu imaginava que isso só ocorria na extinta URSS.
O reino do Espírito, que pretendo habitar, não é deste mundo, e ele é a única coisa necessária, a única que faz com que a vida seja digna de ser vivida.
“O papel do filósofo, teólogo ou pensador dentro de uma sociedade profundamente massificada é semelhante ao de um pequeno comprimido de tranqüilizante no corpo de um neurastênico: não vai curá-lo, mas vai lhe dar um breve momento de calma e lucidez no qual ele poderá tomar decisões que mudem sua vida. Se a sociedade souber aproveitar sua presença, melhor para ela. Se não, o pensador, sem recriminar ninguém, irá calmamente para o seu canto ensinar a si mesmo o que os outros não quiseram aprender”
Em cada boca fria um profundo corte. Licor de morte em cada poesia. A face do poeta sonhador também estava fria como o gelo. E a sua despedida - um longo pesadelo... O poeta viveu intensamente o amor...as aventuras e os sonhos por inteiro. Nada de viver aos pedaços. Mas naquela noite havia sangue e lágrimas em seu travesseiro. - Não houve tempo se quer de dar ou receber aquele último e longo abraço. Sobre o chão havia uma folha solta; era a sua última poesia. A caneta ainda estava em sua mão... O poeta era amante da noite,do dia... Gostava das mulheres e do vinho. Mas infelizmente morreu sozinho! A morte daquele que um dia sonhou em ser um grande poeta foi uma morte cheia de poesia, discreta... Era o poeta um maluco sonhador que vivia ocultando a sua dor. Ele sempre estava tentando mudar o que já não tinha jeito, ria do que era belo,admirava o que tinha defeito, via a sua humilde casa como um enorme e elegante castelo... Às vezes na eterna busca daquilo que estava distante o poeta não conseguia enxergar o que estava por perto. Ele sabia viver mil anos em poucos instantes... E tinha sempre o coração aberto! Mas o poeta agora já não ri, já não chora! E ninguém o espera lá fora! Não há ninguém para despedir-se dele em meio a noite silenciosa e fria. Ninguém para ler a sua última poesia! - E agora poeta!? E agora!?..
Sou um poeta que ama o pôr do sol, pois ao nascer não sabemos o que nos espera, mas ao se pôr temos a grata satisfação da completude.
“[...] macjhogo é um pseudônimo usado por Diogo Oliveira, um escritor e poeta nômade.
Ele brinca com as palavras e navega nos rascunhos de um espectro poeta, buscando conduzir a imortalidade de seus pensamentos através dos borrões de seus textos.”
As palavras faltam quando tudo fica vazio, quando hoje existe um muro, uma barreira, quando a única vontade era um abraço;
Sentar do seu lado, nem precisa falar nada, só ouvir;
E saber que conseguimos ficar juntos, que está tudo bem, que aquele vazio e tristeza lá no fundo, aquela angústia de não saber, de não ver, isso não vamos ter;
Quando tudo fica feliz e triste ao mesmo tempo;
Em ver que a distância que tomamos;
Tornou em nós um abismo, construímos o que desconhecemos um ao outro;
Não lembramos mais de momentos, não temos mais recordações, não sentimos mais, tudo vazio;
O porquê nem sabemos, mas tanta coisa se passou, tantas foram as situações, agora já nem sei, ou se sei, a expressão ficou pequena pela falta que você faz;
Pelo sentido que você faz, situações, todos erram, não tem lado essa situação, e o que deveríamos ter é apenas querer ficar bem juntos, e tentar ser felizes;
Não importando mais nada, só isso era o meu desejo, de ser feliz, ser feliz, mas, seja feliz, siga sua vida, viva, e siga seus planos e objetivos, seus sonhos;
Mesmo que a distância de todas as formas nos impeça, jamais estou distante, porque não existe distância para a alma, para o coração!
