Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Nós somos consumidos pela incerteza. Mas a vida talvez seja isso mesmo: um mar de incertezas, um oceano de garantias nenhuma.
Se eu tivesse num daqueles filmes "Premonição" eu dava um tiro na minha cabeça só pra dizer pra morte quem é que manda.
Eu não tenho medo do amanhã, o hoje já tem sustos suficientes pra qualquer um sentir-se frágil, pouco, insuficiente, finito. Só que pra quem tem ouvidos, há um grito de vida, da vida, tão intenso, que não só acalma quanto impulsiona. Eu ouço a vida me chamar pra luta, não vou ficar parado esperando o nada, que é tudo o que o medo tem pra oferecer.
Não, não quero choro nem vela, quero no rosto um sorriso sincero e nos olhos lágrimas de felicidade.
Os melhores momentos, são aqueles em que, sentimos a vida em grande plenitude. Um breve espaço em que esquecemos o passado e não programamos o futuro
Eu cresci, mas ainda peço a Deus um pouco de malandragem e uma pequena dose de coragem,pois sou sim, covarde.
Como um meio observador, embora não sem razão, notei os fios queimados do seu cabelo amanhecido. Tão bela era aquela criatura com montanhas nas sobrancelhas e estradas nas costelas...
Busco um equilíbrio que tire totalmente minha razão, mas que ao mesmo tempo me certifique de que era exatamente isso o que eu procurava.
Gostaria que teus lábios me causassem lágrimas, e que procurássemos conforto na neblina de um abismo (agora sinto o vento cortando o espaço entre nós)
E embora eu possua apenas dois gelos e um copo d'água, quero te convidar para um jantar em minha sala de estar. Não quero expandir meu olhar nem capturar sua expressão: Nossa relação será sólida.
As taças continuarão no armário enquanto não houver amor: Guarde este vinho, não será preciso.
O meu "jeito" que é visível às pessoas, é só um túnel entre o meu real EU e o indivíduo a me observar.
A vida nesse mundo é um fardo, cujo qual é pesado demais para alguém que nem pediu para chegar até aqui!
Hoje quebrei um copo, e catando os caquinhos fiquei pensando, como somos parecidos com o vidro. Fluidos, muitas vezes transparentes, com brilho, mas se quebrados ambos ficamos opacos, cortantes e perigosos. Com uma facilidade incrível para ferir os outros.
De que adianta viver se não refletimos, ou caminhar se não paramos um pouco para admirar a paisagem? Pensar na vida é isso... parar um pouquinho.
Às vezes me sinto um relógio. Daqueles com quatro ponteiros e diversas marcas de tempo, sabe? Conto os segundos e não lhes atribuo valor. Julgo sua duração ínfima e não condizente com a minha vontade. Desloco-me, então, pelos minutos, e noto que muitos dos meus planos precisaram de apenas um deles para se tornar fatos... Passado. Agora vejo as horas passarem. Desperdício de tempo. Por quê? Eu sigo regras impostas. Sou marcada. Não ajo. Mas desperto! Saio da minha rotina passiva e compassada. Impacto. Acordo e grito. Faço ecoar minha voz. Minha pilha? A ânsia de viver.
Não quero ser igual aos outros, quero ser diferente, quero ser puro, verdadeiro, quero ser um sonho a existir, a resistir... resistir a realidade..
