Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Em seu apogeu
Uivas como um lobo
No primeiro alarde
Ages como um covarde.
Pensas que és forte,
digo que tens é sorte.
E no momento exato verás
que fostes um fraco
Terás tudo que possuis
enrolados dentro de um saco.
Mude enquanto a tempo cara
A vida passa ela não para.
Veio um verso de amor
que a brisa logo soprou
com ciúmes e mau humor
do meu verso não gostou
Disso eu já bem sabia
faço simples versos de amor
que nenhum coração extasia
ou bate feliz em clamor
Como poeta sou uma
e para escrever sou atleta
posso ser um verso de espuma
ou uma pedra que te acerta
Existe um sentimento comigo
Que não sei como sentir
Talvez como Fernando Pessoa
Se o pudesse medir
Sonhos de manhã ao acordar
Lágrimas de dor na almofada
Conjugação do verbo amar
Pretérito imperfeito de uma vida mal interpretada
Mas medir o que não existe
Torna difícil a tarefa
De um fingidor que persiste
Em usar o fingimento do poeta
Finge que não existe e mantém fechado
Cada letra escrita em vão
De um poema bem guardado
No cantinho do seu coração.
Realce de um Romance em Relance
Despejo o acúmulo de melancolia,
Nivelado pelo apalpar da franqueza,
Tristura transmutada em biografia,
Lisonja alimentada de lindeza.
Realce de um romance em relance,
Realce um romance em relance.
Macia epiderme madrigal,
Norteia-me com benevolência,
Galanteio supra-celestial,
Levando-me à máxima potência.
Realce de um romance em relance, Realce um romance em relance.
Supremo enquadramento instantâneo,
Imperecível aos instantes que sucedem,
Ameno vendaval interiorano,
Âmago das forças que se movem.
Realce de um romance em relance, Realce um romance em relance.
Em português coloquial,
A gente se ajeitava e pronto.
Um terraço, um varal,
Sala, cozinha, banheiro, aposento,
Uma rede pro encosto e ponto.
Cada quina um reconto,
Pela prosperidade,
Éramos afortunados,
Sem um tostão ou vaidade,
Reinava dominante a simplicidade.
Pretérito bem-mais-que-perfeito
Em português coloquial,
A gente se ajeitava e pronto.
Um terraço, um varal,
Sala, cozinha, banheiro, aposento,
Uma rede pro encosto e ponto.
Naquele Pretérito
Bem-mais-que-perfeito,
Convivência era próspera,
Em nosso proveito.
Cada quina um reconto,
Pela prosperidade,
Éramos afortunados,
Sem um tostão ou vaidade,
Reinava dominante a simplicidade.
Naquele Pretérito
Bem-mais-que-perfeito,
Convivência era próspera,
Em nosso proveito.
Bem-aventurados
Os que cá estão.
Fazendo do inverno,
Um ilustre verão.
Aqueles que conviveram,
Aqueles que aproveitaram,
Aqueles que bendisseram,
Preencheram, perpetuaram.
Naquele Pretérito
Bem-mais-que-perfeito.
Indecifrável Jú
Em meu ingresso meço Jú
Faço um pedido peço Jú
Um comentário para Jú
Ou um glossário sobre Jú
Em meu diário escrevo Jú
Ao redigir resumo Jú
Uso ensejos vejo Jú
No quintalejo bejo Jú, bejo
Indispensável Jú
Incomparável Jú
Na biblioteca leio Jú
Na locadora loco Jú
Uso o fado fada Jú
Sol poente nasce Jú
Naquele atalho rumo a Jú
Espalho versos sobre Jú
Cantigas lidas para Jú
A Preferida, amo Jú, amo
Inenarrável Jú
Indecifrável Jú
Provoco-a por provocar
Só pra vê-la revidar
Onde me encontro, encontro Jú
Contudo, não decifro Jú
Notoriedade do notável
Afinidade ao afagável
Indecifrável Jú,
Inesquecível.
O Vazio
Fala pra mim, ó vazio
O que é que tu tens
Que faz de todos bens
Um nada mais que vil
A letra já é numero
O papel já é manchado
E a mancha já escura
Faz do nada algo bordado
Num ombro todo o ouro
No outro a beleza
No meio nenhum louro
Só a nuvem de tristeza
E na longa estrada que desce
Guiado por ti, podre vulto
O ser outrora culto
Fecha os olhos e obedece.
Seja feliz!
Acredite nos seus sonhos;
Se você tem um sonho;
Corra atrás, tenha fé!
Que Deus vai te ajudar. ❤
Feliz ano-novo!
Deixei um beijo meu
Na esquina do teu rosto.
Só pra avisar: estou voltando para buscá-lo. Se não me devolver, roubarei!
Sobre Mãinha escrevi: SOMOS UM
Meu olhar é o dela.
Meu cabelo crespo é o dela.
Meus lábios carnudos é o dela.
Até meu sorriso!
A cor da pele é dela.
O nariz esparramado é
o dela.
O rosto, é o dela.
Se tivermos distantes, a alma não se desconecta;
Somos uma alma, só dividida em dos corpos.
Nem a morte pode nos separar.
Pois até depois de mortos, a vida faz questão de nos juntar.
Somos a beleza do continente africano;
Eu sou seu poeta,
E ela, meu poema que declamo.
Mãe é um pedaço de Deus:
Porque é uma vida que gera outra vida!
Fragmentos do meu livro: Dom Amaro.
O Homem na Porta
William Contraponto
O homem na porta observa
E tira suas previsões,
Entre uma e outra reserva
Vê o que há em ambas situações.
O homem na porta hesita,
Mas não cessa de esperar,
Pois cada cena palpita
Com algo a revelar.
Vê passarem os enganos
Com vestes de solução,
E os que fingem há muitos anos
Ser donos da direção.
Escuta o rumor da rua
Com olhos de dentro e fora,
Como quem encara a nua
Verdade que se devora.
Vê que a luz também confunde
Quando insiste em dominar,
E que o claro só responde
Se o olhar souber mirar.
"Certo dia, ela pediu-me, que eu escrevesse sobre ela.
Pensou que eu fosse um pintor da solidão, que escreve palavras, como pinceladas em tela.
Um trovador da dor, que entoa canções, ao lembrar dela.
Mal sabe ela.
O perigo dos meus escritos, sempre envolto em dor, uma pitada de amor e um todo de trevas.
Cada vez que escrevo, cada palavra escrita, cada maldição proferida, é uma cicatriz, que novamente tornou-se, uma ferida aberta.
Tentei escrever sobre a moça; não consegui, também, não consegui amar ela.
Meus escritos são minha prisão, onde vislumbro as grades, e a dona das chaves é Ela.
O que me mantém me vivo é lembrar Ela.
A minha tortura é lembrá-la e escrever, acerca dela.
Se as palavras são vento, então, por quê os meus escritos, como ventania, não me levaram para junto dela?
O que é a dor pr'um poeta?
Perguntas confusas, respostas incompletas.
Mente turva, escrevo-lhe mais uma, tomando mais um trago, sob a luz de velas.
No velório do nosso amor, éramos os únicos presentes; minhas lágrimas eram de pranto, as suas, de festa.
Inamável, desarrazoada, sem coração, megera.
Ofensas escusas, minhas escusas, por favor, releva.
Isso tudo não era sobre você, tentei falar da moça que me pedira uma homenagem singela.
Daquela, que certo dia pediu-me, para escrever sobre ela..." - EDSON, Wikney
Outra noite esfria o seu coração
Pobre de você no escuro
Procurando um céu nesse inferno
Num futuro, tempos atrás
Você, no mesmo inverno
Inseguro voltando pra trás
Outra vez, na mesma estação
Dias frios na mesma estação
Tudo foi você quem fez
Tudo que você faz
Você abre mão
E fazem a festa
Você abre mão
E fazem festa
E você, aí,
nessa mesma estação
Então me diga
O que será da sua vida
Sem vida
Então corra atrás
Tudo é você quem faz
Tudo é você
Tudo é com você
Então vá lá, e faça
Faça mais
Faça mais e mais
Queira mais
Queira mais e mais
25/08/2019.
Menina de longe...
Menina de longe,
Que me faz sonhar.
Menina de longe,
Um dia vou te encontrar.
Menina de longe,
Eu te quero todinha.
Menina de longe,
Me ligue quando você estiver sozinha.
Como é bom namorar...
Beijei a tua boca
Por um longo tempo
E esse momento,
Não saiu do meu pensamento
Quando o vento toca o meu rosto
Eu me lembro.. Ha... Como eu me lembro!
Do seu beijo, do seu rosto,
Do seu corpo, do seu jeto
Meigo de falar, do seu olhar,
Da cor do vestido que você usou
Naquela noite de luar
O que me disse, o que você falou.
Daqueles momentos
Que passamos juntos
Na praça à luz do luar
O que fizermos naquele
Banco não vou comentar,
De frente pro mar...
Em Itapuã como é bom namorar.
O amor está no ar,
A mágia só acontece
Se você acreditar!
Em Itapuã como é bom namorar..
De nada adianta...
Se nós não procurarmos
Um motivo para sorrir
A vida nos dá
Um motivo para chorar,
Ficar reclamando
De nada adianta
O ser humano só colhe
Aquilo que ele planta.
