Poema Via Láctea
Aí o sol entra pela janela e plasma a sua luz na leveza de balões coloridos que só eu vejo nessa energia que se chama vida.
Viver, é uma via de mão dupla. Ultrapassar, é proibido. Seguir em frente, é necessário. Porém, praticar a paciência, a atenção e o discernimento, são os três pilares importantes para o sucesso nossa viagem.
Considerando a Via Lácetea como nosso Lar; a Terra seria um dos cômodos de nossa morada, haja vista que há milhares de planetas e estrelas no caminho leitoso e que nosso esferóide é apenas um corpo celeste entre tantos outros, o único em que é conhecida a existência de vida.
Tem gente que sente saudade do "antigamente". Eu sinto saudades quando era criança e via a vida de outra forma. Tem gente que sente saudade de quando era bem recebido. Mas isso, foi antigamente... Quando o encanto acaba, é raro ele voltar. Raro...
Assim como Ismael Nery que não se via um pintor eu também não me vejo artista marchand, colecionador nos vemos pensadores essencialistas sem algemas do tempo e do espaço. Não blasfemar de ser Deus, por necessidade de criar e inventar mas sim ser divindade por vocação, em busca constante da unidade infinita em ser tudo e não ser nada enquanto existe angustiado,cego, surdo e mudo. Um só choro para prantos, cantos, enganos e encantos tão diversos. Céu e Inferno, o lirismo de passear na lua entre os ápices do êxtase carnal de ter posse de corpos para nossas almas e a serena comunhão do espirito em redenção liberdade. O absoluto revigora.
Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos.
No hospital, na sala de cirurgia, pela vidraça eu via você sofrendo a sorrir. E seu sorriso aos poucos se desfazendo, então vi você morrendo sem poder me despedir.
Dor na alma, quando tu busca dentro de ti e encontra muitos erros, tu via mas nao queria acreditar que era errado. Tomar decisão de mudar e arrancar tudo que te iludia, aceitar que estava errado, tua alma grita, tens de se fazer de forte para não fraquejar. Dai vem a dor, mistura de sentimentos, raiva, choro, arrependimento. Mas um alívio por ter tido coragem de passar por tudo e mudar.
Eu via sorrir claramente em todos os olhos o prazer da destruição e da morte, e em mim mesmo floresciam rosas rubras e silvestres, que me sorriam frescas
A infância e a adolescência, via de regra, são aquelas fases onde o indivíduo é feliz e todos os seus problemas são hipotéticos.
Tramas e mais tramas dentro de uma narrativa é um baita enchimento de linguiça. É o que eu via em novelas e series. É legal enrolar e manter o leitor. Mas lê ou ver tanta embromação é uma chatice. Depois de ter aprendido tanto sobre narrativa.
Não vejo o mundo como via antes. Acho que isso é uma coisa boa. Não me machuco mais em portas fechadas e nem em janelas quebradas. As paredes não me sufocam mais, removi o teto que me limitava e ganhei as estrelas.
O mundo era um lugar tão triste. A terra era seca e morta. O céu olhava para baixo e via apenas a vastidão do nada, não havia vida, não havia beleza. As nuvem passavam e passavam, e nunca viam algo que pudessem admirar no chão. A sua tristeza já era tão grande que o céu nao aguentou e começou a chorar. Chorou por muito tempo, tudo o que estava guardado nele. Suas lágrimas banharam a terra com forte intensidade e fizeram algo que surpreenderam a todos. No meio de toda aquela imensidão vazia, nasceu uma pequena flor rosa. Ela logo cresceu e se multiplicou, dando vida a milhares de outras ao seu redor. Em pouco tempo, o chão estava coberto de flores, até onde o céu conseguia enxergar. A terra se tornara um grande mar cor-de-rosa, belo e alegre, e o céu nunca mais chorou de tristeza, pois o amor havia tomado conta do seu mundo.
O trilhamento consiste em abrir uma via forçando obstáculos num domínio que resiste ao pensamento ou à caminhada. Um trilhamento pode avançar na descontinuidade.
"Não viagem com sua mente para o passado traumático, e nem para o futuro de incertezas, mas viagem para dentro de si mesmo a procura de serenidade."
Quando era criança, eu não via a hora de estar com Henry. Cada visita era um acontecimento. Agora, cada ausência é um não acontecimento, uma subtração, uma aventura sobre a qual vou ouvir quando meu aventureiro se materializar aos meus pés, sangrando ou assobiando, sorrindo ou tremendo. Agora tenho medo quando ele some.
