Poema Terra
Evocação do Natal
O maior de todos os conquistadores, na face da Terra, conhecia, de antemão, as dificuldades do campo em que lhe cabia operar.
Estava certo de que entre as criaturas humanas não encontraria lugar para nascer, à vista do egoísmo que lhes trancava os corações; no entanto, buscou-as, espontâneo, asilando-se no casebre dos animais.
Sabia que os doutores da Lei ouvi-lo-íam indiferentes, com respeito aos ensinamentos da vida eterna de que se fazia portador; contudo, entregou-lhes, confiante, a Divina Palavra.
Não desconhecia que contava simplesmente com homens frágeis e iletrados para a divulgação dos princípios redentores que lhe vibravam na plataforma sublime, e abraçou-os, tais quais eram.
Reconhecia que as tribunas da glória cultural de seu tempo se lhe mantinham cerradas, mas transmitiu as boas novas do Reino da Luz à multidão dos necessitados, inscrevendo-as na alma do povo.
Não ignorava que o mal lhe agrediria as mãos generosas pelo bem que espalhava; entretanto, não deixou de suportar a ingratidão e a crueldade, com brandura e entendimento.
Permanecia convicto de que as noções de verdade e amor que veiculava levantariam contra ele as matilhas de perseguição e do ódio; todavia, não desertou do apostolado, aceitando, sem queixa, o suplício da cruz com que lhe sufocavam a voz.
É por isso que o Natal não é apenas a promessa da fraternidade e da paz que se renova alegremente, entre os homens, mas, acima de tudo, é a reiterada mensagem do Cristo que nos induz a servir sempre, compreendendo que o mundo pode mostrar deficiências e imperfeições, trevas e chagas, mas que é nosso dever amá-lo e ajudá-lo mesmo assim.
Minha terra.
Não sou rico, não sou pobre
sou mais um agricultor
que na vida se descobre
que na terra tem amor
nela o que planto é nobre
e o que nasce tem valor.
Semente.
Sou nordestino, brasileiro
sou da água dependente
vivo a luz do candieiro
numa terra tão carente
não tem planta no canteiro
porque não brota a semente.
POETA É CRIANÇA
Poeta é gente pra se esquecida.
De toda memória apagado.
Da face da terra riscado.
Para que viva à poesia FAZIDA
Assim mesmo, feito crianças
Que trazem, doces lembranças
Da livre inocência
Sem gramática, só crença…
Há tanto entre o céu e a terra,
que até a minha simples filosofia se encerra!
Minha poesia se enterra e brota firme pelo chão,
quem enterrou minha poesia no coração,
não imaginava que ela era semente,
que alimenta-se na mente
e voltava ao coração!
Volta e brota da terra tocando os ares na imensidão!
A lua existe
E brilhando lá no céu está
Lançou sobre a Terra
O seu olhar
Em busca de amor.
Então o mar sentiu o seu carinho
Sentiu em suas águas
E perdidamente apaixonado ficou.
Assim pode acontecer com os humanos
Mesmo de perto ou de longe
Cada um faz a sua história
Quando o coração diz sim para a paixão
É hora de viver
Em cada detalhe o turbilhão de prazer
Isso é uma história que contada pelos antigos
É marcada na linha do tempo
E diz que o amor jamais se cabe
Luciana Saldanha
ÁGUAS TÉPIDAS
Nas tépidas águas onde nasce a canção
Vozes roucas de névoas em segredo
Terra seca que espera um só degredo
No sono, sonho ciprestes já impostos
Desperta aquilo que em si já se preste
Espanto castigado de mágoa endecha
Queixa de um silêncio em letras tardias
Dias, noites de tardes noturnas sem fim
Ilibado esquecido utopia do desesperado
Néscio sem porto no horto já esquecido
Desconforto desvão de ilusão na quimera
Sombra que espanta a dor que se embala
Noite espessa, espasmo que bate no vento
Aquilhado que passa, rompe o forte embate
No cravo de uma canção feitas pelas ondas
Do mar de vozes roucas, empatia assassina
PÃO E LIBERDADE
Armo meu circo
No último espaço de terra
Deixado pelo latifúndio
Pinto-me de palhaço
Hoje eu só quero
Pão e liberdade.
Segue a vida!!!
A terra as vezes crua
sem água no vilarejo
a seca ainda continua
sem vencer nosso desejo
e toda origem se perpetua
na vida do sertanejo.
Soslaio juvenil
Um olhar
Uma pena
Um punhado de terra
Um voo de balanço
Trançando as próprias pernas .
Adão era só, ele e sua viola.
Descalço, pés na terra, terra sua: solo de Adão.
Na viola ponteava - solava Adão....
Pois era tão só Adão: solidão.
Adianta você dizer que nasceu em um lugar
que pouco conhece?
Quem é mais da terra é aquele que a vive!
TERRA QUENTE FRIA
Estas fragas da serra que eu tanto amo
Estas estevas que me aquecem o peito
Este ar que os meus pulmões respiram
Esta terra que vive agarrada a minha pele
Na fazenda!!!
Uma terra linda e vasta
simbolo da nossa cultura
onde o pouco que se gasta
se investe na agricultura
pelo verde o gado pasta
e na colheita tem fartura.
Céu azul!!!
Vejo o azul da cor celeste
abrilhantar o firmamento
quem na terra investe
colhe o fruto do sustento
e o que seria do nordeste
sem a força do jumento!!!
Você espera por mim eu espero por você
As coisas da terra não tem a menor importância pra nos
O que importa mesmo é estarmos em comum
Só assim celebramos a vida aqui
Quase sempre me pego admirando sua alegria e o brilho de seu olhar
Enquanto você tenta adivinhar meus pensamentos pra me agradar
Não sou Dom Pedro porem você trata-me a bicos de rouxinóis
Ao seu lado aprendi a viver como vivem os monarcas.
Minha terra.
Espero que a água benta
que do céu desça em jorrada
transforme a seca violenta
num pasto para a boiada
e essa terra que aferventa
possa enfim ser cultivada.
Só é poeta,
aquele que trás no sangue
o pó e a cor da sua terra,
aquele que tem orgulho da sua terra,
e traz na memória os sons,a língua
e o modo de ser da sua gente- Léo Poeta (Direitos Reservados)
Chuva cai limpa a terra
leva o mal que esta nela
Chuva forte que não para
É muita dor pra pouca água
Chove agora e não para mais
Chove mais
Chove mais
Pó entre os Grãos
Nasceste sobre a terra, brotaste entre o pó.
Admirando o planeta em sua formação, observei o seu crescimento.
Fiquei maravilhado como trazia em suas raízes um novo dia, flores entre as folhas, sua música soava em um tom de valsa, o seu cheiro deixou rastro sobre o campo, e a vida lhe ensinou a caminhar.
Sentei no banquinho do lindo parque com faço todos os dias e você está ali, entre o ribeiro de águas doce e no tapete de gramas.
Só para contemplar a sua beleza e os seus frutos, assim como toda estação do ano tem o seu tempo. Chegaste o seu!
Então como fazia todas as manhãs, olhei pra você e vi as suas folhas caírem, os seus frutos jogados ao chão, e todos que passavam pegavam o seu fruto e comiam... Fiquei estagnado e curioso em também querer prova-lo, mas eu estava ali pra te admirar.
Até que em um belo dia, cheguei pertinho de você e sentei ao seu lado, senti o seu bom perfume e apreciei a doçura do seu fruto.
E o tempo passou e quando me deparei, não havia folhas em seus galhos, os seus frutos que estavam ao chão, viraram sementes e saudaram a terra como alimentos, você estava seca e sem formosura, mesmo assim eu lhe admirava todos os dias.
Não deixei de acreditar em você, mesmo vendo, olhando, observando você se torna pó entres os grãos... Sinto o imenso prazer em te conhecer, como também não sei se estou te julgando, pré-julgando, te criticando, fico feliz pelos seus altos e baixos.
Você é toda linda e nesse momento está sem formosura, sem sua beleza, e mesmo com tudo que acabara de dizer, esse é o seu tempo.
O que importa é que estou ao seu lado... Sempre no mesmo banquinho do parque esperando você desabrochar e que o raio de sol te resplandeça, para que no tempo oportuno sua raiz deseje e der bem- vinda à mãe natureza, pois lá no fundo ela te entenda mais do que te aqueça.
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