Poema Sobre Solidão
"A opção de viver sozinho não é solidão. É ser feliz em nosso amor próprio, sendo nos mesmo, tornando-nos o grande amor de nossa próprio vida."
(Bichara, R. G.)
As vezes passeio no paraíso, percebo a solidão do Pai; Ele brinca de bumerangue com os astros nos proporcionando dias e noites... tenho a leve noção de como Ele se sente quando escrevo um poema. Ele é triste...
VIRGÍNIA
Um dia a solidão inventou a lua e as estrelas, e a melancolia de contemplá-las; caminhava a beira do açude para descobrir o avesso do firmamento que certamente estaria no reflexo de seu espelho. Descobriu que o lago são lágrimas choradas pelos que se desiludiram com o amor e a vida, ou as lágrimas que ainda não choramos. Quando não pensava em nada viginha colocava os planetas nas margens do açude; terça casava com alfredo em marte; quinta casava com lucas en jupiter, quarta casava em venus, domingo se divorciava e voltava a terra, e, na terra era solitária. Há muito tempo o gaiola trouxera as suas mais belas recordações nas águas do rio; Iara era o fruto dessas recordações, mas um dia o gaiola se foi; a lua e as estrelas mergulharam no espelho do açude, e a noite cinzenta só mostrava o vulto de um espírito que não mais percebia os crisântemos e açucenas que floresciam às margens do lago. Virgínia buscou a lua e as estrelas no fundo do lago e descobriu o mistério e o silêncio de águas profundas...
A solidão é insuportável para os imbecis; eles precisam dividir o fardo de suas presenças com alguém.
A solidão de alguém está muito além de abraços sorrisos e palavras de conforto. A nossa essência e inviolável .
No meio da noite em total solidão, alguém olha as estrelas; esta é a referência de referência nenhuma, quem um dia não ficou no meio da noite olhando estrelas, tentando entender o que se fez ou o que se deixou de fazer. Existe muito mais gente do que se possa imaginar olhando estrelas; metaforicamente, todas as noites alguém olha o seu copo de cerveja, olha o seu uisque, olha o seu vinho, olha o lago, tentando entender as constelações. As noites são tão longas e os mundos tão distantes, por mais que se veleje nas fantasias há um desencontro e os pontos luminosos que vemos foi só um adorno divino num momento de total solidão. As vezes fico assim olhando estrelas, buscando a minha intuição, quem criou tantas luzes quem criou tantos mundos deve viver em total solidão; se vivo solitário nas minhas indagações, se com um simples poema não sou compreendido quem compreenderá tanta imensidão...
A solidão do espaço não assusta tanto quanto o ônus da escolha entre salvar o mundo e abandonar quem se ama.
Quem perde o teto ganha as estrelas, quem perde solidão ganha companhia...eu perdi a ilusão e ganhei o seu amor...isso foi de mais amo você.
A filosofia desta vida é a arte do pesar e a solidão de sua magnitude companhia, a podridão do mundo me curou a cegueira, e tomei como princípio de vida, a solidão e o silencio é liberdade para minha alma ferida.
Na solidão, encontro um oásis na música. Fecho os olhos e me transporto para os bosques, sentindo a brisa acariciar meu rosto, enquanto as alvoradas pintam o horizonte. A areia fria toca minha pele, e o céu se entrelaça comigo, como um abraço caloroso. Os dias antes cinzentos se tingem de vida, e a música se torna meu refúgio, uma sinfonia que colore minha alma.
- Emilia Ferreira
Na vastidão da solidão, sou uma estrela solitária, sem constelação que me abrace. O coração é um jardim sem flores, onde o eco do silêncio dança ao vento. Meus passos, como notas sem melodia, vagam pelo vazio, sem compasso a guiar. As cores da paixão se apagaram, transformando o mundo em um esboço pálido de sombras.
O tempo é um rio estagnado, suas águas quietas, sem rumo a seguir. Sou um marinheiro sem bússola, à deriva em um oceano sem estrelas para me guiar. Minha alma é uma partitura em branco, sem notas a entoar. Os sentimentos, outrora como sinfonias vibrantes, agora são murmúrios abafados, como um suspiro preso no peito. Neste universo particular, sou uma estátua de mármore, imóvel e sem vida. O sentido da existência escapa entre meus dedos, como grãos de areia levados pelo vento. Oh, como é amargo viver nesta névoa de desolação, onde o horizonte se estende para além do olhar, sem promessas de auroras douradas.
Quando falo da solidão, falo em que parece que tudo se esvaiu, não há nada... e ninguém ao redor. É como se eu estivesse submersa, me afogando, e ninguém estendesse uma corda para ajudar. Eu me sinto assim o tempo todo, sufocada e completamente sozinha.
"No silêncio prendo-me a tua solidão de sonhador e entre ventanias deito-me sob o manto do teu corpo e deixo passar o tempo que o vento levou"
