Poema Sobre Solidão

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⁠Efluir

Fosse tristeza só minha, choraria, mas é de meu corpo, das juntas a alma, mais que o sangue.
Fosse sangue só meu, morreria, mas é da vida, pobre vida, esvai-se em sangue, agora, também em lágrimas.

Inserida por CatarinaL

⁠Algo de mim

Quisera eu...
Ser mar, ser jardim, mundo afora ou em mim.
Tenho em mim tão pouco.
Se parto, em vão; se fico, a sós.

Quisera eu...
Ser assim, ao menos em mim:
mar... jardim...
Pois se fico, em vão; se parto, a sós.

Inserida por CatarinaL

⁠
"Uma dica de sabedoria profunda:
é preciso aprender a ser só
e não chafurdar na solidão!"




Otávio Bernardes

Inserida por OtavioBernardes

⁠Ecos de nós

Ontem nos víamos.
Hoje, só,
diferente do ontem,
me ouço duplamente;
mais complexo e
mais emocionante.
.
.
.
.
.
-Mentira!

Jorge B Silva

Inserida por MarceloHB

O Recomeço De Um Novo Término

Porque é sempre assim,
Já perdi tanto nessa vida,
Quem eu amo se afasta de mim,
Só pode ser essa a minha sina.

Ficar pra sempre sozinho,
Achar que tenho alguma chance,
Deixar de ser um grãozinho,
Nesse vasto mundo abundante.

Mas é mesmo culpa minha,
Por alguma expectativa criar,
Quanto mais esperanças eu tinha,
De mais alto eu viria a despencar.

Mas cego de paixão eu pulei,
Entrar de cabeça é como dizem,
Do mais alto morro me joguei,
Queria que todos me vissem.

Foi tão real, foi tão intenso,
Estava tudo se curando,
Ao amor eu estava propenso,
Era uma festa que eu estava celebrando.

Mas ai a vida fez sua jogada,
Foi rápida e certeira,
Mostrou que era ela quem mandava,
Recebi então uma rasteira.

Sozinho novamente fiquei,
Sem rumo, no escuro,
Se afastou aquela que amei,
Perdi pra sempre o meu futuro.

Inserida por Roberto_Galindo

⁠Hoje o Sol escondeu seu sorriso.
As Nuvens derramam lágrimas de tristeza.
A Noite em luto. Sem Lua, sem Estrelas.
E esse Frio clamando seu retorno...
...volta!
(Nepom Ridna)

Inserida por ridnaruJ

As cores perderam o sentido nessa vida,
Tristeza vinculada nos maiores sonhos,
Obscuros nos caminhos,
Desnudo sentimento glorificado no teu amor,
Recorro tais ilusões para que solitude seja amena
Mas, virtude recita formosas palavras nuas,
No estante que caiu numa chuva de amor,
Sendo infinito a grandeza que ilumina nossas vidas,
Igualmente a relatos de nossos corações perdidos
Em plena perfeição do teu coração.

Tudo parece ser inóspito e relapso,
Para o que ter ou pertencer;
Belo ou feio, mais longe,
Pelo que sonhar estranhamente desejar,
Embora seja apenas uma fase da complexidade,
Austero bem pouco a nenhum estágio tenha a felicidade,
Desejo estranho querer algo nunca estará a seu alcance,
Bem pouco ao seu ponto de vista o tenha levado há pensar,
Assim calo me em terror de abrupta de palavras esquecidas,
Até de vezes vejo ilusão num mundo vazio e opaco;
Definindo as intensões ao mesmo a lugares obscuros,
Aonde alma representa tão pouco quanto ao espírito presente,
E assim dores transcendem o arco do de repente,
Reavalio essas formas observo nada do além presente,
Como todas as formas de devaneio tenha seu lado bom;
Tudo um dia acaba ou deixa de ser o mesmo fetiche.

Inserida por celsonadilo

⁠A fumaça doce escapa de meus lábios pecadores. Brinco com as pontas dos dedos sobre as estrelas entalhadas no meu pijama de tecido fosforescente — minúsculas constelações que respiram no escuro. O celular jaz inerte diante de mim. Nem sequer desejo notificações; não responderia, não conversaria, ainda que a parte mais viva de mim anseie por ouvir um riso humano.

Suspiro, afetada pelo romance do livro aberto no meu colo. Desejo mais que tudo: tocar um corpo, amar e ser amada na mesma frequência. Mesmo sem decifrar o código, mesmo sem conhecer o sabor, devoraria o fruto proibido do qual todos falam.

Conheço o amor, só não sei amar.
Não sou sozinha, ainda que o eco da solidão sussurre no meu ouvido.

"Sua mente projetou a realidade em que você se encontra agora. O universo é escuridão e luz, e você, a projetista que brinca com as cores na névoa."

Então desfaço minha mente, fio a fio. Como quem se envolve num cobertor felpudo, sob um teto que deveria proteger. Um frio ancestral raíza meus ossos. Cinco pessoas dormem nestas paredes, e eu? Sinto apenas a presença silenciosa e gentil da solidão.

Talvez eu nunca tenha me conhecido de verdade. Ou talvez conheça apenas sombras. Uma coisa é certa: não domino as luzes nem as sombras do universo.

Estou só.
Estou gelada.
Mesmo dentro de um forno onde ardem cinco vidas alheias.

Inserida por Rhaera

O homem que valoriza a própria poesia, é aquele que a individualiza seu estilo .

Eu sei que além dessa obscuridade limitada, medíocre e egoísta da solidão, existe um horizonte azul e sem limites chamado amor.

Nas noites frias queria apenas um coração pra me aquecer, nas de solidão um abraço pra me acolher, nas de tristeza apenas uma palavra pra me erguer e nas noites de dor queria apenas você pra me fazer continuar a viver !!

É clichê, eu sei, mas ninguém quer viver sozinho. Todo mundo quer momentos de solidão dentro de uma vida a dois. Que o outro respeite o tempo, a condição, o espaço, mas que esteja junto e segure a mão…

Angústia, exaustão, confusão, desespero, exagero, saudade, solidão, rancor e um pouco de ansiedade — Assim tem sido meus últimos dias — ou talvez todos, mas que nunca haveria reparado.

Solidão a gente aguenta, mas desprezo não, deixa a alma ferida e cicatriz no coração.

O preço do progresso e da liberdade de muitos, é pago com a Solidão de alguns poucos, que transcendem seu tempo e criam o Novo."

"A tristeza agora é só um complemento à minha solidão..."
(By This Is James)

“...a solidão. Sempre me agitara, impedindo que ela se aproximasse de mim. Sempre vivera ruidosamente, rindo e assoviando, para que esse lençol de morte e esterilidade não me envolvesse no seu triste sudário. Ah! Como somos tolos em correr
tanto, em acreditar que realmente nos agitamos e esquecemos tudo: dentro de nós é que está a invisível neblina, e caminha conosco e se junta ao nosso corpo, abraçada ao nosso coração como uma amiga insidiosa. E ali pesa, até poder surgir aos poucos, solene e vitoriosa, derramando-se desde a cama de ferro até o velho lavatório, escorrendo dos objetos de uso cotidiano, formando a vasta teia líquida e sem cor que absorve o mundo em que vivemos, que nos devolve os objetos agudos e desconhecidos, autônomos, verdadeiras ilhas que jamais se incorporarão ao nosso triste destino.”

Todos dizem que o amor dói, mas não é verdade. A solidão dói. A rejeição dói. Perder alguém dói. Toda a gente confunde essas coisas com amor, mas na realidade, o amor é a única coisa neste mundo que consegue parar com toda a dor e nos deixa felizes outra vez.

Às vezes ando só. Trocando passos com a solidão... Momentos que são meus, mas que não abro mão!