Poema Sobre Solidão

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Na tv
notícias
do meio dia
meu olhar
não está
na tela
escorre pela
janela
numa cortina
de nuvens
cinza
sobre o azul
num casal
de ararinhas
voando
em direção ao sul...

Quero morar em uma garrafa
jogada ao mar
vagar por aí
levada pelas ondas
sem saber em que praia irei parar.

Nascemos sós
morremos sós
vida, é a distância
entre estas duas solidões...

⁠Amores passageiros

Amores que sonhamos, desejamos e pedimos a lua.
O encanto do tornar-se real inunda o coração, mas, ao mesmo tempo, confunde,
De modo que, a janela dos sonhos se fecha dando espaço a um grande nó na garganta que se une as lágrimas...
Sobressai o embriagar do querer sentir o toque, o cheiro, o afago, em meio ao vento frio e vazio da escolha de quem decidiu pegar o próximo ônibus e ir em direção oposta a sua.
Não era pra ser, a sua mente ressoa. Agora é a hora de levantar a cabeça e seguir, pois há novos sonhos, e ainda há de existir amores reais.

Inserida por KKHolanda

A Pastelaria Defronte À Casa Vazia De Mim

Na pastelaria defronte à casa vazia de mim
onde habito
distraio-me nas gargalhadas imbecis
das gentes rotineiras que absorvem meias de leite e galões
fazendo uma espécie de orquestra
com o autocarro parado adiante
falando da vida alheia
com a boca tão cheia
que chegam a cuspir “gafanhotos”espaciais
apanhando os mais incautos.

São raras as vezes que passo por lá,
mas gosto de observar o saltitar dos pardais em busca de migalhas.

Na pastelaria defronte à casa
onde ainda habito
o álcool ameniza as mágoas,
a marijuana devolve-lhes
os sonhos mais banais
e as crianças vagueiam soltas sem jantar
brincando e comendo gomas e chocolates.

Se ao menos fossem como os pardais da manhã a saltitar entre as mesas,
se ao menos fossem como alguns cães que certas senhoras
levam a passear aos quais compram bolos de arroz ou com eles dividem a tosta mista!

Quão estéril é a pastelaria defronte a esta casa vazia de mim!

Inserida por sofia66

⁠Começamos a morrer quando já poucos sentem a nossa falta, porque os que nos amavam já partiram, levando com eles um pedaço de nós.

Começamos a morrer quando nos olhamos no espelho e já não nos reconhecemos mais, mas sobretudo quando deixamos de nos sentir amados, quando se riem dos nossos sonhos mais básicos, inclusive banais, e tudo à nossa volta se torna imenso, vazio, denso e insignificante.

Inserida por sofia66

⁠Abrindo Caminho

O estrada tem uma pedra
E um pouco de espinho
Um esforço que se arreda
Abriras o caminho

Não tem humidade no chão!
A solidão é obscura!
Tristeza que não tem cura?
E a rosa do sertão?

Como fugir do tormenta
Sem nenhuma ferramenta
Enxergar uma tramela

Sente-se e reze uma prece
A escuridão desaparece
Sem que haja vela.

Ademir Missias fev/21

Inserida por MIssias

⁠Tenho medo do abandono,
da sombra fria que se avizinha,
do vazio que preenche as lacunas
onde antes habitava o afeto.

Tenho medo do silêncio que ecoa,
nas paredes do peito, tão só,
onde outrora as vozes dançavam,
agora apenas o eco de um nó.

Tenho medo de ser esquecido,
como um livro fechado na estante,
as páginas amarelas de histórias,
que ninguém mais se lembra ou sente.

Mas também tenho a esperança,
de que no fundo desse temor,
encontro forças para aceitar,
que o abandono não apaga o amor.

E assim, entre o medo e a coragem,
vou costurando as feridas do ser,
pois mesmo que o medo me assombre,
aprendo a viver, a crescer.

Inserida por Gamorim99

⁠Nascemos sós
e do mesmo modo morremos,
mas não nascemos e morremos
para assim vivermos

Inserida por franciscoslour

Ainda não encontrei o lado doce da vida.
Ainda não senti o açúcar melado.
Açúcar pelo qual faria meu paladar.
Sinto o gosto forte do amargo.

O sol nasce cinza
E se põe preto.
Não ouço a benevolência do meu pensamento,
Ouço o fúnebre alarde, um horrível barulho.

Sozinha no escuro,
Sem amparo nem ventura,
Aqui no meu quarto passando apuro,
Deitada na cama tornando-me perjura.

Inserida por SAMANTABERNARDI

Tempo perdido que não volta mais.
Aqui sozinha no meu quarto e ninguém mais.
O clima lá fora está frio.
Névoas a esvoaçar, mas não me importo com a neblina já que é assim a me agradar.
Apesar da algidez do dia ouço cachorro latindo, crianças gracejando, gangorra da praça a ranger.
E eu aqui pensando o que poderia ser melhor sem meu aparecer.

Inserida por SAMANTABERNARDI

Ele é breu

Faltou o doce do mel, faltou o azul do céu.
A nascente sem água, uma floresta sem mata.

Um céu sem estrelas, uma noite fria sem fogueira.
A vida é cinza do seu lado do horizonte, não existe cores, amores ou mais nada que o encante.

Ele é breu, não chama nada de seu, caminha na solidão, não quer nada no coração.⁠

Inserida por klarawingler

⁠Calma, respira...
Vamos lá velho coração, hora de acorda
Você era tão vermelho e lindo...
Por que está cinza?
Igual as tv dos anos 90, preta com branca e falhas
Não iríamos mudar o mundo?
E sempre ser diferente?
Por fim, no mundo a vários corações,
eu aqui sofrendo por uma,
Lá vamos nós deitado no velho colchão,
Vendo o brilho da lua refletindo na janela,
Tentando entender o,
por que tantos arrependimento,
Sou apenas um cara tentando ser diferente,
não mereço,
O vazio anda me consumindo,
sinto que irei ter um colapso com a ansiedade,
Calma, respira...
Foram apenas dias ruim,
O meu velho cachorro está deitado na sala,
E eu aqui precisando de um velho abraço,
Nessa madrugada fria.

Inserida por SirThalisson

Há momentos que nem eu mesmo
me compreendendo,
vezes, estou imerso na minha solitude,
outras, envolvido pela minha solidão,
meu coração é como um vidro
transparente
onde uma luz de entusiasmo transcende
acendendo o meu semblante,
mas, às vezes, é semelhante
a um espelho embaçado
com um reflexo desgastante
de um desânimo inexplicável.
Grande é a minha complexidade,
uma mente inquietante,
encontro alívio na simplicidade
em meio às adversidades,
um socorro divino
que desperta a minha felicidade.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠É lamentável quando temos a sensação de que o mundo está desabando sobre as nossas cabeças, ficamos sem chão,
envolvidos por nossas inseguranças e incertezas,
parece que estamos desamparados,
sentimo-nos perdidos, ninguém aparenta nos compreender de fato,
ao mesmo tempo que não queremos ser um peso, também que não sabemos o que fazer,
todavia, com certeza, gostaríamos de nos sentir amparados por meio de uma conversa necessária, alguma gentileza
ou de um simples abraço apertado de alguém que amamos, claro que este tipo de situação é num momento de fraqueza, pois Deus está sempre ao nosso lado, mas muitas vezes esquecemos disso e somos tragados por uma densa escuridão com uma solidão terrível, onde não conseguimos enxergar nenhuma saída, nada que nos traga algum conforto, infelizmente, acredito que faz parte passarmos por isso, não é algo definitivo, mas nunca ficaremos isentos, o que podemos fazer, graças ao Senhor, é diminuirmos a frequência e torná-lo cada vez mais temporário com a resplandecência da simplicidade dos bons momentos, das bênçãos que nos cercam e daqueles que pra nós, fazem uma notável diferença.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Certas pessoas são raras por terem a capacidade de fazer os nossos olhos brilharem de uma maneira muito singular com uma genuína felicidade, pra quem damos os nossos sorrisos mais sinceros, que conseguem nos animar com simples gestos, principalmente, naqueles momentos que achamos que não iremos suportar, assim, é salutar mantê-las por perto.

Não se trata apenas de uma presença física, até porquê nem sempre é possível, também precisamos do nosso espaço, temos nossos compromissos, entretanto, não devemos esquecer de tratá-las com um zelo expressivo constantemente, apesar de alguns empecilhos.

Este lembrete em versos também serve para mim que muitas vezes transito entre a solitude e a solidão então, precisamos mudar e melhorar algumas atitudes para que o nosso existir não venham a ser em vão.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Ele, às vezes, sente-se S ozinho,
mas com um O lhar atento
pra ser mais uma L uz
no seu próprio caminho,
I ntensos são os seus sentimentos
e tenta D ivergir do vazio
tratando-se com A mor e esmero
buscando um agir O portuno e sadio.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠É muito notório que existe um amor imensurável e imprescindível entre vidas que se amam verdadeiramente, onde a tristeza não encontra morada, os abraços são abrigos, a solidão fica ausente, um sorriso de uma faz a da outra acender e as suas lágrimas são secadas gentilmente.

Obviamente, as instabilidades também ocorrem nesta união, alguns pensamentos são diferentes, às vezes, depende da ocasião, isso faz parte, entretanto, esta imperfeição não tem força suficiente para tirar a reciprocidade consistente que cada uma traz no coração.

As belas notas de uma mesma canção, peças importantes de um grande quebra cabeça do verbo amar, ambas tem a sua contribuição, as suas próprias qualidades para acrescentar, juntas focando numa mútua exultação profundamente singular.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Eu acredito que ⁠⁠uma jornada solitária pode facilmente ser interpretada também como uma viagem contínua para o próprio mundo, idas e vindas, muitos encontros e desencontros, aprendizados e recaídas com a própria essência, gerando uma solitude genuína que é bastante necessária para se constranger a tristeza presente na solidão, uma benção de Deus verdadeira ao ser alcançada, uma forma de aquietar o coração durante este tipo de jornada.

Cada passo que se avança é relevante, porém, o descanso não é retrocesso, o bom ânimo não é uma constância, fé no Senhor, forte lampejo, uma luz que é de dentro pra fora e acendê-la é um gesto de amor primordial, principalmente, nos difíceis momentos que tanto assustam à semelhança de uma luta entre o bem e o mal, sendo essencial uma conduta sensata, questão de sobrevivência, afastando-se do que é banal, mantendo a fé acesa.

O tempo de duração do caminhar é relativo, particular, diferente dos outros, ainda desconhecido até que venha a terminar, portanto, pode mudar o rumo, mas deve sempre tirar o máximo de proveito, vivendo e agradecendo, muito mais do que reclamando, conjugando constantemente o verbo amar, demonstrando muita gratidão ao Senhor, então, quando e se vier alguém para partilhar, continuará caminhando com amor.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠As palavras quando infelizmente são contrariadas pelos atos, até podem continuar sendo belas, admiráveis, mas são vazias, uma superficialidade constante, demonstram o gosto amargo da falsidade, da falta de respeito, de amor, de sentimentos, a notória hipocrisia, a ausência da preciosa reciprocidade, uma revelação lamentável, exemplo claro de uma irracionalidade.

Tal realidade é facilmente inaceitável como uma arte que não teve inspiração, um oceano que não tem profundidade, cantar sem um mínimo de emoção, querer apenas por vaidade, dizer que ama pelo medo da solidão, causando um desgaste demasiado, um viver em vão, muito apegado à banalidades, sob o efeito de uma preocupante ilusão, da qual precisa acordar, antes que seja tarde.

É bem evidente que não estou isento, cometo minhas contrariedades, não é sempre que acerto, porém, busco acertar ao fazer meus versos, não uso frases aleatórias, não consigo criar sem estar inspirado, coloco parte da minha verdade, da minha sincera percepção, todavia, não para alcançar a perfeição e sim para criar poesias mais vivas possíveis, que possuam significados, razão de existirem, um relevante impacto.

Inserida por jefferson_freitas_1