Poema Sobre Solidão
O que você através de alguém que te ama?
Dor, solidão, desejo de algo que não consegue.
Olhos tristes;
Alma cansada;
Abraços desconfortáveis.
Não sei dizer se isso é amor, soa mais como uma dependência, um vício ruim.
Amor deveria causar tanta dor?
BIRUTA
Tudo perfeito
Não fosse esse jeito
Da solidão do vazio
Gigante e esguio
Sol lindo que arde
Na sombra um aparte
Com a brisa uma parte
Daquilo que falta
Sopro de alma pura
Mantém a esperança
Daquela ternura
Que justifica e empurra
A vida pra frente
Silêncio carente
Que o mar nos indica
A prece que grita
Um acaso exigente!
SOLITUDE
Não há nada de mal
Em ser relacional
Muito pior solidão
Corrói o coração
Mas há na solitude
Um flerte à infinitude.
A DICOTOMIA DA SOLIDÃO
Todo aquele que se conhecer a si próprio será imune ao caos organizado que a solidão acarreta.
Prisão para uns ou Liberdade para outros, a solidão é como uma espécie de faca com dois gumes. Ora mata e elimina as turbulências externas que entram pelos nossos poros adentro, ora corta e separa o trigo do joio quando estamos perante as nossas mais diversas dúvidas existenciais.
A solidão, por assim dizer, também revela uma sombria ou luminosa dualidade. Digamos que, uma espécie de arauto da desgraça ou fortuna, que invade o nosso espaço interior e exterior quando a própria nos persegue em modo de delito involuntário ou quando a procuramos incessantemente de livre e expontânea vontade.
Reza a regra que a solidão já matou tantos quanto salvou e já salvou tantos quanto matou se dela fizermos um amigo que nos escuta sem julgamento.
Reza também o dito que “mais vale só que mal acompanhado” mas no entanto também Amália Rodrigues um dia disse que preferia estar mal acompanhada do que só.
Eu por mim cá estarei para a receber ou procurar, sempre que os sentidos e os momentos assim ordenarem.
Sinto uma solidão em meu peito.
Sinto uma dor na alma.
Palavras parecem se machucar.
Palavras ferem.
Tudo em nossa volta está se destruindo.
A saudade afoga o coração.
A saudade dói no peito.
Não tenho vontade de sair da cama.
Não tenho vontade de me alimentar.
Odeio quando falam o meu nome.
Não suporto mais, me olhar no espelho.
E ver a pessoa triste e sem graça que eu me tornei.
Não aguento olhar para o sol.
Mas ninguém entende o que eu sinto no peito.
Ninguém imagina a minha dor, minha angústia.
A depressão não e frescura.
Depressão é viver dentro de si mesmo, viver dentro de uma bolha.
A depressão causa ansiedade, baixa estima e euforia.
Não consigo colocar os pés na rua.
Mas lágrimas não para de cair em meu rosto.
Mas um dia de tristeza e solidão em mim pobre vida.
Só peço a Deus coragem para sair disso logo e voltar a ter a minha vida normal.
A solidão não pode, me derrubar para sempre.
Poesia de "Sabino Tavares".
Escritor, Roteirista, Cineasta, Poeta, Diretor de cinema e ativista.
www.sabinartproductions.com.br
Sinto uma Solidão em Meu Peito
Carrego uma dor profunda na alma, uma solidão que aperta o coração. Palavras que deveriam confortar acabam por ferir, como se fossem lâminas invisíveis.
Tudo ao meu redor parece desmoronar. A saudade, como um rio turbulento, afoga meu peito, trazendo uma dor que nunca cessa.
Não encontro forças para sair da cama, nem vontade de me alimentar. Até ouvir meu próprio nome se tornou insuportável. O espelho reflete alguém que eu mal reconheço: uma pessoa triste, apagada, que perdi ao longo do caminho.
O sol, antes fonte de vida, agora me incomoda. Mas ninguém percebe a escuridão que carrego dentro de mim. Ninguém entende a dimensão da minha dor, a angústia que me consome.
A depressão não é frescura; é viver preso em si, isolado em uma bolha que sufoca. Ela traz ansiedade, destrói minha autoestima, e brinca cruelmente entre a euforia e o vazio.
Não consigo colocar os pés na rua. As lágrimas insistem em cair, marcando cada dia com tristeza e solidão.
Só peço a Deus força e coragem, para romper este ciclo e recuperar minha vida. A solidão não pode me derrotar para sempre.
Noite
Nas ruas abafadas de uma cidade esquecida, um garoto carrega no silêncio sua dor e solidão. Ele caminha apressado, envolto pela escuridão, tentando resistir, mas sente que está afundando em algo que não pode controlar.
A escuridão parece viva, abraça as vielas sem nome, onde ele se torna o rei de uma noite sangrenta, o princípio de uma história que ninguém ousa contar.
Seu nome é um mistério, como as ruas onde ninguém pertence. Mas seus olhos verdes revelam um segredo: uma tristeza que nenhum outro olhar consegue esconder. A vida para ele é uma batalha solitária, uma jornada interminável, uma dança cruel onde apenas os solitários sobrevivem.
Todos fogem da chuva— mas ele caminha em meio à tempestade, rezando por um fim que nunca chega. Pois a noite não é amiga; ela é impiedosa, pronta para devorar. Cruel, ela joga você em um abismo sem volta, em um caminho que você nunca quis trilhar.
Entre quatro paredes, há histórias que nunca deveriam ser contadas. Histórias sobre mentiras, dinheiro e fama. Esse é o preço que você paga pelos sonhos e pelos pesadelos que escolheu.
A noite impõe sua escolha: viver para enfrentá-la ou se perder em seu toque mortal. Sobreviva. Fique vivo. Ou fique em casa, protegido do caos que a escuridão traz consigo.
Solidão e vício acabaram comigo
Não vislumbro um futuro melhor para mim
Apenas pensamentos de partida
Cometendo os mesmos erros
Exploramos o mundo, mão na mão,
Cúmplices nas alegrias e na solidão.
Em cada silêncio, gesto e olhar trocado,
Nosso amor se fortalece, não é segredo guardado.
São os extremos que apavoram. O medo do fracasso pode ser apenas uma ilusão.
A solidão é o espelho do amor próprio e o desespero pode não ser a retratação da face que tanto espera ter.
Com fé e determinação podemos alcançar o ápice do sucesso pessoal que nada mais é do que um extremo.
Quem não desafia a busca do real conhecimento jamais apreciará a razão verdadeira de viver.
Tempestade
Vento frio que me traz a solidão,
Sofrimento que habitou meu coração,
Ferimento lavado com a chuva,
Nem me sobraram os sonhos, foram estragados pelas mágoas,
Se hoje meu Rosto tem lágrimas,
Saiba que a culpa é sua.
Vento frio que me trouxe a solidão,
Coração magoado desde então,
Ferimento cicatrizado com o tempo,
Só me sobraram as mágoas,
Naquele dia enxugaram minhas lágrimas, e aquelas mãos não eram as suas.
sozinha a dois
A solidão, tão aborrível e atroz que não desejo a ninguém, nem mesmo a quem me fez experimentá-la. Me fez querer estar ao lado de alguém, mas esse alguém não me quis por perto.
Ter te amado doeu, suas palavras foram me destruindo aos poucos, você usou meu coração como saco de pancadas, um coração que não precisava de muito, apenas do seu amor, não precisava das suas atitudes de frieza, precisava do seu carinho, não precisava de um poema, só queria ouvir um "eu te amo".
Acontece que em vez de quebrá-lo, foi fortalecido, para seguir com um novo amor, que o conforte e o restaure, e enfim voltar a ser como antes. Talvez as cicatrizes apareçam, mas se eu conseguir esquecer o que vivemos, passaram a ser invisíveis.
Te perdoo, mesmo sem ter ouvido seu perdão, a velhice está chegando, pode estar prejudicando a minha audição, nossa visão também deve estar prejudicada, não vejo seu amor e você não vê minha dor.
Sempre sentia falta do carinho que você nunca retribuiu, falta de um abraço, que foi trocado por um aperto de mão, falta de declamar meus poemas, que sempre foram em vão, falta do vazio que você nem se quer pensou em preencher, falta de de não saber como agir e você ao menos me acolher.
Suas palavras de dor levarei como aprendizado, não as levarei comigo, as deixarei no passado, pra que guardar ódio e rancor se desejo amor?
REPOEMA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Já não resta o que dizer
sobre seja lá o que for,
solidão, espinho, flor,
que alguém mais não tenha dito...
Todo mundo já cantou
este mundo em verso e prosa,
o amor, o bege, o rosa
dos quais se pintam palavras...
Mas podemos refazer
a magia do sentido
que redizer já não faz...
A saudade, guerra e paz
se renovam nos engenhos
de remastigar a vida.
SOLIDÃO DO AMOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Demorei pra saber que só és uma imagem,
muito embora consiga te sentir no tato,
ver teu rosto e julgar que desvendei teus olhos;
teu extrato; as entranhas; o que te recheia...
Foste o centro ilusório do meu romantismo;
da razão atrasada em meus anos de sonho,
porque dei ao mesmismo deste sentimento
a viagem mais longa, morosa e profunda...
Lentamente me alcanço e começo a me ouvir
ou querer despertar da solidão do amor
que me deixo sentir sem alcançar teu eco...
Sou apenas um lobo que geme pra lua
isolada na espelho da poça esquecida
numa rua distante; sombria; deserta...
DE VIVER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Não de fome ou doença; desprezo; abandono;
solidão nem desgosto; acidente; homicídio;
nem de raiva, paúra ou envenenamento;
por um mal de momento, arrastada saudade...
Pode ser por idade, mas feito quem pousa;
feito quem fecha os olhos ao abrir as asas
ou brotar pra dizer que chegou e já vai,
como a pétala cai; bem feliz; pois foi flor...
Ninguém morra de amor, num campo de batalha,
pelas horas sangradas no trabalho escravo
e por falha da lei, uma bala perdida...
Não de causas que nunca serão descobertas,
de feridas abertas, overdose ou porre;
só há honra em quem morre de vida vivida...
AMOR DE FESTIM
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Ao brincar de nós dois fui solidão,
tive o chão pra fingir que foi o céu,
fui um deus espremido no desejo
de se amar no teu corpo; nada mais...
Formatei o meu sonho em teu tabloide,
fiz a minha geoide nesse cosmo,
pra reinar do meu jeito absoluto
sobre um sonho sem sono pra manter...
Um amor de artifício; fez ruído
e brilhou muito além da consistência,
foi banido entre nuvens de fumaça...
Ser amado foi bom, e mesmo assim
afoguei no meu poço de verdades
as saudades que sempre quis sentir...
SOLIDÃO EM FUGA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Teu olhar fugidio nunca pousa,
vai ao ar, desce ao chão, perde o caminho,
não faz ninho na luz dos outros olhos
que te buscam nas trevas do silêncio...
Tua triste caverna esconde afetos
acuados, confusos e feridos,
tempos idos invadem teu espelho
e corroem a ponte pra depois...
Quando sais do buraco é pra fugires
em viagens distantes, em glamures
que disfarçam quem és pra não sei quem...
Logo além já percebes que te aguardas,
vais por dentro e não podes te ocultar
nessas fardas perfeitas de turista...
SOLIDÃO EXTREMA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Ele come almofada; poltrona; colchão;
azulejos do box, gargalos e canos;
a ardósia da pia, o vidro da janela
e também o seu rolo de pintar paredes...
Ele come até bucha de lavar vasilha;
sua pilha de roupas, os panos dobrados;
põe recheio nas mãos e logo após as come
como fosse o que sempre desejou comer...
Come o pão com manteiga, depois joga fora,
come a planta carnívora do seu jardim,
depois come o pudim que rebola na mesa...
Adoece e definha de tanto que come
sem matar uma fome que há muito não há,
por não ter com quem possa partilhar a mesa...
