Poema Sobre Solidão
Acorde três vezes de madrugada. Na primeira, de triste, depois de alegria e, finalmente, de solidão. As lágrimas de um profunda perda acordaram-me devagar, banhando meu rosto como o toque reconfortante de um pano úmido em mãos tranquilizadoras. Virei o rosto no travesseiro molhado e naveguei por um rio salgado para dentro das cavernas da dor relembrada, para as profundezas subterrâneas do sono.
Despeitei, então, de pura alegria, o corpo arqueado nos espasmos da união física, sentindo o toque de seu ainda na minha pele, morrendo ao longo dos caminho dos meus nervos como as ondulações da consumação espalhando-se a partir do cerne do meu ser. Repeli a consciência, virando-me outra vez, buscando o cheiro pungente e penetrante do desejo satisfeito de um homem e, nos braços reconfortantes do meu amado, adormeci.
Na terceira vez, acordei sozinha, além do alcance do amor ou do sofrimento. A visão das rochas estava nítida em minha mente. Um pequeno círculo, pedras verticais no topo de uma colina verde e íngreme. O nome da colina é Craigh na Dun; a colina das fadas. Alguns dizem que a colina é encantada, outros, que é amaldiçoada. Todos têm rezão. Mas ninguém conhece a função ou o propósito das pedras.
Exceto eu.
A libélula no âmbar, Outlander
fruto do desconhecido
ador que não se cala,
solidão que se ama,
na fronteiras do devido lugar
o amor se torna notório,
bem como o mar de solidão,
maresia desconhecida paixão passageira,
deformações de um tempo que passou diante o amor.
Sozinho
Sou um homem sozinho no meio da multidao
Olhando para o céu e sentindo a solidão
Zelando tanto por um amor complexo
Indo e vindo nesse mundo vazio
Não vejo a hora de abraçar que eu amo
Hoje sinto o peso de estar sozinho
Olho para o meu futuro e sigo em frente porque nele serei feliz
Autor: F.M
A SOLIDÃO QUE INQUIETA (soneto)
A solidão que inquieta, pesar repicado
Da distância, que a lamentar me vejo
Não basta o choro por estar separado
São infortúnios do fado que lacrimejo
Tão pouco é saber que sou amado
Nem só querer o teu olhar: o quero
Muito. Este sentimento tão delicado
Onde os versos rimam no teu beijo
São saudades que no peito, consomem
Que não me acanham, e é tal pobreza
Do vazio, por eu não ao teu lado estar
Mas eleva o afeto dum piegas homem
Ser de erros sempre e, na maior pureza
Existir no amador e humanamente amar...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, agosto
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Sozinho
No meio da noite escura a solidão se aproxima junto com a tristeza e o vazio olhando para o tento, escutando minhas musicas começo a chorar lentamente, a saudade domina meu coração e se alastra pelo quarto e aquela solidão aumenta e o pequeno quanto se torna imenso junto a esse vazio que a saudade causa, todas as noites passo por essa situação mas não me deixo tudo isso me dominar pois quando isso acontece lembro de um amor que tenho por um ser maravilhoso e as noites ficam melhores meu coração se alegra a solidão diminui e a tristeza acaba, mas a saudade continua pois mesmo tendo um amor essa pessoa não esta ao meu lado ainda mas metade de mim esta com ela, um dia essa saudade ira sumir pois estarei com ela e não irei mais ficar triste.
Autor: F.M
À SOLIDÃO (soneto)
Oh! jornada de inação. O silêncio em arruaça
Arde as mãos, o coração, aperreado arrepia
O olhar, tremulo e ansioso, tão calado espia
O tempo, no tempo, lento, que ali não passa
No cerrado ressequido, emurchecido é o dia
E vê fugir, a noite ribanceira abaixo, devassa
E só, abafadiço, o isolamento estardalhaça
No peito aflito de uma emoção áspera e fria
Pobre! Se põe a sofrer, nesta tua má sorte
No indizível horror de um sentimento vão
Quando silenciosa e solitária é a morte...
Bem à tua paz! Bem ao teu “às” sossego!
Melhor na quietude, ao espírito elevação.
Se na solidão, viva! E saia deste apego!...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 11 de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Vivendo em uma profunda solidão
Quem me dera que um dia
Eu possa, reconquistar
A minha antiga paixão
Solto e largado
Como um pedaço de pano rasgado
Que tanto teve significado
E drasticamente,foi deixado de lado
Momentos indescritíveis que foram vividos
Que jamais voltaram
Lembranças bonitas
Que só se sentirá,no coração
E uma extrema saudade...
Que nunca mais, irá se completar.
O canto triste e melancólico
da sabiá-laranjeira
que reside aqui em frente,
invade minha solidão.
Formamos um belo par de solitários,
ambos fora de tom:
ela, com seu canto,
lamenta o amor que se foi,
eu, em meu canto,
lamento o amor que não veio.
A solidão se desmanchou em chuva
Ensopou as ruas do meu coração
Onde havia buracos de mágoa
Lagos cheios de paixão
A solidão tem dois lados
Pra quem quer
Pra quem pode
É um adeus mal colocado
É uma causa nobre
Há solidão pra todo lado
Em cada gesto civilizado
É se perder do outro
Quando esse alguém de você foge
É achar a si próprio
Voar entre os bandos
Sobre os muros dos becos sem saída
É uma ação primitiva
É voltar pra barriga
A solidão se desmanchou em chuva
Ensopou as ruas do meu coração
Nos momentos de solidão os pensamentos caem feito folhas no outono. Penso em seguir em frente, mais a solidão e a angústia não me deixam, mesmo que eu procure outros objetos de divertimento esperando com isso atordoar este sentimento. Me encontro sublime, de maneira que sinto tamanha força de vontade de alcançar o Santo Graal da divina comédia humana. O tempo passa as horas se vão e os minutos ficam para traz, simbolizando a findável procura pelo seu eu interior sem saber que o entendimento só lhe encontra nos seus últimos minutos contemplando a mais bela obra de arte enigmática, ah natureza!
Antonowiski. J.L
América do Sul - Ano 19
Pra ser sincero,
Prefiro a solidão do que a dor de amar.
Não é por medo,
É por conhecer a natureza humana.
Não é descrença,
É ter a ciência de que não sou tão simples de lidar.
Não é que eu seja tão complexo,
É que meu passado endureceu o meu futuro.
Cicatrizes não doem, mas marcam para ensinar.
Fiz da solidão meu refugio,
Namorei meus desejos mais profundos
Cavalguei nos vales de minhas aflições,
Percebi que do veneno do mundo
Eu também sou oriundo
E o mal de minhas ações,
É o que me deixa imundo.
E se por ventura alguém corretamente me dosar,
Dizem que veneno vira remédio,
E eu, que hoje mato, talvez possa te curar.
A solidão não é a pior coisa do mundo
Quando a nossa presença só
é o suficiente para saciar os momentos.
Impermeáveis é o que devíamos de ser
Ser fluente como água, espontâneo como o amanhecer.
FRIO
Banhei a alma desnuda,
calada e muda,
no rio da solidão!
Quem sabe era um mar!
Onde me aconcheguei
nas ondas de ímpeto
do meu amar.
E me afoguei
ao acreditar nas tuas mãos!
Me deixou na solidão
Machucou meu coração
Se tu me deixar pra trás
Vou dizer que tanto faz
E seguir minha vida em paz
Sede de carinho que é notória porque a solidão não demora
Porém quando desejo ter você agora, tu me dizes pra ser outrora
É urgente tocar, respirar no teu fôlego e aquecer no calor da tua pele
É intenso a sensação de querer que me zele
Porque meu corpo se acalma no teu
e entre nós precisa haver mais tempo.
Tempo de uma distância equidistante, de duas vidas engolidas a todo instante.
Reclamando um passado de paixão urgente, esperando por um futuro que nunca veio
Deixando passar todos esses segundos de devaneio
Porque ainda há tempo de amar.
Existindo uma vontade de nos reinventar
Porque ame enquanto puderes e que não seja preciso ser urgente.
palavras nos meados semiárido da solidão...
cântico que povoa os cantos da alma,
o resquício involuntário se engole na verdade...
no hospedeiro esquecido sua voz ecoa,
por aonde ande e esperei amar,
nas noções do destino a tenho por esperança,
unicamente o deslumbre do céus,
na fé o silencio que se espera melhores momentos,
sensações na ultima gota de amor,
diria sois dia o momento da paixão,
a tentação do querer amar...
dia apos dia até depois da morte...
o medo de perder transcende num minuto.
seja verdade o dom da razão...
espalhado pelo sentimento da paixão...
de repete se tem goles de agonia,
entre as sombras alma nas profundezas...
uni se em adversidades num ato do apogeu...
contos do prologo se amam como amantes...
se vive o que profere o sentimento do destino...
