Poema sobre Existência

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A maioria de nós possui duas vidas. A vida que vivemos e a vida não vivida que existe dentro de nós. Entre as duas, encontra-se a Resistência.

Não posso ser todas as pessoas que quero e viver todas as vidas que quero. Não posso desenvolver em mim todas as aptidões que quero. E por que eu quero? Quero viver e sentir as nuances, os tons e as variações das experiências físicas e mentais possíveis de minha existência.

Sylvia Plath
Os diários de Sylvia Plath: 1950-1962. São Paulo: Biblioteca Azul, 2017.

Somos frutos da insatisfação. Movidos pelo vazio e ilusão de sermos preenchidos pelo outro. Ninguém preenche ninguém, nem a si mesmo.

Se Deus existe, tudo depende dele e nada podemos fazer contra a sua vontade. Se não existe, tudo depende de nós.

O que mais fará falta na morte de alguém importante é o olhar dessa pessoa sobre nós, pois precisamos do outro como referência de quem somos. Se a pessoa que eu amo não existe mais, como posso ser quem sou?

Mesmo não sabendo o que queremos, ainda assim somos responsáveis pelo que somos.

Qual é a natureza do ser humano? Qual é a melhor maneira de viver? Como viemos parar aqui? E o que será de nós quando não existirmos mais?

A vida é tão imensamente vasta e profunda quanto este abismo estrelado acima de nós. Só se pode atirar um olhar a ele através desta minúscula abertura que é a nossa existência pessoal. E, por esta abertura, sentimos mais do que vemos. Por isso temos de nos certificar de que esta abertura está sempre limpa.

⁠Saber que você tem pouco tempo, é assustador. (...) Nenhum de nós sabe o dia de amanhã. A gente só pressupõe que ele existirá.

Me descubro, definitivamente, dual. Sou gêmeo de mim. Um dos gêmeos voa às alturas e o outro permanece preso a terra. Tal qual a lagarta e a borboleta, o homem vive uma dualidade inquietante. A fase crisálida é para pensar no dicotômico viver.

Na medida em que envelhecemos, perdemos os poucos amigos admiráveis que tínhamos, mas, em compensação simultânea, ganhamos, aos lotes, uma legião de inimigos insignificantes. Eis o mundo!

⁠Se ainda existirei amanhã não sei! Mas, minhas obras, elas sim podem existir para sempre.

⁠Pode-se dizer que existo infinitamente. Estou aqui agora. E em todos os segundos entre meu nascimento e a minha morte.

⁠Assim como no interior do mar existe paz, mesmo diante do mar revolto superficial, seja assim também nosso interior, diante de toda tribulação externa.

Amor é plenitude. Não há escolhas no amor, tudo é aceito! Seres imperfeitos que escolhem.

Não existe outro meio de conhecer Deus que não seja através de suas obras, são elas que indicam a sua existência.

A arte é uma inconformidade, um incômodo com o que existe, porque o que existe não chega.

Ao colorir a dor, usei a aquarela do coração, me surpreendi com tantas cores fortes e vibrantes, que me chamaram atenção, além das suaves e calmas, que sucumbiram as cores cinzas e tristes da alma. Nessa controversa, atualizei o obscuro do espírito, a compreender que a vida se regula entre o que tenho e o que me falta.

"O meu todo se completa com retalhos de mim. Mas ninguém pode me transformar em cacos ambulantes. Todo ser, assim como uma construção, é feito por etapas. É fácil destruir. Difícil é construir, e mais ainda, RECONSTRUIR. Um prédio, leva-se anos. Um ser humano... toda uma EXISTÊNCIA!..."

Porque metade da vida de um ser humano envolve sobreviver ao mundo. A outra metade envolve descobrir um significado para sua existência. Para o primeiro, existe o trabalho, o instinto e a evolução natural. Para o segundo, existe o amor, a fé. E o sonho.