Poema sobre Existência
Se Deus existe, tudo depende dele e nada podemos fazer contra a sua vontade. Se não existe, tudo depende de nós.
Qual é a natureza do ser humano? Qual é a melhor maneira de viver? Como viemos parar aqui? E o que será de nós quando não existirmos mais?
O que mais fará falta na morte de alguém importante é o olhar dessa pessoa sobre nós, pois precisamos do outro como referência de quem somos. Se a pessoa que eu amo não existe mais, como posso ser quem sou?
Me descubro, definitivamente, dual. Sou gêmeo de mim. Um dos gêmeos voa às alturas e o outro permanece preso a terra. Tal qual a lagarta e a borboleta, o homem vive uma dualidade inquietante. A fase crisálida é para pensar no dicotômico viver.
A vida é tão imensamente vasta e profunda quanto este abismo estrelado acima de nós. Só se pode atirar um olhar a ele através desta minúscula abertura que é a nossa existência pessoal. E, por esta abertura, sentimos mais do que vemos. Por isso temos de nos certificar de que esta abertura está sempre limpa.
Saber que você tem pouco tempo, é assustador. (...) Nenhum de nós sabe o dia de amanhã. A gente só pressupõe que ele existirá.
Na medida em que envelhecemos, perdemos os poucos amigos admiráveis que tínhamos, mas, em compensação simultânea, ganhamos, aos lotes, uma legião de inimigos insignificantes. Eis o mundo!
Quando me param na rua, em uma praça ou no trem para me perguntar quais livros ler, eu sempre respondo: “Leia aquilo que te apaixona, essa será a única coisa que te ajudará a suportar a existência.”
Assim como no interior do mar existe paz, mesmo diante do mar revolto superficial, seja assim também nosso interior, diante de toda tribulação externa.
Pode-se dizer que existo infinitamente. Estou aqui agora. E em todos os segundos entre meu nascimento e a minha morte.
Não existe outro meio de conhecer Deus que não seja através de suas obras, são elas que indicam a sua existência.
Ao colorir a dor, usei a aquarela do coração, me surpreendi com tantas cores fortes e vibrantes, que me chamaram atenção, além das suaves e calmas, que sucumbiram as cores cinzas e tristes da alma. Nessa controversa, atualizei o obscuro do espírito, a compreender que a vida se regula entre o que tenho e o que me falta.
Porque metade da vida de um ser humano envolve sobreviver ao mundo. A outra metade envolve descobrir um significado para sua existência. Para o primeiro, existe o trabalho, o instinto e a evolução natural. Para o segundo, existe o amor, a fé. E o sonho.
A interpretação dos Muitos Mundos postula que todas as realidades possíveis existem. Que tudo que tem a possibilidade de acontecer está acontecendo. Tudo que poderia ter ocorrido em nosso passado ocorreu, só que em outro universo.
“Vida, tantas vidas, lutas eternas que se acabam, tempo que voa sem se ver, amores que passam, pessoas que vão e vem, uma vida, muitas existências, de um indivíduo, de vários seres, que se cruzam, no mundo que gira, somos carne, somos luz, somos terra...somos vida!”
