Poema sobre Existência
A beleza
Da nossa existência
Da sua existência
Porque o que corre
Dentro de mim
Vibra em você
Anima você
E tudo isso
Nos aproxima
Nos torna uno
Com tudo
Todos com um só coração
Com o todo
O que nos leva
A acreditar
Na beleza da vida
No amor
Por isso se ame
Se dê valor
Doe amor
E entre nessa vibração
Nessa onda de gratidão
E junto comigo
Vamos experimentar
Se deleitar
E amar de verdade
A nossa vida
Nessa vida:
Abundantemente
CREPÚSCULO DOS DIAS
Na infância da existência
nossa consciência de tempo
e espaço nos iludia fácilmente
nos fazia ouvir sons inefáveis
de promessas de prosperidade
víamos imagens de um futuro sem dor
o sofrimento dos outros era só uma ideia
algo que não poderíamos compreender
nem lamentar.
Como criança, brincávamos
com sol durante o dia,
à noite com as estrelas
como se ambos fossem para nós
eternos amigos,
leais companheiros de viagem
rumo à eternidade.
Contudo, chega o crepúsculo dos dias
quando olhamos para trás
e enxergamos um por do sol,
outrora colorido
agora sombrio e cinza,
com um olhar distante e melancólico
reconhecemos que o tempo é inexorável
um pássaro mudo, que não canta mais
a canção favorita dos homens
os sinos que agora tocam
são ecos sem melodia definida
nossos ouvidos céticos não ouvem mais
os acordes da esperança.
Evan do Carmo 23/08/2018
Oh amor, que mistério tão profundo!
Existe em ti um poder de encantamento,
minha existência se transforma em alento,
feito canção, te exalo em cada segundo.
Ao pensar em ti, a luz do dia é mais brilhante,
e ao anoitecer, tua imagem me acalenta,
pois tua presença em mim se faz constante,
e minha alma de felicidade se alimenta.
Com tua beleza, incendeias minha alma,
teu olhar forte, que me invade sem pudor,
e me consome qual labareda amável.
Tudo em ti é poesia, divina e glória,
e com teus beijos, me envolves sem rancor,
e me levas ao céu como uma alada história
O poeta é um sonhador solitário,
Que busca nas palavras o sentido
da existência,
E com seus versos, ilumina
a escuridão do seu diário,
E transforma a dor em poesia,
com excelência.
Seus versos são como pássaros livres,
Que voam pelos céus da imaginação,
Eles nos fazem viajar por lugares intransitáveis.
E nos ajudam a encontrar
nossa própria essência,
sem limitação.
A poesia é um refúgio de
almas cansadas,
Aquece o coração de quem sofre,
E não há nada tão belo quanto ela,
Que nos tira a angústia,
e a alma nos descobre.
Por isso, meu caro amigo poeta,
Nunca morra, pois suas
palavras são eternas,
E mesmo quando a morte lhe chegar,
Sua poesia continuará na mente
de quem ama as letras.
Oh, efêmera existência humana!
Tão breve é a vida tão plena de dor
Ela é frágil como uma rosa que murcha
Que fenece antes do seu esplendor
Nós somos como a areia da praia
Que vai e vem com as ondas do mar
Pois a nossa existência é passageira
E o tempo é o nosso algoz a ceifar
Mas, ainda assim, seguimos adiante
Construímos nossos sonhos com afinco
Regamos com suor cada planta, cada cante
E vamos em frente, sem desanimar
Porque sabemos que somos uma centelha
Na Vida maior, que nunca vai cessar.
A busca é vã, por sentido e razão
no labirinto da existência, é fatal navegar sem rumo nesse mar de vileza
sem saber o destino, é a luz ou a treva?
Em meio ao caos, o desalento
não há esperança no coração
o que nos mantém em movimento
e nos faz acreditar na evolução.
Assim, seguimos em frente, na luta constante em busca da verdade,
do amor e da paz, rumo adiante.
A vida é um filme sem final feliz
uma viagem sem roteiro definido
O homem, esquecido navegante
Na brevidade da vida, a morte leve,
Um sopro suave em nossa existência,
Como uma bola de neve que se move,
Num vai e vem que escapa à nossa ciência.
Passamos pelos dias, como o vento,
Numa dança fugaz de alegrias e dores,
E assim seguimos, num eterno movimento,
Em busca de sonhos, em busca de amores.
Mas eis que a vida foge em seu trajeto,
E a morte, silente, nos abraça enfim,
Como uma roda nos esmaga com efeito.
A cada instante, somos lembrados assim,
Que a vida é breve, o tempo é suspeito,
E devemos viver cada momento, até o fim.
Sombras da existência
Trabalha sem amor, na vida escassa,
Caminha sem um norte, em sombras frias.
O tempo se desfaz em agonia,
E o olhar se perde, onde nada passa.
O sangue, já sem cor, sem fé, sem brasa,
Flui lento, em gestos vãos, sem fantasia.
Nos corpos que se movem, a apatia,
Na rotina apagada, nada abraça.
Sonhos desfeitos, vida sem encanto,
O grito preso, a voz que já não clama,
Na noite que se alonga, só o pranto.
E o fim se aproxima, fria trama,
A escuridão avança com seu manto,
E o que restará? Só a voz que chama.
A verdade sobre a vida e a existência não precisa ser decorada com promessas de transcendência ou adornada por conceitos de pecado, redenção e salvação. É um alívio quase indescritível, um regozijo íntimo, perceber que podemos viver fora dessa discussão — desse embate interminável sobre inferno e paraíso, sobre continuação ou fim.
Se o homem morre e tudo se acaba, não há culpa a carregar, nem redenção a esperar. A vida, como já afirmou Pessoa, é apenas a vida. As coisas são o que são, e não precisam se estender para além de si mesmas para serem válidas ou reais. É doloroso, confesso, ver tanta gente boa presa nesse engano, acreditando que a existência só se completa se for continuada noutro plano. Não percebem que a busca pela eternidade os arranca do agora, do que realmente existe.
E, no entanto, essa necessidade de crer no eterno, de imaginar que a vida continua depois da morte, é profundamente humana. Talvez seja mesmo inevitável. A ideia de finitude parece insuportável para muitos. Mas, paradoxalmente, o reconhecimento dessa finitude pode ser uma forma de eternidade em si. Se tudo se encerra aqui, o agora se torna absoluto — e, nesse sentido, infinito. Não há mais o peso de uma vida além desta; só resta o fluxo contínuo do que somos.
É nesse entendimento que encontro paz. A vida é suficiente em sua simplicidade. Não precisa transcender para se justificar. A eternidade que tanto buscamos pode ser encontrada no momento presente, nesse "agora" que se alonga indefinidamente enquanto vivemos. Tudo está aqui, neste instante, e isso basta.
Assim como Pessoa escreve, com sua visão desarmante e lúcida: não precisamos de outros mundos para validar este. A existência não requer continuação ou transcendência para ser plena. O desafio é aceitar essa simplicidade — e, talvez, essa aceitação seja a liberdade suprema.
"Não creio na existência de pessoas perfeitas, creio
em pessoas imperfeitas que usam da autocorreção para
alcançar a sua mais nova versão. Afinal, não nascemos
prontos, nascemos não-pronto e vamos nos construindo.
Diferente do relógio, celular que já vem pronto de fábrica.”
O berço da existência
Não é a pedra que se ergue,
nem o sangue que flui no ser.
Há um sopro que emerge,
um antes que nos faz ver.
Se a matéria é um corpo sem alma,
um vaso sem o que há de conter,
quem desenha a linha da palma?
Que inteligência faz o ser?
Não é o acaso, a vã corrente,
nem o pó que se aglomera.
Há um desígnio, uma mente,
que a forma invisível gera.
Como o vento que move o moinho,
sem peso, sem mão, sem cor,
assim essa essência, esse caminho,
é a razão do nosso fulgor.
Ela tece o fio do invisível,
na urdidura que a vida teima.
Do Nada que se faz indizível,
nasce o cosmos, o corpo, o poema.
E em cada pulso, em cada fibra,
no menor inseto, no mais vasto céu,
ecoou a primeira vibra,
da Luz que antecede o véu.
Assim sou eu, reflexo e certeza,
dessa Consciência que me sustém.
Não sou a forma, mas a beleza
do que na essência me contém.
Danyyel Elan
Teus olhos azuis são sentimento puro para minha existência.
Azul inspirador, cor de oceano, mergulho quente que guia minha embarcação.
Pacifico cor do céu, sol que esquenta, doce que saboreio com as batidas do coração.
Teus olhos, não apenas olhos, mas teletransporte para o universo que chamo de amor.
O ser humano procura títulos, filosofias e religiões para justificar a sua própria existência.
Nenhuma dessas é capaz de explicar ou dar sentido a vida.
A vida é o espetáculo organico, biologico e mutável que da sentido a todas construções socias, filosóficas e políticas.
O sentido da vida é subjetivo e proporcional a percepção única de cada indivíduo.
A procura de sentido da vida em regras de massa é a fuga da realidade individual, a única capaz de proporcionar algum sentido real a vida.
A crença nas filosofias, títulos e religiões são fugas da realidade e de nada valem para a busca de um propósito de vida.
Viver a procura de reconhecimento faz parte da ilusão do ego humano, é necessário ser criador de sua própria filosofia, sem desejo de ter seguidores ou de seguir, apenas ser livre em seu próprio sentido da vida.
No palco vasto da existência,
Onde a vida dança em fluência,
Humanos e bananas em harmonia,
Com ancestrais na mesma melodia.
Genomas como manuscritos divinos,
O destino de cada ser tece fino,
Cada um, um universo singular,
Na trama da vida a se entrelaçar.
Um ancestral remoto, a história desvenda,
Onde toda vida se comanda e se agenda,
Humanos e bananas, formas diversas,
Mas unidos pela mesma força imersa.
No DNA, o segredo da vida se revela,
A essência da existência em cada senda,
Uma epopeia narrada pela evolução,
Cada espécie, uma encantadora canção.
"A verdadeira plenitude da existência é encontrada ao mergulhar na presença de Deus, onde cada desafio se transforma em oportunidade e cada lágrima se torna semente de crescimento."
Raphael Denizart
"Enquanto percorremos o curso da existência, optamos pela retidão e depositamos nossa confiança total em Deus, pois é o melhor caminho. Avançando e conquistando passo a passo, e com isso buscando construir um legado de realizações significativas''
Raphael Denizart
Na profundidade de sua existência, amando-se de verdade,
preservando a sua essência
e desfrutando de sua liberdade.
Quero banhar-me na tua essência
de belezas cristalinas
e deixar o fluxo da minha existência
acompanhando as tuas correntes
lindas e cheias de vida.
O teu apreço me motiva,
tua existência me alegra,
teu jeito me inspira
a uma poesia sincera
e cheia de vida.
