Poema sobre Existência

Cerca de 6601 poema sobre Existência

⁠Não permitir que nada
e nem ninguém tenha
poder sobre ti em nome
da sua própria existência,
aconteça o quê aconteça.

Seja indestrutível e floresça
sempre por dentro,
enquanto a Sibipuruna
floresce determinada lá fora
e não marca no relógio a hora.

Não desista por nada nem ninguém
em nome do amor de quem te adora,
e se não houver ninguém,
que venha ser por você mesmo,
porque é o quê para ti desejo.

Além de agosto que se cumpra
com tudo o quê há de mais afetuoso,
e que o caminho grandioso
se abra e permita serenamente
o seu florescer maravilhoso.

Quando fores pelo caminho
e perceber que faltam flores,
não espere e nem pense duas vezes:
seja você mesmo a sua primavera
que nem mesmo aplauso espera.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pensar diferente é
questão de existência,
longe de mim querer
mudar o quê você pensa.

No tempo da florada
do belo Angico-Branco,
e de tudo o quê ele traz,
a serenidade vou buscando.

Num tempo em que
um invade o outro,
sempre estarei
pronta para que entre
nós se celebre
sempre um novo acordo.

A boa convivência não
nos pede tanto faz,
e sim pede nós esforços
para viver com paz.

Do melhor o quê
desejo para nós,
de ti o quê quero
nem mais nem menos
do que recíproca mesmo,
Porque ainda só
estamos em setembro.

Para que a caminhada
seja plena diante
tudo aquilo que exige
de nós paciência pela vida inteira.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Trago e deixo o primaveral
da minhas existência
no total florescer espiritual
do Pajurá poético
em cada um dos meus
Versos Intimistas
sobre os lindos olhos teus,
Mesmo que me digam
que é clichê não existe
nada mais lindo do que perceber
que és o maior presente de Deus.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não acreditar que a existência possa provar que existe ou existiu um Criador, é como ver um artesanato e não acreditar que existe Artesão.

Causalidade ≠ Casualidade

Inserida por paulocelente

Gosto da brisa que acaricia ou a lufada forte que joga para trás e impulsiona para a frente. De sentir o sangue ferver e a adrenalina subir a mil. Do sopro que realimenta e faz encher e transbordar de existência.

Nietzsche caiu tanto no senso comum, que qualquer pessimismo ou crise existencial é visto como niilismo.

É bárbaro todo aquele que propõe, na sua teoria, a exclusão do outro. É civilizado, seja um índio ianomâmi, ou um alemão, todo aquele que propõe a aceitação da existência do outro.
(Na palestra Tolerância Ativa)

A maioria de nós possui duas vidas. A vida que vivemos e a vida não vivida que existe dentro de nós. Entre as duas, encontra-se a Resistência.

Somos frutos da insatisfação. Movidos pelo vazio e ilusão de sermos preenchidos pelo outro. Ninguém preenche ninguém, nem a si mesmo.

Não posso ser todas as pessoas que quero e viver todas as vidas que quero. Não posso desenvolver em mim todas as aptidões que quero. E por que eu quero? Quero viver e sentir as nuances, os tons e as variações das experiências físicas e mentais possíveis de minha existência.

Sylvia Plath
Os diários de Sylvia Plath: 1950-1962. São Paulo: Biblioteca Azul, 2017.

Se Deus existe, tudo depende dele e nada podemos fazer contra a sua vontade. Se não existe, tudo depende de nós.

Qual é a natureza do ser humano? Qual é a melhor maneira de viver? Como viemos parar aqui? E o que será de nós quando não existirmos mais?

Mesmo não sabendo o que queremos, ainda assim somos responsáveis pelo que somos.

O que mais fará falta na morte de alguém importante é o olhar dessa pessoa sobre nós, pois precisamos do outro como referência de quem somos. Se a pessoa que eu amo não existe mais, como posso ser quem sou?

Me descubro, definitivamente, dual. Sou gêmeo de mim. Um dos gêmeos voa às alturas e o outro permanece preso a terra. Tal qual a lagarta e a borboleta, o homem vive uma dualidade inquietante. A fase crisálida é para pensar no dicotômico viver.

⁠Saber que você tem pouco tempo, é assustador. (...) Nenhum de nós sabe o dia de amanhã. A gente só pressupõe que ele existirá.

A vida é tão imensamente vasta e profunda quanto este abismo estrelado acima de nós. Só se pode atirar um olhar a ele através desta minúscula abertura que é a nossa existência pessoal. E, por esta abertura, sentimos mais do que vemos. Por isso temos de nos certificar de que esta abertura está sempre limpa.

Amor é plenitude. Não há escolhas no amor, tudo é aceito! Seres imperfeitos que escolhem.

Na medida em que envelhecemos, perdemos os poucos amigos admiráveis que tínhamos, mas, em compensação simultânea, ganhamos, aos lotes, uma legião de inimigos insignificantes. Eis o mundo!

A gente aprende a valorizar a vida, quando percebe que o melhor dela é essencial à própria existência.⁠