Poema sobre Existência
AINDA...
Saudade! como negar sua existência, ouvindo
nas entranhas do peito este sussurrar de dor
comichando, num suspirar profundo, infindo
quando se tem a lembrança do antigo amor
Tudo uma solidão, vazio, o aperto intervindo
naquela sensação de agrado, o talvez supor
olhos lacrimejados, e aquela angustia vindo
deixando inquieto o propósito de um amador
Ah! amar, de uma poética doce e abundante
em cada querer a jura, uma ilusão fascinante
que pulsa o coração e tem a alegria tão linda
E, assim, no tempo andarilho, a falta palpita
a emoção soluça, recorda, transborda e grita
numa poesia que insiste, que persiste ainda! ...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 março/2022, 19’00” – Araguari, MG
Muitas vezes nos questionamos sobre nossa existência, tentando encontrar o sentido de tudo, mas acabamos por perder tanto tempo procurando respostas por coisas que deveríamos apenas ignorar e seguir!
Nem tudo tem explicação!
Nem tudo cabe compreender!
Aprendi que devemos viver!
#JaneFernandaN
Raízes da existência
Já não podemos mais admitir
preconceitos e diferenças tais
que desde sempre existiram
separando as pessoas e sem razão
Todos nós somos capazes
de entender que é uma missão
sermos unos nesta breve passagem
em busca do melhor a todos e da paz
Ao decorrer da minha existência eu foi perdendo minha alma de libélula para concertar outras pessoas.
Usei tanto meus recursos para cuidar do jardim do meu amado, que esqueci, que lentamente o meu morria por falta de cuidados.
E quando ele encontrou outra jardineira melhor, se foi.
E eu fique com meu jardim sem vida e com falta de cuidados
Na rota da existência, existe no caminho, a estrada da saudade, com bifurcação para um passado presente, que ocorreu ou ausente, que poderia ter ocorrido.
( Edileine Priscila Hypoliti )
( Página: Edí escritora )
Bom dia !
Bom dia, Deus lhe permitiu,
colher mais uma primavera,
no jardim de sua existência.
Que bom!
Só Ele é capaz, de não dormir,
para nos permitir um sono seguro.
E ás vezes, nos esquecemos ao despertar, de dobrar os nossos joelhos, para lhe agradecer: por tudo de bom, que tem feito em nossas vidas.
Caneta enigmática
Minha caneta tem um imã.
Enigmática desde a sua existência.
Ela contém alguns segredos.
Segredos esses que não sei bem decifrar.
Sendo ela insondável.
Difícil até de se esvaziar.
Misteriosa!
Eu não á compreendo,
Tanto quê me equívoco muitas vezes com ela.
Secreta ,indolente e insensível.
Eufórica,alegórica e prolifera.
Inacessíveis fendas ela percorre
onde somente ela consegue penetrar.
Sou nela a escrita impermeável.
Sou nela o verso insaciável.
Fatos obscuros,
Em páginas que nem existem.
Protagonista da minha sina.
Figurante das minhas ilusões.
Redações que prosperam e quando prontas querem explodirem pelo ar.
Navegante das minhas emoções.
Oh ! Meu Deus....
Responda-me o que nela há.
Responda-me....
Caneta atrevida que de mim a não se aparta.
Chora sangue ao invés de tinta.
Afinal!
Quem sou eu para ela?
E quem é ela para mim?
Quem?
Sou por ela ,um explorado e um enfeitiçado.
Isso é um presente ou agrura?
Que atinge o âmago da minha imaginação.
Todo dia é isso.
Que em seu galope ela me leva a cavalgar.
Pouco eu a sinto
Pouco eu a vejo
Só sei que sou levado por ela.
Vou de olhos fechados e não sei quando volto,
E muito menos sei,
para onde vou....
Autor Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Imagine o mundo sem a sua existência, como as coisas e pessoas que hoje te circundam seriam sem as intervenções feitas por sua essência?
Sua participação pode ter trago algumas injúrias mas, tais intempéries não anulam suas boas ações.
Imagine a sua inexistência e perceba que você é essencial para a composição da realidade tal como é.
Sempre segui em voltas
com flores e rosas.
Tranças, bordados
e laços.
Uma existência
de sentir, sem querer demais.
Me condenem
por meu
Ser Exigente de menos.
Há quem diga
que não se pode
ser feliz assim.
Abro o sorriso
em frase solta
Você…
Não vive em mim!!
Vida é ilusão e só a bondade salva
A causa da existência
É parte de nossa vida
Dentro da referência
De certa meta escolhida
Vida tem começo e fim
A existência também
Pois, o mundo é assim
Na ilusão de viver bem.
Inicia pela infância
Com a ligação familiar
De cuidado e elegância
Como modo de nos criar
Um mundo de fantasia
De sonho, de amizade
Brincadeira e alegria
Confiança e lealdade.
Vem a bela adolescência
Com pendor independente
Ignorância da vivência
De algo mais consequente.
Às vezes cheia de valores
Daqueles da vida mundana
Submissos a exploradores
Que sempre ao tolo engana.
Logo vem a maturidade
Também a união conjugal
Filhos de tenra idade
Pensamento desigual
Precisa estar convicto
Se for mãe parece linda
Pai já não é tão bonito
Quando a mocidade finda.
São vários os tropeços
Na vida de cada um
Às vezes sem endereços
Nem rumo a lugar algum.
Começo e fim da vida
Independem de virtude
Com a duração vencida
Vem a morte ou finitude
A finitude ao chegar
Não traz cartão de visita!
Vem só para exterminar
Aquele de quem necessita.
Não marca hora nem dia
Nem pede licença a ninguém
Chega de mão vazia
Executa o que lhe convém.
Aí, não tem mais escolha
Diz a Sagrada Escritura
O cristão vira uma bolha
Desce a lúgubre sepultura! ...
Assim, a vida é uma ilusão
Difere apenas se houve nela bondade!
O que abre caminho a salvação
Volta a alma ao Pai na Eternidade!
Os meus dias se resumem em esperar, ansiosamente, por um dia inteiro com você. A minha existência se resume querer, incansavelmente, uma vida inteira com você.
- Com amor
Existência
quando a aurora sorrir na alma
a vida flutua no vento
dádiva do amor reverbera
fincada em minha existência.
Na vastidão do oceano
encontro minha inocência
de mãos dadas caminho
em busca da essência.
Estrelas preenchem
os vazios existenciais
fluindo uma vida serena
com dias ensolarados
dilúvio de um coração
preenchido de gratidão
@zeni.poeta
o que é fundamental na nossa existência, não vende na nossa loja preferida, não é aquilo que podemos comprar e parcelar no cartão para impressionar os outros, não é a nossa conta bancária, o emprego, o carro e a casa, não é algo que a publicidade nos condicionou a mostrar como se fosse maior que nós mesmos.
o que temos de mais relevante, tem nada haver com o que publicitários nos entregam como felicidade.
nosso maior bem, é o que almejamos nos tornar como pessoa; é o processo; é a nossa construção, que embora seja finita, ecoará nas vidas que tocamos.
Caminhos da Jornada
Na efêmera existência, a dificuldade,
Passagem breve, mão que toca a cena,
Não mora em nós, mas é a realidade,
Busca da vitória, na dor serena.
No palco da vida, sou navegante,
Viciado em recomeços, sem demora,
Exploro ciclos a cada instante,
Em busca do saber e da luz que aflora.
Nas trilhas da jornada itinerante,
Traço meu caminho com esperança,
Desbravando, sem temor constante,
Em busca da verdade que se lança.
Como um verso que se tece na alma,
Caminhante de mundos de múltiplas faces,
Em cada recomeço a minha alma,
Desvenda o EU em diferentes fases.
Tempestade
Essa vida de caos
Tenebrosa essência
Da existência miserável
Perversidade eloquente
Singularidade do ser.
Soneto da Unificação Cósmica
Escrevo sobre a essência da existência,
Em versos forjo a nova cosmogonia,
Unifico a matéria e a consciência,
No altar do tempo, numa eterna sinfonia.
Múltiplas dimensões, numa oculta ciência,
De piramidais segredos em harmonia,
Ergo-me entre o sentir e a transcendência,
Na coletiva mente da minha utopia.
Átomos dançam sob o olhar divino,
Invisíveis laços a turbilhonar com o destino,
Numa interdimensional realidade que defino.
Na vanguardista maquina do despertar,
A consciência se expande ao singular,
Que humanidade sonha em desvendar.
Na dança sutil da existência,
Entre risos e sombras dançantes,
A vida se revela em sua essência,
Tece histórias, misteriosas e fascinantes.
Nos caminhos tortuosos do destino,
Desvendam-se segredos, se escondem enigmas.
Entre o efêmero e o divino,
A vida desfila, cheia de intrigas e estigmas.
Em cada suspiro, um instante efêmero,
Um fragmento do eterno em constante mudança.
A vida, discreta em seu mistério supremo,
Flui como um rio, em busca da esperança.
Nas entrelinhas do tempo, o amor se entrelaça,
A vida, poesia eterna, em cada alma que passa.
Penso, logo existo, dizem os sábios, mas contigo, não sinto a essência,
Sem ti, minha existência desvanece, rumo à decadência.
Sou apenas um eco das tuas escolhas, um mero consentidor,
Tuas atitudes, teus conceitos, são compassos que me levam ao delírio, ao torpor.
Não posso apenas chorar ou me calar, é preciso falar, protestar,
Reclamo porque me importo, por ti, pela vida que tento moldar.
Alegrias e evoluções, contigo encontro, mas no sofrimento também há lugar,
Você não captou este poema, então, serei direto, sem hesitar.
Não permanecerei imóvel nesta corda frágil, nos últimos suspiros,
Seu nome ecoará, em meio às lágrimas e aos suspiros.
Soneto da Existência Dicotômica
No rastro da vida, um dilema se esconde,
Por ouro e por sombra, em dúvida me perco.
Nas curvas do ser, o destino que arremesso,
Vale a pena o viver, ou é fardo que responde?
Verdades se ocultam em fé não contida,
Na pressa da vida, a eterna busca insana,
Cada curva, um desafio, na estrada que emana,
Onde a mente batalha, na jornada sofrida.
Mas na sinfonia da vida, um regente persiste,
Talento e decência, em harmonia tão rara,
Na dualidade do ser, a escolha declara,
Na ética e na luta, o caráter insiste.
E ao final, na busca incessante do ser,
Nos versos da vida, a essência revela:
Na força do sonho, a alma anseia e apela,
Por um mundo que, em dualidades, devemos percorrer.
