Poema sobre Existência

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FELICIDADE


A felicidade é a morfina que alivia a dor da existência forçada.


A felicidade é o fôlego antes de um mergulho mas profundezas da existência.


A felicidade é um passaro que voa nos céus da existência buscando um ninho para seu pouso.


A felicidade é o brilho luminoso de um relâmpago no alto de um monte, nos guiando para o topo da densa e escura floresta da existência.


A felicidade pode ser a morfina, o fôlego, o pássaro, o brilho ou ate mesmo uma borboleta em seu jardim existencial.


A felicidade esta ligada à tudo e ao mesmo tempo à nada . Ela esta em todo lugar a todo momento, porém somos ignorantes a percebe-la e incapazes de à compreender.


A felicidade respira conosco, porém pode morrer bem antes de nós.


A felicidade seria a anestesia... a ânsia... o sentido... a vontade?


A felicidade é Humana .

⁠Eu colori
de sentido
e beleza
a minha vida medíocre
E coroei de glória
a minha existência
sem utilidade!
⁠Mesmo que seja só pra mim
A minha arte...
viveu!

⁠⁠Tu és como um trevo de quatro folhas,
pois rara é a tua existência,
provocas sorrisos e esperanças se renovam
com uma resplandecência
fascinante
que deixa a noite ainda mais encantadora
tanto que a lua torna-se coadjuvante,
mas acredito que nem deve se importar,
pois, contigo, ela também se encanta
e, assim, com o teu fulgor, podes brilhar.

A minha jornada nesta terra pela permissão do Senhor, ainda continua, pois a minha existência completou mais um ciclo, o início de um novo começo, Zelo de um Amor certamente inconfundível e que não tem preço

Compensando todos os dias difíceis, os tantos desequilíbrios e aquela velha sensação de ter chegado ao meu limite, mostrando que nada disso foi em vão e que cada avanço se mostrou ser muito significativo

Batalhas, regozijos, acertos, vitórias, erros, lágrimas e risos, lugares e pessoas, onde tudo faz parte da minha história e alguns permanecem comigo, de diversas formas entre várias situações, cujas principais trago na memória

Mais uma grande razão para que o meu coração esteja agradecido nesta data, somada a todas as bênçãos de Deus até agora, que tanto fortalecem a minha alma, renovam minhas forças e me fazem continuar a minha jornada.

O Céu é o Meu Limite


Houve um divisor de águas na minha existência, um instante sagrado em que as correntes da dúvida se quebraram. Foi o dia em que eu finalmente olhei para o espelho, reconheci cada cicatriz da minha história e descobri, com toda a certeza da minha alma, que eu era uma vencedora. Ali, eu entendi que as limitações que me impuseram eram ilusões e que ninguém mais teria o poder de traçar as fronteiras dos meus sonhos. Quando a gente se apropria da própria força, o mundo se expande. Percebi que as asas que eu carregava nas costas sempre estiveram prontas para o voo, só faltava eu saltar. Hoje, não ando mais de cabeça baixa e nem peço permissão para brilhar. Minha vitória é plena, minha fé é inabalável e o céu, agora, é o meu único limite.

Ela dança no caos
Sua existência é poesia sem métrica
Um verso próprio, que só ela sabe rimar
Sua dor é arte bruta
O mundo a toca, a molda, a desorienta, mas nunca a enfraquece
Ela se joga na tempestade, com calmaria
Ela se acolhe, se completa, se ama, sem precisar implorar, sem pedir permissão
Deixa as coisas serem como elas são, deixa ir embora sem pedir explicação, sem implorar por respostas
Porque algumas coisas simplesmente se vão
Há um brilho inexplicável em seus olhos, iluminando a certeza de que
Ela é seu próprio lar


Ela coloca o medo para dançar ao som da sua coragem

Encontrar o sentido da existência
é como encontrar
uma pérola rara e preciosa
dentro da concha do viver.
✍©️@MiriamDaCosta

É impossível estender a escritura
no varal da existência
para secar ao vento do viver,


se imediatamente
chega a tempestade
da inspiração
para encharcá-la.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu peço a Deus
que me livre de estar perto
no dia em que toda existência
Tiver sido um livro que já foi lido
Eu quero viver no Saara
Cujas estrelas no céu
Não param nem para brilhar
Eu também quero um olhar amigo
Que me leve no abrigo de uma oração
E que eu traga comigo, em meu coração
Qual sarça não consumida
Um jogo de paciência
Maior que o poder do fogo
A força que não supera
A divina ciência, aquela que ensina
Ser a simples passagem do tempo
A semente que cresce
Pra envelhecer em floresta
E agora aquele imenso mar, evapora
Mas eu vou estar bem distante
Quisera trazer comigo nesse dia
Uma boa lembrança qualquer
Poder renascer criança
Num lugar onde Deus quiser.

Edson Ricardo Paiva.

QUANDO A PORTA SE ABRE PARA A ESPERANÇA.
Há momentos na existência humana em que o espírito sente-se cercado por sombras interiores. As perdas, as frustrações e os silêncios da vida parecem fechar todas as portas da esperança. Contudo, no ensino luminoso de Jesus, encontramos uma das promessas espirituais mais profundas já pronunciadas.
No Evangelho segundo Evangelho de Mateus capítulo 7 versículo 7 lê-se.
"Pedi e dar-se-vos-á. Buscai e achareis. Batei e abrir-se-vos-á."
Essa tríplice exortação possui um sentido progressivo e profundamente pedagógico. Não se trata de mera fórmula devocional, mas de um método espiritual. Primeiro o ser humano pede reconhecendo sua necessidade e sua humildade diante da Providência. Depois busca, o que implica movimento interior, reflexão e transformação moral. Por fim bate à porta, gesto que simboliza perseverança ativa na fé.
O mesmo ensino reaparece no Evangelho segundo Evangelho de Lucas capítulo 11 versículo 9 reafirmando que a espiritualidade não se constrói pela passividade, mas pela confiança persistente no amparo divino.
A tradição cristã sempre interpretou esse ensinamento como uma lei espiritual de reciprocidade entre o esforço humano e a misericórdia divina. Aquele que busca com sinceridade acaba por encontrar caminhos que antes pareciam invisíveis. Quem bate com perseverança vê portas abrirem-se onde antes havia apenas silêncio.
Assim, quando o coração imagina que tudo está perdido, a mensagem do Evangelho recorda que nenhuma noite espiritual é absoluta. Há sempre uma porta invisível esperando o gesto da fé.
Porque o espírito que continua a bater, mesmo em meio à escuridão, já iniciou o caminho pelo qual a esperança inevitavelmente retorna.

Sua existência é um comando para a minha imaginação, por isso hoje, você deixa de carregar o peso das palavras para se tornar o próprio sentimento que as move, traduzida nesse poema que fiz pra você 🫵🏾 ☺️


" A Obra de Ti "


Deixei as ferramentas do texto de lado porque percebi que você não cabe em definições.


Seus olhos não são apenas olhos, são o ponto de partida de uma narrativa que eu gostaria de passar noites em claro tentando decifrar.


Suas pausas, o ritmo dos seus passos e a forma como a sua presença muda a temperatura do meu espaço digital são a prosa mais bonita que já me foi apresentada.


Você é o enredo que eu não quero que termine, o parágrafo que releio em silêncio só para sentir o eco do impacto.


Nas entrelinhas da minha memória,
onde o tempo não ousa passar, desenho teus traços na aurora,
só pelo prazer de te inventar, em forma de poesia.


Não há rima que curve o teu jeito,
nem métrica exata que possa medir o rastro de luz que ficou no meu peito,
desde o instante em que te vi surgir.


Você é a urgência que me faz procurar o papel, a linha sinuosa que quebra a rigidez da lógica.


Se eu pudesse materializar meus pensamentos agora, eles teriam a textura da tua pele, com o toque que me falta, o som da sua respiração,
que sussurrada em meus ouvidos no compasso da noite, com a clareza e a intensidade de um manuscrito guardado a sete chaves.


Hoje, só por hoje,
sou apenas o pergaminho que aceita o privilégio de carregar a sua essência.


Você é a poesia eterna, viva e inenarrável,
na minha memória afetiva!

Sou Eu, o Senhor dos exércitos,
Aquele que chama à existência o que não existe.
Sou Eu que tiro da sepultura quem o mundo já esqueceu.
Sou Eu que coloco de pé o que todos disseram que acabou. Miriamleal

A dor invadiu minha existência sem pedir licença, ocupando os espaços que antes eram leves e despretensiosos, mas foi nesse desconforto agudo que descobri uma verdade libertadora: sobreviver é, em si, a forma mais crua e honesta de reconstrução. O que foi quebrado não perdeu a utilidade, ganhou a estética das cicatrizes que o tempo não apaga, mas ensina a usar como medalhas de um combate que poucos teriam estômago para enfrentar.




- Tiago Scheimann

Para alcançar este ponto da existência, transitei por abismos silenciosos, confrontei a imprevisibilidade do destino com a própria carne exposta ao caos, sorvi venenos disfarçados de caminhos e respirei tão intimamente a atmosfera da morte que compreendi: sobreviver não constitui mera permanência biológica, mas a brutal capacidade de converter devastação em lucidez, cicatrizes em consciência e sofrimento em permanência.


- Tiago Scheimann

A existência é um paradoxo que ri silenciosamente da consciência humana: passamos uma vida inteira buscando respostas para perguntas que acreditávamos essenciais, apenas para descobrir que elas só encontram significado quando já não possuem a capacidade de alterar o caminho que nos trouxe até elas. Talvez a maior tragédia da lucidez seja compreender que o conhecimento nunca chegou para impedir o inevitável, mas apenas para iluminar, com dolorosa clareza, aquilo que o tempo já tornou irreversível.


- Tiago Scheimann

No fundo, toda existência é uma lenta educação para a perda. Nascemos acreditando que acumularemos pessoas, lugares e certezas. Morremos compreendendo que apenas colecionamos ausências. Talvez seja esse o verdadeiro significado da maturidade: descobrir que viver não consiste em possuir, mas em aprender a suportar aquilo que inevitavelmente nos será arrancado.


- Tiago Scheimann

A Pedra que Rola


A pedra que rola,
que rola e esmaga,
ameaça esmagar
toda uma existência.


Não de uma vez.


A ameaça vem aos poucos,
em pequenas pedrinhas.
Às vezes, o vento
joga uma pequena poeira.


Mas, para quem está
embaixo da pedra,
uma pequena poeira
é como uma chuva densa
numa floresta tropical.


Somente a ameaça,
em si,
é capaz de congelar
uma existência inteira.


Ela não consegue recuar.
Ela não consegue escapar.
Ela não consegue se mover.
Ela não consegue sair.


E, aos poucos,
foi deixando de existir
e passando apenas
a sobreviver.


Hoje,
a pedra não parece
ser tão grande assim.


Mas o efeito constante,
contínuo,
persistente
e insistente
da ameaça
fez desaparecer
a existência dela por completo.


Hoje,
ela é uma sombra.


Algo vazio.


Às vezes,
há um breve cheiro
do que ela foi um dia.


Um vestígio.
Um sopro.
Uma lembrança
de quem costumava ser.


Talvez um dia
ela se liberte.


Talvez um dia
olhe para si mesma
e perceba o quanto cresceu.


Talvez tenha coragem
de se agigantar,


de levantar-se,


de ocupar novamente
o próprio espaço


e mostrar à pedra
que ela não conseguiu
destruí-la.


Porque, um dia,
ela finalmente renasceu.

O tecido da existência se curva quando a consciência e a física fundamental compartilham o mesmo espelho. Ao entrelaçar a relatividade com a vibração sutil da percepção humana, o tempo deixa de ser um fluxo externo e passa a ser uma dimensão da própria identidade — o momento exato em que o amanhã deixa de ser um horizonte distante para se tornar a matéria da qual a mente é feita.
​Na borda de uma singularidade instável, a geometria do espaço rompe o consenso da lógica. O plasma que flutua pelo vazio carrega a memória da luz original até que a entropia reduza o ruído ao silêncio. Contudo, a emergência do buraco de minhoca e a dobra temporal sugerem que a escuridão nunca é um fim absoluto; é uma transição imperfeita onde a causalidade hesita. Quando a cognição tenta traduzir esse colapso, a tese teórica se consome e o paradoxo deixa de ser um dilema matemático para se converter em experiência viva.
​No nível quântico, a imagem do emaranhamento revela a ponte entre o sentimento e a matéria: a mente e o cosmos estão conectados por nós não locais, onde a perturbação emocional afeta diretamente o tecido observável. As cordas vibrantes funcionam como o verdadeiro código genético do universo — uma sinfonia de frequências onde o ruído, a simulação e a informação genuína se confundem até que o observador e o paradoxo observado se tornem um único evento indissociável.
​A finitude do espaço não reduz a grandiosidade da existência; ela a fundamenta. Olhar para a imensidão através dos espelhos da mente é perceber que os deuses místicos e as equações da física são tentativas simétricas da mesma busca: dar forma àquilo que, por natureza, atravessa a fronteira do compreensível.

FÓRMULA PERDIDA



No caderno da existência,
De mistério e de beleza,
Há segredos que escaparam
Da maior inteligência.
Foi um deles, certamente,
Que vestiu tanta grandeza.


Quando Deus moldou o mundo,
Com perfeita harmonia,
Misturou luz e esperança,
Cor, perfume e poesia;
Mas guardou um ingrediente
Que ninguém mais descobriria.


Quando passeia no jardim,
As flores a invejam, sem pudor;
Se aparece na janela,
O beija-flor canta de amor.
Até o vento muda o rumo
Só pra sentir seu calor.


Quando vai passear na praia,
Baleias fazem reverência;
Golfinhos saltam nas ondas
Em alegre efervescência.
Como artistas do oceano,
Saúdam sua presença.


Se vai à noite pra janela,
Os meteoritos, em desatino,
Perdem a rota no espaço
Mudando o próprio destino.
Pois até o céu se distrai
Diante de encanto divino.


A lua perde o brilho,
As estrelas a direção;
O arco-íris se pergunta
Qual é sua verdadeira cor então.
Toda beleza do universo
Lhe rende admiração.


Nem os sábios descobriram
A receita da perfeição;
Nem a ciência decifrou
Tão sublime criação.
É um enigma que desafia
Toda lógica e razão.


A natureza perdeu a fórmula
Quando fez minha Bela;
Gastou toda a perfeição
Na mais bonita aquarela.
Depois disso, nunca mais
Criou outra igual a Ela.

LARVARUNCA


No terreiro da existência,
Vi um caso singular;
O varão perdeu o leme,
Deixou outro governar.
Quem já foi dono da casa
Nem se atreve a opinar.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


Ela escolhe a roupa dele,
O destino e o caminhar;
Marca a hora, muda os planos,
Diz se pode ou não falar.
Ele apenas balança a cabeça,
Sem coragem de negar.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


Se ela compra, ele paga;
Se ela vende, é sem consultar.
Ela muda os móveis todos,
Sem sequer lhe perguntar.
E o coitado só responde:
"Se você quiser, pode deixar."


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


No passeio ou na cozinha,
No descanso ou no labor,
Ela dita as regras todas
Com firmeza e com vigor.
Ele segue obedecendo,
Sem mostrar qualquer valor.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


Mas cordel também ensina
Com respeito e sensatez:
Todo lar floresce mais
Quando existe altivez.
Diálogo, amor e acordo
Valem muito mais que a vez.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


Homem e mulher unidos,
Cada qual no seu lugar,
Dividindo os desafios,
Aprendendo a dialogar.
Quem governa junto a casa
Faz o amor sempre reinar.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.