Poema sobre Existência
De fato, o tempo não se detém.
Ele devora silêncios, limita a existência.
Há, contudo, os que se julgam infinitos no reflexo do próprio ego,
ociosos de alma, doentes de vaidade, vazios de essência.
E no fim, resta apenas o eco —
a lembrança de um instante que ousou ser vida,
e já se perdeu no abismo do passado.
Atila Negri
A vida é uma fagulha de luz em um espaço tão vasto...
Nossa existência é insignificante a todo o contesto do universo...
Damos importância a tantas futilidades e não nos damos conta que nosso tempo está se acabando...
Somos fagulhas, somos instantes somos temporários ...
Eu sinto com toda minha existência,
Que jamais te esquecerei...
Isso não é uma declaração de amor...
É um lamento...
Se a existência, quando sorvida com a serenidade da leveza e a lucidez de espírito, revela-se tão prodigiosamente bela e harmoniosa, por qual insondável motivo tantos insistem em sobrecarregar os dias com inquietações vãs, permitindo que a ansiedade e o desassossego conspirem contra a própria arte de viver?
________Dedy Dú Alecrim
Deus… Quem é Deus?
Se não houvesse uma mente racional, o que seria da existência de tudo?
Seria vago, existir lugares, plantas e animais por aí vivendo, simplesmente existindo.
Mas uma mente racional existe para explicar, dar sentido e trazer a resposta que Ele fez tudo. E tudo existe por ele, por causa Dele e ele sabe de todas as coisas mais complexas que jamais uma mente humana saberá.
Seja onde for, eu estarei lá, no ínfimo da vida, ao apogeu da existência, eu estarei lá, no suspiro da Terra eu estarei lá, onde houver dia, eu estarei lá, onde houver noite, eu estarei lá, no princípio, eu estarei lá, no fim, eu estarei lá, na desgraça, eu estarei lá, na ventura, eu estarei lá, aonde se puder imaginar eu estarei lá e aonde a pobreza humana consegue chegar eu estarei.
Tudo por ti!
Por você eu faço tudo! Ô corredor girar. Um paraplégico andar. O amor odiar. O mau ajudar. A escuridão virar dia. O dia virar noite. Amarei o inamável. O universo acabar. Um urso voar. Anjos caírem. Homens voarem.
O possível e impossível!
Quando precisardes, serei, um baluarte, um homem, um padre, um santo, um ombro, uma luz, um carinho, o afeto, o vinho, a água. Tudo que precisardes eu serei!
Tudo serei! Por ti!
Sem você, sou um dia, sem Sol, a noite, sem Lua, o mar, sem água, o amor, sem afeto, o Xadrez, sem o rei, fogo, sem chama, o homem, sem Deus, serei apenas alguém, perdido no ócio.
Encontrar o sentido da existência
é como encontrar
uma pérola rara e preciosa
dentro da concha do viver.
✍©️@MiriamDaCosta
É impossível estender a escritura
no varal da existência
para secar ao vento do viver,
se imediatamente
chega a tempestade
da inspiração
para encharcá-la.
✍©️@MiriamDaCosta
Muitas pessoas fazem parte de nossas vidas ao longo de nossa existência.
Algumas deixam uma doce lembrança...
Outras guardamos na memória...
E tem aquelas que os momentos vividos, ficam para sempre marcados em nosso coração...
Tem pessoas que você sentirá saudades eternas...
Então hoje, quando for abraçar alguém...dê o seu melhor abraço e guarde esse momento na memória do coração.
Essas lembranças são as nossas riquezas!"
ESTA VIDA
Esta Vida
Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce e se desdobra e estala num segundo. Homem, eis o que somos neste mundo.
Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer
Um monge me dizia: ó mocidade, és relâmpago ao pé da eternidade! Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; esta vida não vale grande coisa. Uma mulher que chora, um berço a um canto; o riso, às vezes, quase sempre, um pranto. Depois o mundo, a luta que intimida, quadro círios acesos: eis a vida
Isto me disse o monge e eu continuei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer.
Um pobre me dizia: para o pobre a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre. Deus, eu não creio nesta fantasia. Deus me deu fome e sede a cada dia mas nunca me deu pão, nem me deu água. Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa de andar de porta em porta, esfarrapado. Deu-me esta vida: um pão envenenado.
Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver, dentro da própría morte, o encanto de morrer
Uma mulher me disse: vem comigo! Fecha os olhos e sonha, meu amigo. Sonha um lar, uma doce companheira que queiras muito e que também te queira. No telhado, um penacho de fumaça Cortinas muito brancas na vidraça Um canário que canta na gaiola. Que linda a vida lá por dentro rola!
Contam as histórias
que o diabo e os demônios eram anjos,
jamais alguma existência do contrário;
O maligno nunca proverá o bem coletivo em sua essência divinal.
5 pilares que representam um ciclo natural da existência consciente:
1. Observar
Antes de qualquer ação, é necessário ver.
Observar é captar a realidade como ela se apresenta, sem distorções, sem pressa e sem julgamento precipitado.
É o ponto de partida da verdade.
2. Compreender
Aquilo que foi visto precisa ser entendido.
Compreender é organizar, interpretar, conectar causas e consequências.
É transformar informação em sentido.
3. Decidir
A compreensão conduz à escolha.
Decidir é assumir uma direção com consciência, não por impulso, mas por clareza.
É o momento em que o caminho é definido.
4. Agir
Toda decisão precisa se manifestar.
Agir é materializar o que foi escolhido, trazendo ao mundo aquilo que antes era apenas intenção.
Sem ação, não há transformação.
5. Autoconsciência
Após agir, é necessário olhar novamente.
Autoconsciência é avaliar, ajustar, aprender.
É o pilar que impede a repetição de erros e permite a evolução contínua.
“Cada existência carrega um propósito maior, e tudo que vivenciamos ocorre exatamente como deve ser, guiando a alma em seu caminho de ascensão.”
Trecho do livro O caminho de volta pra casa: um convite pra compreender sua jornada, honrar sua linhagem e retornar ao Sagrado que habita em você
No caos de uma vida sem sentido, vago pelos limites da existência em busca do seu real significado. Vago pelos mares da vida, formados por dor e ternura. Vago pelos sentimentos e prazeres momentâneos, tudo isso em busca de um significado para uma vida estranhamente difícil e incrível.
Velejo pelo espaço-tempo como um velho marinheiro em busca de um único tesouro, um tesouro perdido no tempo, perdido no futuro, perdido no universo. Em meio à noite mais quente, a vida me abraça com seus longos braços frios, trazendo memórias de uma vida passada, de amores e dores que foram me desgastando e se perdendo com o tempo.
Contudo, a vida me ensinou muito: como as pessoas são, como elas vêm e vão, mesmo quando não queremos que partam. Erros e acertos são os melhores ensinamentos para uma convivência mútua. Viver é como velejar por mares de lágrimas, formados pelas memórias, pelos ensinamentos e pela história de uma vida complexa e estranha.
Que sua existência seja como se fosse palavras escritas no caderno com significados, e que nunca se acabe, apesar do tempo.
O presente é como uma semente plantada em seu coração, você precisa regá-la para dar bons frutos ou "Flores".
A minha jornada nesta terra pela permissão do Senhor, ainda continua, pois a minha existência completou mais um ciclo, o início de um novo começo, Zelo de um Amor certamente inconfundível e que não tem preço
Compensando todos os dias difíceis, os tantos desequilíbrios e aquela velha sensação de ter chegado ao meu limite, mostrando que nada disso foi em vão e que cada avanço se mostrou ser muito significativo
Batalhas, regozijos, acertos, vitórias, erros, lágrimas e risos, lugares e pessoas, onde tudo faz parte da minha história e alguns permanecem comigo, de diversas formas entre várias situações, cujas principais trago na memória
Mais uma grande razão para que o meu coração esteja agradecido nesta data, somada a todas as bênçãos de Deus até agora, que tanto fortalecem a minha alma, renovam minhas forças e me fazem continuar a minha jornada.
Tu és como um trevo de quatro folhas,
pois rara é a tua existência,
provocas sorrisos e esperanças se renovam
com uma resplandecência
fascinante
que deixa a noite ainda mais encantadora
tanto que a lua torna-se coadjuvante,
mas acredito que nem deve se importar,
pois, contigo, ela também se encanta
e, assim, com o teu fulgor, podes brilhar.
Não Ceder
Há momentos na existência humana em que a mente se vê pressionada por forças tão sutis que quase passam despercebidas. Não é a violência das circunstâncias que nos desvia, mas sim a suavidade com que certas inclinações se insinuam no pensamento.
Ceder, nessas horas, não é um ato repentino: é um deslizamento gradual da vontade.
A verdadeira questão não reside na tentação em si, mas na arquitetura interna da consciência.
O indivíduo que deseja preservar sua integridade precisa compreender que cada impulso é uma interseção: de um lado, a gratificação imediata; do outro, a permanência de si.
O erro humano não se manifesta como monstruosidade, mas como consentimento —
um consentimento silencioso, quase matemático, em que o sujeito calcula mal as consequências e superestima o instante.
Não ceder, portanto, não é uma negação do desejo, mas uma afirmação do eu.
É a mente lembrando ao corpo que existe continuidade, que cada escolha forma uma linha que se prolonga no tempo, criando inevitavelmente uma figura moral.
E quando alguém se mantém firme, não o faz por moralismo ou rigidez, mas pela compreensão profunda de que a paz interior não nasce do prazer passageiro, e sim da coerência das próprias decisões.
A consciência, quando alinhada consigo mesma, produz uma espécie de silêncio luminoso —
uma clareza que nenhum arrependimento posterior consegue oferecer.
Assim, resistir não é violência, mas preservação;
não é ausência de sentimento, mas respeito pela própria narrativa.
E, sobretudo, é a ciência íntima de que aquilo que se constrói com lucidez não deve ser sacrificado ao que só existe no breve instante da tentação.
"Apreciar é como folhear as páginas da própria existência — cada instante lido com calma revela que a beleza não está no final da história, mas nas entrelinhas do agora."
Luzíria Amarante
Neste país, refletir profundamente sobre a existência não é necessariamente uma escolha, mas uma condição humana que se divide entre o privilégio de alguns e a renúncia de outros.
Poucos podem se permitir tal experiência.
Alguns porque nasceram com acesso. Outros porque abriram mão de quase tudo para preservar a consciência de si.
E no meio disso tudo, há uma realidade silenciosa: muitos deixam de viver sem sequer saber que um dia existiram.
