Poema sobre Existência
Admirar sua existência é a minha maior eloquência,
Caminhar, mesmo que apressado ao seu lado, jamais me deixa cansado.
Por que me sinto tão bem, flor?
Será que é só porque em ti vejo amor?
Passamos a existência pedindo mudanças,
como quem conversa com o invisível,
e nem percebemos que elas já acontecem no ritmo próprio do universo,
discretas, quase imperceptíveis.
Quando o que desejamos finalmente se aproxima,
o mundo nos devolve a pergunta essencial:
estamos preparados para aquilo que dizíamos querer?
Pois o sonho, quando não encontra espaço em nós,
passa como uma brisa que não sabemos segurar.
Assim, aprendemos que preparar-se é tão vital quanto desejar.
O que chega até nós só se torna nosso
quando encontramos um lugar interno para acolhê-lo.
A mudança não é um evento distante —
é um processo contínuo, já em curso,
uma corrente da qual fazemos parte.
Somos fragmentos do mesmo princípio criador,
onde o pensamento se torna semente
e o desejo, possibilidade.
Foi você quem destilou veneno na minha existência,
quem sacudiu meu juízo — já frágil desde o berço.
Mulher ardente, escandalosa, insolente e devastadora,
rainha sensual que governa meu ser.
Teu feitiço rasgou o véu da minha timidez
e revelou o doce refúgio do teu acalanto.
Bruxa encantadora,
tua extravagância me arrasta
ao êxtase de uma felicidade absoluta...
Quem é Deus, o Criador de tudo?
Por que fomos criados? Qual é, de fato, o propósito da existência?
Por que há tantos mistérios, enigmas sobre outros mundos, galáxias, planetas e civilizações?
Desde os primórdios, caminhamos sem conhecer verdadeiramente o nosso Criador. Seguimos guiados por um nome, sustentados pela fé, sem saber ao certo qual porta devemos atravessar.
Há uma lição profunda — muitas vezes incompreendida — que é explicada de inúmeras formas, mas cuja verdade permanece inalcançável. O mistério persiste, enquanto falsos mestres tentam seduzir um mundo faminto por respostas, oferecendo teorias frágeis e interpretações duvidosas.
E assim, a pergunta ecoa, intacta e inquietante:
Quem é, afinal, o nosso Criador?
Talvez Deus não queira ser encontrado com os olhos, mas sentido pela consciência.
Talvez Ele seja a energia que sustenta o universo, o sopro que deu forma à vida, ou até o próprio amor em sua essência pura, presente em tudo o que existe. Vamos vivendo pela fé até o momento de conhecer o bom Deus
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Mulher, tua beleza extravagante é a chama que ilumina minha existência.
Teu encanto, tão intenso, provoca escândalo e me deixa desnudo diante do mundo,
como se cada olhar teu fosse um segredo revelado em público.
És criatura desbravadora, depravada e livre,
um corpo que clama por ser amado,
um espírito que desafia convenções e me arrasta para além da razão.
Escandalosa, ordinária, linda, maravilhosa —
em ti encontro o excesso que me completa,
a ousadia que me consome,
a paixão que me torna inteiro.
Declaro, sem pudor e sem reservas:
quero amar-te em cada gesto, em cada instante,
na eternidade de um desejo que não conhece limites.
Eu peço a Deus
que me livre de estar perto
no dia em que toda existência
Tiver sido um livro que já foi lido
Eu quero viver no Saara
Cujas estrelas no céu
Não param nem para brilhar
Eu também quero um olhar amigo
Que me leve no abrigo de uma oração
E que eu traga comigo, em meu coração
Qual sarça não consumida
Um jogo de paciência
Maior que o poder do fogo
A força que não supera
A divina ciência, aquela que ensina
Ser a simples passagem do tempo
A semente que cresce
Pra envelhecer em floresta
E agora aquele imenso mar, evapora
Mas eu vou estar bem distante
Quisera trazer comigo nesse dia
Uma boa lembrança qualquer
Poder renascer criança
Num lugar onde Deus quiser.
Edson Ricardo Paiva.
Que a nossa existência seja para acolher a verdadeira manifestação de nós.
Para Carl Gustav Jung quem olha para fora sonha, mas quem olha para dentro desperta.
Visão de que mascaramos nossa existência Vivendo de acordo com os padrões sociais .
Temos que escolher os locais mais bem frequentados, produtos de grifes, veículos e moradia de luxo, acumularmos títulos para sermos reconhecidos pelo conhecimento adquirido, precisamos manter a forma e aparência física ideal, entre tantas outras coisas. É claro que essa não é uma realidade para todos, mas é o que a maioria das pessoas almejam, enfim, existimos para compormos uma teia de superficialidades, passamos a vida correndo em círculo, sendo escravizados por uma existência vazia, embasada em papéis ou posições sociais, posses, aceitação e reconhecimento externo que trás uma falsa sensação de realização.
Mas tendo alcançado tais realizações ou não, no final das contas nada disso faz diferença, pois a verdadeira realização vem de dentro, vem do encontro com a nossa essência, vem da descoberta daquilo que há de genuíno em nós, da aceitação das nossas limitações, fragilidades, imperfeições, vem da liberdade de podermos ser apenas nós mesmos, sem medo dos olhares externos reprovadores.
Nada pode ser mais valioso do que podermos viver livremente, sem medo, sem necessidade de corresponder às expectativas alheias, entendendo que essa vida é passageira e estamos aqui apenas de passagem.
A minha jornada nesta terra pela permissão do Senhor, ainda continua, pois a minha existência completou mais um ciclo, o início de um novo começo, Zelo de um Amor certamente inconfundível e que não tem preço
Compensando todos os dias difíceis, os tantos desequilíbrios e aquela velha sensação de ter chegado ao meu limite, mostrando que nada disso foi em vão e que cada avanço se mostrou ser muito significativo
Batalhas, regozijos, acertos, vitórias, erros, lágrimas e risos, lugares e pessoas, onde tudo faz parte da minha história e alguns permanecem comigo, de diversas formas entre várias situações, cujas principais trago na memória
Mais uma grande razão para que o meu coração esteja agradecido nesta data, somada a todas as bênçãos de Deus até agora, que tanto fortalecem a minha alma, renovam minhas forças e me fazem continuar a minha jornada.
Tu és como um trevo de quatro folhas,
pois rara é a tua existência,
provocas sorrisos e esperanças se renovam
com uma resplandecência
fascinante
que deixa a noite ainda mais encantadora
tanto que a lua torna-se coadjuvante,
mas acredito que nem deve se importar,
pois, contigo, ela também se encanta
e, assim, com o teu fulgor, podes brilhar.
Existência
O paradoxo da vida
Emergiu a minha existência
Puro antítese da sorte
Um misto de lucidez e demência
Parar, pensar e agir sensitivamente...suave
Como os flocos da neve
Que flutuam pelo ar,
E repousam mansamente na relva
Que solitária está.
Eis que na minha existência
Houvera de cingir- te a tua
Resplandente como sol
Oculta como a lua
Lua, oh lua !
Guarda-te todos os seus mistérios.
Pedir-te-ei a tua alma
O teu coração!
E adentrarei na tua mente.
Aí; Todos os seus segredos
Serão desvendados.
A existência do seu ser se compara a alienação do firmamento.
Seus pensamentos são condenados num mundo de exclusão.
A tendência da mente se tornar realidade coletiva.
Com rebeldia e maravilhoso questionamento a realidade ambígua e obscura se revela diante ignorância.
Angústia de existir
Apatia notória
Gotas de lágrimas ocultas
Existência vazia
Essa falta de sentido
Caótica Modernidade líquida que nos contaminar
Se não estiver em conexão com os resquícios da alma.
Caminhei por entre a multidão e percebi o grande equívoco da existência moderna. As pessoas correm desesperadas, amedrontadas pela ideia da morte, sem perceberem que o verdadeiro desastre já as consumiu. Elas lutam para não morrer, mas já perderam a vida.
Perderam a vida no momento em que aceitaram a fantasia alheia como verdade absoluta; perderam a vida quando pararam de ouvir o que emana do próprio coração para seguir escritos e homens que prometem chaves para portas que eles mesmos nunca abriram. É uma ironia trágica: é melhor morrer do que perder a vida. Pois a morte é apenas o silêncio do corpo, enquanto perder a vida é o silêncio da alma que se tornou escrava.
Eu me desentreguei dessa ilusão. Desconstruí cada tijolo de aprendizado imposto para que, do nada fértil, eu pudesse finalmente dizer 'eu sou isso' com destreza. Só quem não teme o fim do fôlego é capaz de encontrar a verdade que liberta.
Eu morri sem perder a vida. Reconstruí-me pois a minha alma não estava morta. Agora, venho me reconstruindo; o homem velho em mim já não existe mais. Tornei-me amortal porque o que renasceu do zero em mim sou eu. Eu existo em mim, não na fantasia ilusória que me habitava como se fosse uma realidade.
A travessia — o corte do cordão umbilical e o que permanece
O que esta existência — e a última — têm me ensinado é que, nos processos de cura e aprendizado, exige-se disciplina para não derramar a própria dor sobre o outro. Ainda que pareça insuportável carregá-la a sós, há um saber silencioso que se impõe: toda travessia tem um destino. E, por mais óbvio que soe quando dito de fora, tudo passa.
Há dezoito dias, retornei à casa da minha família para acompanhar um dos processos mais árduos desde que cheguei a este tempo: a despedida da minha matriarca. Foi ali que vivi, de modo definitivo, o corte do cordão umbilical — um processo iniciado há exatos quarenta e seis anos, no instante em que cheguei ao mundo e, por meio daquela mulher, me tornei criatura viva e consciente. O paradoxo se impôs com força: testemunhei o sepultamento de sua matéria enquanto algo em mim era convocado a nascer novamente.
Confesso: a dor foi tamanha que se assemelhou à picada de um marimbondo bravo — súbita, ardente, capaz de desorganizar o chão sob os pés. Naquele instante, quase vi meu mundo se partir. Como dizia minha avó, foi terrivelmente difícil reviver a despedida. A frase, outrora ensinamento, agora se fazia experiência viva, inscrita no corpo.
Doer, doeu, mas passou.
Hoje, oito dias depois daquele adeus, o que permanece é um vazio que dificilmente será preenchido. Não por escassez de tentativas ou de afetos ao redor, mas porque certas presenças são insubstituíveis. No caso dela, ninguém terá competência suficiente para ocupar o lugar que foi fundação, abrigo e origem.
Assim, aprendi que o luto não é apenas ausência: é herança. Carrega-se o vazio, sim, mas também aquilo que foi transmitido, ainda que em silêncio. E talvez amadurecer seja exatamente isso: seguir adiante sem derramar a dor sobre o outro, honrando quem partiu ao transformar a perda em consciência e a travessia em sentido.
"'Eres' a pior maldição da minha existência, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade.
É maldição, pois, mesmo rogando para nunca mais vê-la, eu ainda a busco em toda face.
Corro daquela existência, mas, em meu âmago, torço para esbarrar com ela ao dobrar toda esquina da cidade.
Decerto que é maldição, pois, ao pensar nela, minha mente subverte a razão e abraça todo tipo de leviandade.
Uma vida plena, amor recíproco, nós, o beijo, fervorosa paixão, felicidade.
Não houve, não há, não haverá divindade.
Fiz a prece aos orixás, tentei os druidas, ofertei um olho a Odin, roguei ao Cristo, nem mesmo o pastor, Javé ou a confissão ao padre.
És maldita, até mesmo Lúcifer se absteve dessa culpa, não ousou participar deste entrave.
Morreu nosso amor, reuni meus pecados, nossas juras, nossos beijos, para formar o Conclave.
'Habemus Odium', subira a fumaça branca, temos um novo sentimento, mais sofrimento, mas não um novo amor, uma nova metade.
É, realmente, da minha existência, tu és a pior maldição, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade..." - EDSON, Wikney
Fantasmas
Vestígios de você me fizeram apagar aos poucos a existência da minha própria consciência,
sejamos intensos nos nossos olhares, nas nossas atitudes e nos nossos sorrisos, caso contrário o desinteresse passará a tomar conta do caminho cuja as palavras não terão mais força para evitar o que o corpo sente,
a constância anda de mãos dadas com a resistência, mas quando as memorias passam a assombrar, criam-se sombras da desistência no ar.
Sou Eu, o Senhor dos exércitos,
Aquele que chama à existência o que não existe.
Sou Eu que tiro da sepultura quem o mundo já esqueceu.
Sou Eu que coloco de pé o que todos disseram que acabou. Miriamleal
Amado Filho!
A sua existência é a prova mais viva de que Deus opera milagres imensuráveis no nosso cotidiano.
Cada ano de sua vida é um novo capítulo de uma história que eu jamais imaginaria escrever, mas que me preenche de um amor que transcende o tempo e a finitude cobrada pela vida terrena.
A sua chegada foi como o raiar de um sol que afugentou as minhas sombras, e a sua presença é a âncora que me mantém firme até nas mais tempestuosas marés.
Agradeço sempre a Deus por ter me dado a graça de ser seu pai, por ter a oportunidade de vê-lo crescer e ser o "Homem da minha vida".
A sua bondade, força e capacidade de me salvar até de mim mesmo — são dons preciosos que eu guardo no coração.
Que a Santíssima Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo — continue a iluminar o seu caminho, derramando sobre você toda sorte de bênçãos, saúde, paz, alegria e amor.
Meu filho, a vida pode ser finita, mas o meu amor por você é infinito.
E a cada novo ano, a certeza desse sentimento só cresce.
Repito, com o coração transbordando de gratidão: te amo, filhão!
Feliz aniversário!
Com todo o amor e carinho embrulhado na certeza de não ser o melhor pai do mundo, mas ornado em laços de certeza de ser agraciado com o melhor filho que eu poderia ter.
Hoje eu escolho focar na minha própria existência.
Por muito tempo vivi tentando ser o que o mundo esperava de mim,
enquanto eles aguardavam que eu fizesse algo,
e eu… eu esperava o quê?
Esperava permissão para ser quem sou?
Esperava coragem, validação, ou o momento perfeito?
A verdade é que ninguém pode viver por mim.
Tornar-me quem sou não é um ponto de chegada,
é uma decisão diária —
e hoje, finalmente, essa escolha é minha.
Se existir um ateu ou um à toa na vida,
Deus não deixaria de abençoá-lo.
A própria existência de ambos é bendita
Porque Seu amor por eles já foi declarado.
