Poema sobre Existência
A existência humana é uma constante luta contra o vazio, uma tentativa de dar forma ao caos que somos.
A existência é um espelho partido, e cada fragmento reflete uma parte de quem somos, mas nunca o todo.
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"Ateus poderiam mandar rezar missa para agradecer à Razão da existencia deles, ou seja: Deus, ora pois!"
A educação faz sentido, quando ao sentirmos há o sentido da existência, e por consequência sentimos o sentido de protagonizar e contribuir para os outros e para nós mesmos. Essa é a a educação que a instituição deve promover a todos, sem extinção.
Que haja entre nós um único e definitivo mandamento: Perceber a existência do outro. E respeitá-la...Seja lá o que este outro for: animal ou pedra, planta ou água, gente ou bicho...não importa...Respeitar sua existência e direito de lugar no universo.
Jamais desejei ser um fardo para alguém, mas a existência me escapa, ela se impõe para além daquilo que consigo escolher.
Até aqui, minha existência tem sido uma verdadeira odisseia. Sobrevivi a provações que desafiaram os limites do possível, aprendi a domar o ímpeto do coração e a pronunciar um “te amo” somente quando a alma reconheceu a verdade do sentimento. Vivi realizações tão grandiosas que reduziram meus antigos sonhos à mera sombra do que a realidade me concedeu.
A força visceral só emerge quando a existência, em um ato de desnudamento brutal, nos priva de todo e qualquer pilar externo.
Ultimamente, sinto-me no automático, como se minha existência estivesse programada para repetir incessantemente as mesmas tarefas diárias. Cumpro cada gesto sem reclamar, contendo pensamentos inquietantes que ousam emergir, pois sei que, aos olhos da sociedade, questionar ou sentir demais é rotulado como rebeldia. Ironia cruel: a conformidade, esse silêncio interno imposto, revelou-se a verdadeira prisão, mais implacável do que qualquer algema visível.
O tempo é um paradoxo quântico, para mim, não faz sentido, pois nossa existência é moldada por instantes que já se foram e por futuros que ainda não nasceram. Vivemos no fio tênue do agora, mas carregamos em nós as marcas de tudo que foi e a ansiedade de tudo que poderá vir. O presente é apenas um fragmento entre duas eternidades invisíveis.
A Autenticidade não é um conceito a ser explicado, mas uma existência a ser vivida. E o que é verdadeiro, por natureza, perturba.
O mapa da existência nunca é traçado na claridade fácil das manhãs de bonança, mas nas linhas escarpadas e densas que a escuridão da noite insiste em nos impor, e é na vertigem do vazio, após o desmoronamento de tudo o que era concreto, que reside o pilar inabalável da nossa essência, o ponto de apoio que desafia a gravidade do desespero. O ato de reiniciar a jornada é um juramento silencioso que se faz sem testemunhas, revelando a indestrutível arquitetura da alma, onde a esperança se recusa a ser extinta, e a vitória se manifesta no simples ato de seguir.
A jornada da minha existência se resumia a um grande e doloroso ponto de interrogação, onde a procura por paz era a meta, mas a angústia era a realidade palpável, os soluços eram meus companheiros noturnos, manifestações da luta para encontrar um caminho de redenção, de apagar cenas da minha vida que me aprisionavam, um ciclo interminável de busca e frustração que me levava a colecionar desenganos em vez de vitórias.
O amor não é um luxo, mas o combustível primário da existência. Ele não é medido em anos, mas na intensidade das trocas. Quando todos os medos se curvarem à evidência do afeto, não haverá mais sombras, apenas a clara e irrefutável lógica de que a vida se expande quando compartilhada.
As vidas foram destruídas, no plural, abarcando a existência física, mental e espiritual. Não me resta absolutamente nada.
