Poema sobre Existência
ENIGMA
(Bartolomeu Assis Souza)
Por que estamos aqui e como deveremos
ser?
A morte traz um enigma, pode o "amor" oferecer uma resposta ao doloroso mistério e enigma da morte?...
Só há uma forma e maneira...
Amar com intensidade e força o equivalente a nossa "mortalidade"...
Somos chamados de "mortais" é o que nós somos...
A nossa mortalidade é o que nos define...
O lapso de minha consciência
Me responde com deveras clareza
De onde vim, onde estou e para onde vou e com
Enorme certeza
A respeito da minha existência.
Em nossa vida, é prudente lembrar que jamais devemos desdenhar alguém. Afinal, cada Ser nessa existência desempenha seu papel único, contribuindo para o enredo que se desenrola diante de nós. Em meio às cortinas que se abrem e se fecham, a humildade se revela como uma virtude preciosa.
Não somos senhores supremos, e qualquer ilusão de superioridade é apenas uma máscara frágil que pode se desfazer da realidade. O amanhã, com sua incerteza inerente, nos recorda da efemeridade das posições que ocupamos. O papel de protagonista hoje pode ser relegado a um coadjuvante outrora.
Assim como ninguém é melhor que ninguém, a complexidade dos personagens que encontramos ao longo da jornada revela-se em nuances de caráter. Alguns, em sua magnanimidade, destacam-se pela nobreza de suas ações, enquanto outros, lamentavelmente, se sobressaem pela ausência de virtude. A verdadeira grandeza reside na qualidade do enredo que cada um escolhe tecer, moldando sua história com base nas escolhas que faz.
Em cada interação, da convivência cotidiana, reside a oportunidade de praticar a empatia e a compreensão. Aqueles que se envolvem em atos nocivos podem estar ignorando o fato de que o cenário da vida é efêmero e que as plateias mudam. Afinal, a jornada continua, e cada um tem a chance de aprender, evoluir e ajustar seu roteiro para um desfecho mais digno.
Assim, à medida que traçamos nosso caminho, é aconselhado lembrar que as cortinas da vida nunca descem de forma definitiva. Nenhum de nós está imune às reviravoltas que o enredo pode nos reservar. Entendo que na existência, a verdadeira grandeza emerge da humildade, da compaixão e do respeito pelos outros que compartilham conosco esta jornada efêmera.
"Você foi chamado à liberdade", proclama o apóstolo Paulo, uma convocação que ressoa como um eco transcendental ao longo da jornada humana. Contemple a visão de ter total liberdade de ação, onde a mente se desenha em traços completamente diferentes, rompendo as amarras que aprisionam a essência.
A verdadeira liberdade é mais do que uma ausência de correntes físicas; é uma emancipação da prisão mental, uma fuga do labirinto de ilusões que muitas vezes obscurece a clareza de nossas visões. Imagine-se elevado acima do mundo das miragens, como um pássaro que rompe os céus sem restrições, contemplando a vastidão do horizonte.
A liberdade é a sinfonia da autenticidade, uma melodia que ressoa quando ousamos ser quem somos verdadeiramente. É a coragem de desafiar as convenções, de questionar os dogmas que limitam a mente e restringem a expansão do espírito. Nesse chamado à liberdade, encontramos a chave para desbloquear portas que nos conduzem a novos reinos de compreensão e autodescoberta.
Somos arquitetos de nossos destinos, esculpindo as próprias escolhas que ecoam o som da verdade. A liberdade não é apenas um estado; é um processo dinâmico, um contínuo despertar para a vastidão das possibilidades que a vida oferece.
Portanto, aceite o chamado à liberdade como uma bússola interior, guiando-o através dos mares turbulentos da existência. Desvende o tesouro que é viver sem as correntes autoimpostas, explorando os limites do que significa ser verdadeiramente livre. Pois, na liberdade, descobrimos a essência autêntica que transcende as sombras do conformismo e nos lança em direção à luz do nosso potencial mais elevado.
Onde as cortinas da ilusão se erguem, sussurros de sabedoria sugerem que a verdadeira jornada se desenrola na introspecção, não nos cenários efêmeros da matéria. Encarcerados nas correntes da busca incessante pelo tangível, negligenciamos o tesouro oculto na exploração do nosso interior.
A sutileza das entrelinhas revela que, ao nos tornarmos alheios aos ditames da ilusão externa, encontramos a liberdade nas paisagens do eu interior. A verdadeira riqueza emerge quando nos tornamos senhores do nosso próprio reino, desvendando os mistérios que residem nas profundezas da alma.
No labirinto da existência, a busca do equilíbrio é o fio de Ariadne, guiando-nos por entre os desafios do mundo externo e as maravilhas internas. Erguer o olhar para dentro é descobrir a essência que transcende as miragens do efêmero, rejeitando as correntes que nos acorrentam a uma realidade ilusória.
Andas desacompanhada, sozinha nesse longo caminho, que se repete...
Cercada, mas só.
Trazes consigo um brilho que nem é seu... És algo imperceptível, mas que se percebe não por causa de si, porém sua existência já é algo fascinante.
Forjas o júbilo daqueles que se deleitam em sua essência.
No compasso da chuva, que afinado!
danço em passos leves contigo, louco sonho,
percebo tua presença, estás aqui a meu lado,
vivo sentindo aquilo que nunca digo,
sou pura imaginação e essência,
mas como a chuva e a melodia
tudo passa em poucos segundos,
de repente arrefeceu essa alegria,
pesa agora o fardo real da (in)existência
Deixe para lá essa mania insana
de querer a todos e a tudo definir,
não há vocabulário suficiente
que explique, na verdade, o que é sentir
É óbvio que tudo mudou e pouco será como antes
Interromper agora as atitudes já tomadas relacionadas a prevenção
É um erro que pode ceifar muitas vidas
"Primeiro existir
Para depois persistir"
Coexistência pacífica e com respeito as outras existências
Ou simplesmente coexistência
Quando o individualismo egoísta supera a União
As vezes a vida encontra um jeito de nos trazer a razão
A vida; só não é menos complicada,
porquê somos ruins de dedução,
a maioria de nós
só aprende segundo as consequências,
e consequentemente, dificultamos a nossa e as outras existências
"Peregrinos
Êxodo de nós mesmos para Deus, no qual nos adentramos em terra estranha, despojados dos suportes usuais da existência, desprovidos de todo amparo que não seja o da caridade...”
Tellechea Idógoras
Abra-se ao inesperado e inexplorado, a novos encontros e sensações.
Confie e percorra a sua própria existência.
INQUIETAÇÃO
Insisto-me entre a inquietação e o quase extinto.
Quando saio de mim, rumores restauram procura.
Me parto compassado, a estiar anseios, na vigia.
Abro-me em clareiras, soergo esperas, às vezes me avisto.
Enxergo o que entrementes não desbota, na audácia.
Pungidos olhares, fração reflexa, reverbero esquecimento.
Não me apraz desconhecer. Não me entristece distinguir.
Posso imolar finais prescritos, acontecer-me de outro.
Descreio que a finitude nos reserve,
Apenas nada na transcendência de tudo.
Tenho que viver-me como quem se conta,
Alembrado da existência que exprime.
In Poemas para Versar
Dúvida do ar
Duvido do ar,
que não circula,
por entre paredes.
O ar calmo, passivo,
não se tornará brisa,
tão pouco vento em rotação.
O ar reprimido,
deixará as paredes ruírem,
tornarem-se velhas casas,
com ervas crescidas no jardim.
Tenho receio deste ar,
que nos mantem sobrevividos,
mas que não nos permite,
experimentar a existência.
Escrever é libertar a alma das amarras que prendem a nossa voz.
É sobre dar vazão ao nó que existe em nossa garganta sem medos e sem pudor.
É sobre deixar fluir o que há de mais profundo e obscuro em nossa existência.
É sobre aceitar a nossa fragilidade.
É tocar o outro sem encostar.
Sem reclamações ou murmurações e com muita elegância no lidar, degustar os acontecimentos da vida como se pratos fossem.
Da entrada à sobremesa; sejam amargos ou doces; palatáveis ou não, ora servidos no restaurante da existência.
E é bem verdade que todos, vivos, à mesa estamos!
(FBN, 11.08.2024)
...aí o Lex Noir disse:
Talvez um dia minha tristeza dê dinheiro. O triste disso... é que se isso acontecer... talvez não esteja mais vivo. Mais triste que isso... é pensar (assim) nisso.
Não se demore no lamento, apenas aprenda e siga.
Há quem te ame e há quem te odeie.
Há quem te engane e há quem te saboreie.
Há quem te cale e há quem amplie a tua voz.
Há detratores e há os que te celebram.
Apenas aprenda e siga, e habite onde as existências te favoreçam.
Deus permitiu a existência das quedas d'água para aprendermos quanta força de trabalho e renovação podemos extrair de nossas próprias quedas.
